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edição de 9 de julho de 2018

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inspiração a criança

inspiração a criança cresceu Desenhar faz parte da rotina do publicitário e isso é e sempre será inspirador para ele Fotos: Reprodução e Divulgação Eco MolitErno Especial para o ProPMArK desenhista nada mais é do que uma O criança que nunca parou de desenhar. Desde que me entendo por gente, me lembro de estar sempre rodeado de cores e tintas por todos os lados. Foi assim que passei minha infância: quando não estava chutando bola, estava desenhando uma. O papel em branco sempre foi meu sol nos dias de chuva. Mas aí a brincadeira começou a ficar séria. Como gostava de desenhar mais pessoas do que paisagens, naturalmente fui migrando para o lado da caricatura. Primeiro, em casa. Depois, na escola – onde publicava caricaturas dos professores no jornal do colégio. Até que, aos 16 anos, fui chamado por uma revista de rock para ilustrar os roqueiros. E foi o Axl Rose que me deu os primeiros 50 reais que ganhei na vida com meu trabalho. Aos 17, me mudei para a Dinamarca onde, isolado da família e me isolando do frio escandinavo, passava horas e horas desenhando. Até que, finalmente, consegui desenvolver o meu estilo (que apelidei de “retraço”: um misto de retrato e traço) inspirado nos grandes mestres da caricatura. No Brasil, me inspirei na precisão do Ziraldo, na elegância do ítalo-argentino Lan, na capacidade de síntese do Nássara e no poder de desconstrução do Loredano. No mundo, fui atrás da explosão criativa do inglês Ralph Steadman, da sutileza do francês Uderzo, das rachuras do norte-americano David Levine e da técnica de pintura inigualável do alemão Sebastian Krüger – com quem fiz um workshop no ano passado e pude vê-lo desenhar ao vivo. O maior presente de aniversário que eu já recebi. Mas quem mais me influenciou foi o maior caricaturista de todos os tempos: Al Hirschfeld. E na primeira vez que fui para Nova York, em 1999, descobri o endereço dele e resolvi, na cara de pau, levar meu portfólio pra ele ver. Como retribuição pela minha coragem, ele – já com 96 anos – me escreveu uma carta de próprio punho elogiando meu trabalho e me recomendando para trabalhar na The New Yorker Magazine. O maior presente de não-aniversário que eu já recebi. Porém, no ano seguinte, em vez de me mudar para Nova York, fui para a Agência- Click, onde ainda conseguia usar meu lado desenhista – como na fábrica de salgadinhos que ilustrei para o primeiro site da Elma Chips. Só que aí a publicidade passou a me A seção de frases de Veja conta com o talento de Eco Moliterno nas ilustrações com seu traço divertido ocupar cada vez mais e passei a ter cada vez menos tempo para desenhar. Mas, ainda assim, continuei fazendo contribuições esporádicas para Placar, Revista VIP e a saudosa Revista Alpha – onde virei caricaturista fixo da última página até sua última edição. Depois disso, fiquei praticamente 3 anos sem encostar em um papel até que, no início de 2016, recebi uma ligação da Veja perguntando se eu “ainda desenhava” – e, de lá para cá, tenho colaborado mensalmente para a seção Veja Essa, ilustrando os autores das frases mais impactantes da semana. E, em dezembro, ainda fui convidado para fazer uma versão do quadro Guernica, do Picasso, com os personagens que tiveram mais destaque no ano – que se tornou a primeira edição de 4 quatro capas sequenciais na história da revista mais lida do país. O maior presente que um caricaturista poderia receber. Mas por mais que o meu trabalho na publicidade seja muito digital, na ilustração eu ainda prefiro fazer os traços à mão. Porque, pra mim, não há nada mais inspirador do que olhar um papel em branco. Afinal, está tudo lá. Você só precisa escolher o que vai extrair dele. E até hoje, toda vez que vou começar a desenhar, volto a ser a mesma criança que eu era quando toda essa história começou. Eco Moliterno é CCO da Accenture Interactive para a América Latina 32 9 de julho de 2018 - jornal propmark

consumo Google BrandLab analisa mudanças da masculinidade através de buscas Dados são rastreados em plataformas como o YouTube para colaborar com as estratégias das agências de publicidade diante de novo cenário Paulo Macedo Focado na identificação de insights para orientar agências e anunciantes nas estratégias de comunicação, o Google BrandLab ouviu 700 usuários do sexo masculino nas buscas por temas no Google e YouTube para observar o comportamento de consumo de uma faixa etária entre 25 e 44 anos. A conclusão da análise feita com apoio do Google Consumer Survey identifica que o significado da masculinidade foi reconstruído e alguns clichês do passado estão, por assim dizer, fora de época. O estudo concluiu que 34% dos homens não se sentem desconfortáveis em realizar tarefas domésticas. Para 88% não faz mais sentido terceirizar às mães a educação cotidiana dos filhos, papel que até bem pouco tempo tinha rejeição vertical devido ao envólucro de supridor dos machos. Compartilhar sentimentos, para um terço da amostra, é factível. E para 78% há machismo no Brasil. As buscas relacionadas com a expressão “machismo no Brasil”, pularam do 9º lugar para 3º, atrás apenas de “o que é machismo?” e “o que é ser machista?”, e crescendo 263% nos últimos dois anos. Mais: o vetor metrossexual está em alta. A visualização do público masculino em vídeos de beleza cresceu 44%; 93% dos entrevistados afirmam que cuidar da aparência é importante e 90% já usaram cosméticos; 49% dos homens discutem cuidados pessoais e trocam dicas de produtos quando perguntados sobre o assunto; e 30% assistem a vídeos sobre produtos de beleza e cuidados pessoais para ho- Divulgação Amanda Sadi explica que publicidade pode ganhar com nova característica do homem mens. Jogadores de futebol, como Neymar, por exemplo, não andam sem seus nécessaires recheados de cremes hidratantes, géis, perfumes e até mesmo de maquiagem. E não dispensam um trato no cabelo ou na barba. “Um dos principais objetivos desse estudo é contribuir para a desconstrução do papel (e função) que o homem tradicionalmente “É impossível dissociar o crescimento da pauta feminista e questões lGBtqi+ do aumento do deBate soBre novas masculinidades” sempre exerceu. Ao trazer dados e apresentá-los, nosso objetivo é não só repensar como os homens e a questão de gênero são retratados na comunicação, mas também libertá-los de estereótipos. Precisamos normatizar a discussão sobre diversos tipos de masculinidade e propor um ambiente seguro e sem julgamentos. Quando pensamos em publicidade, nosso objetivo é que marcas e agências acompanhem as principais tendências e incorporem isso em sua comunicação. Como comunicadores, temos uma responsabilidade muito grande em retratar de forma diversa a sociedade”, explica a executiva Amanda Sadi. Esse novo modelo do homem reflete o momento mais híbrido e sem muros que a sociedade passou a ter. Amanda explica: “Com certeza, esse comportamento masculino é consequência da discussão de gênero como um todo. É impossível dissociar o crescimento da pauta feminista e questões LGBTQI+ do aumento do debate sobre novas masculinidades. Afinal, são causas complementares que lutam por igualdade, liberdade e respeito”. Qual é o propósito do Google? Amanda responde: “Ainda hoje, é muito comum os homens terem receio de falar sobre certos assuntos. Nesse sentido, o digital torna-se um grande aliado para tirar dúvidas e o aprofundamento em temas, sem receio de julgamentos. Dessa forma, o estudo tem como propósito democratizar a informação e, mais importante, eliminar tabus. Precisamos difundir a mensagem de que uma sociedade sensível, sem medo de demonstrar sentimentos, não nos torna mais fracos, mas sim, melhores”, finaliza. jornal propmark - 9 de julho de 2018 33

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