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edição de 9 de julho de 2018

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mercado é

mercado é apresentá-los o passado bem como o valor das referências. “Algum publicitário disse recentemente, talvez, o Washington Olivetto, que as pessoas têm sofrido déficit de passado. Com as redes sociais, a gente hoje tem à mão muita informação espontânea do presente, mas não tem tempo de saber como era antes”, ressalta. Sobre esse dilema, o criativo, que também já foi professor da Miami AdSchool, explica que apresentar aos jovens o histórico da propaganda é uma das maneiras de garantir seu alto padrão. “Tive excelentes espelhos profissionais, gente com quem nunca convivi pessoalmente, mas que admirava em anuários. Não existe uma contribuição mais efetiva que essa, a de passar para a nova turma a necessidade de ter referências”. Edgard Gianesi, diretor de criação da David, concorda com o colega e defende que faz parte da responsabilidade dos profissionais sêniores essa preparação para as novas gerações. “Quando a gente está há mais tempo, temos dever de contribuir. É uma missão muito bonita”. Mas ressalta que o ideal é promover um ambiente diverso e de troca mútua. “Acho muito sadio a gente ter noção que diversidade não está ligada apenas à formação ou background, gênero ou raça, mas inclui experiências de tempo de trabalho. Aqui na David a gente procura ter essa mistura. Acaba sendo produtivo para todo mundo. Estabelecer padrões diferentes, trabalhos a partir de experiências. Não é porque tenho 30 anos de mercado que vou saber mais do que quem está começando”. A diversidade no ambiente da criação, aliás, tem sido vista cada vez mais como questão estratégica de negócio. Segundo Bruno Prosperi, diretor-executivo de criação da Almap- BBDO, esse encontro de gerações cria ambiente propício para as grandes ideias. “Nunca tivemos o perfil de agência com dois míseros criativos sêniores e um bando de moleques. Esse pensamento de valorização me conquistou há 14 anos, quando vim trabalhar aqui. Algo que a gente sempre acreditou é nessa mistura de sangue nos olhos dos jovens e a bagagem e experiência dos sêniores. Essa Mariangela, da Grey, diz não somar anos, mas vida e experiências combinação propicia grandes ideias”, afirma. Essa também é a opinião de Toninho Lima, da Brick, que procura fugir do Fla-Flu sobre que tipo de profissional é o melhor. “Tem muita gente que fala que tudo que está sendo feito na propaganda é ruim. E que profissionais mais maduros contribuem para trazer mais consistência. Fico muito feliz quando ouço isso, mas não quero ensinar a nova geração como eu fazia, pretendo ganhar com essa troca”. aPrImorameNTo Se comprovadamente a experiência de vida é um valor importante para garantir trabalhos consistentes na criação, a constante atualização é também essencial. Afinal, o respeito aos cabelos brancos passa também pela relevância, e não simplesmente pelo tempo de carteira de trabalho. É o que acredita Gianesi, da David. “A profissão foi muito afetada por todas as inovações tecnológicas. Elas permitiram novas maneiras de se comunicar com as pessoas. Cabe a quem está há mais tempo ir atrás dessas mudanças e buscar aprender inovações. Esse é um processo que é realizado no dia a dia e por iniciativa de cada um”, defende. Já Manir Fadel, da Red Fuse de Paris, acredita na res- “aCho muito sadio a gente ter noção que diversidade não está ligada apenas à formação ou baCkground, gênero ou raça, mas inClui experiênCias de tempo de trabalho” ponsabilidade das agências em promover ambiente de aprendizado coletivo. “Tenho visto nos Estados Unidos e Europa um papel mais forte de atualização do que no Brasil. Um esforço mais ativo do RH de colocar o pessoal em cursos e manter essa atualização. Não dá para a agência se omitir. Se você tem um sênior treinado e atualizado, você tem o melhor dos dois mundos”. Além do debate sobre aprimoramento, a questão da idade inclui discussão em relação ao reconhecimento profissional. Isso porque o caminho natural, à medida que os profissionais vão envelhecendo, é oferecer- Fotos: Divulgação Gianesi: “Não fiquei menos ou mais inteligente, mas mais sensível” -lhes oportunidades de promoção. Mas não necessariamente essa é apenas uma questão de hierarquia. Para Bianchi, a discussão vai um pouco além. “O tempo vai passando e as pessoas têm de buscar o que lhes faz feliz. Onde você procura realização? Naquilo que faz com prazer. Tem gente que gosta de criar, pegar o job e mergulhar nele. Isso também é maturidade”. Ao fazerem uma análise a respeito de sua trajetória, os criativos de cabeça branca são unânimes em admitir que, no fim das contas, idade é mesmo apenas uma data que consta no documento de identidade. Longe dos clichês comuns quando há debate sobre idade, Mariangela define suas décadas de profissão simplesmente como vida. “Não somos apenas anos, acumulo vida. Experiências e vontade de aprender cada vez mais. Viver tudo, saber tudo”. Em tempos em que a juventude é tão celebrada, a criativa reconhece o frescor e raça de quem está começando, mas não trocaria de lugar, ainda que possível. “Não gostaria de voltar no tempo. Queria ter mais anos para ir adiante. Tenho mais de 30 anos de mercado, mas não fico contando muito. Número é muito relativo, mas se quer mesmo saber, hoje me sinto com 22 anos”, finaliza. 18 9 de julho de 2018 - jornal propmark

MERCADO Consumidores querem experiência mais personalizada e transparente Pesquisa da Accenture Interactive com oito mil pessoas expõe tendências, desafios e oportunidades na relação entre marcas e público Renato Rogenski Na mesma velocidade em que a tecnologia evolui e proporciona incontáveis avanços para diversos segmentos, cresce também a exigência dos consumidores. Informados e multicanais como nunca, eles ainda consideram as experiências digitais aquém do esperado e querem ser reconhecidos e atendidos de maneira personalizada. Esta é a principal conclusão do estudo 2018 Personalization Pulse Check, realizado pela Accenture Interactive com oito mil consumidores na Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Suécia e Reino Unido. De acordo com o levantamento, 91% dos consumidores têm maior propensão a consumir marcas que os reconheçam e se lembrem deles, oferecendo propostas e indicações relevantes. Por outro lado, 73% dessas pessoas afirmam que nunca foram abordados por nenhuma empresa de forma excessivamente personalizada. “Estamos saindo da era em que ‘eu faço tudo pela internet’ e entrando na era em que ‘a internet faz tudo por mim’. E quanto antes as marcas entenderem esse novo cenário, melhor será para ambos: para quem vende e para quem compra”, afirma Eco Moliterno, chief creative officer (CCO) da Accenture Interactive hakule/iStock Levantamento da Accenture foi realizado com oito mil pessoas em oito países diferentes “Estamos saindo da Era Em quE ‘Eu faço tudo pEla intErnEt’ E Entrando na Era Em quE ‘a intErnEt faz tudo por mim’” para a América Latina. Curiosamente, o estudo também descobriu que 75% dos consumidores gostariam de criar e gerir um “perfil de estilo” em sua relação com as marcas. Eles gostariam também que essas informações fossem usadas para a curadoria de experiências e recomendações. Por outro lado, transparência e confiança são fundamentais: 27% afirmam ter passado por experiências invasivas e 64% se sentiram desconfortáveis porque não estavam cientes do uso que as marcas fariam de suas informações. Há outro dado importante na pesquisa. Ao mesmo tempo em que o mercado fala bastante sobre geolocalização, a pesquisa mostra que 41% dos consumidores acham estranho receber uma mensagem de uma marca ou varejista quando estão passando em frente à loja física. Além disso, a mídia programática parece ter um desafio também pela frente, já que 35% das pessoas se incomodam ao receber anúncios de itens pesquisados no site de alguma empresa. “Aquela sensação de uma publicidade ‘me perseguindo’ pode se transformar numa má experiência e, consequentemente, em perda de oportunidades de venda e fidelização. Se não houver preocupação com formatos, frequência e canais, a ferramenta pode ter o efeito contrário”, afirma Kaue Cury, experience architect da Accenture Interactive, profissional que integra a equipe de Eco. Apesar de a pesquisa ter sido realizada em outros países, de acordo com Kaue há alguns outputs que podem ser utilizados no mercado brasileiro. Para ele, o principal deles é entender que personalização não é apenas adaptar a mesma mensagem para o comportamento digital de cada usuário. Além disso, a personalização não é somente uma responsabilidade da comunicação digital. “É a forma mais próxima de as empresas entregarem não apenas mensagens, mas também argumentos, caminhos, ambientes e produtos e serviços mais coerentes e adequados”, finalizou. Monitore a propaganda de seu mercado e de sua concorrência com agilidade e vídeos de alta qualidade. Saiba mais: jornal propmark - 9 de julho de 2018 19

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