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edição de 9 de julho de 2018

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mercado Copa do Mundo e

mercado Copa do Mundo e investimentos governamentais trouxeram um impacto ligeiramente positivo aos resultados do setor de publicidade. “Esses fatos, sem dúvida, impactam diretamente nos resultados. Acredito que existiu positividade do cenário econômico, o que trouxe a retomada dos negócios”, avalia. Sob seu ponto de vista, a economia se descolou um pouco da situação política, mas, para os próximos meses, a tendência é de indefinições no setor de publicidade. “Conforme as eleições se aproximam, e até o momento da definição, o mercado deve ficar retraído devido às incertezas. Passado esse cenário político, e dependendo do que o novo governo estabelecerá como política econômica, devemos ter a retomada da positividade e, a partir daí, teremos mais clareza do nosso futuro em 2019”, prevê. Da mesma forma, Marcia Esteves, presidente da Grey Brasil, tem mais otimismo sobre o desenrolar do ano de 2018. “Seguimos atravessando uma crise política importante e estamos, infelizmente, aprendendo a conviver com isso. O que percebo é uma retomada de confiança do nosso mercado, não necessariamente ainda refletida em crescimento expressivo de negócios, mas sim em perspectivas e crença de um ano melhor”, analisa a executiva. Ela notou que, no semestre, boa parte dos anunciantes foi obrigada a repensar as suas estratégias para antes e depois da Copa, deixando de anunciar nesse período. Para agências que não atendem marcas patrocinadoras, essa foi a tônica. “Isso impactou os resultados do primeiro semestre e comprimiu o do segundo, por conta das eleições e a insegurança causada pela imprevisibilidade do resultado”, acredita Marcia Esteves. A publicidade, analisa, deve continuar absorvendo os impactos negativos desse cenário político. “Acho muito difícil nos descolar do que ocorre no país, dado que a crise afeta o consumo, que está diretamente relacionado aos nossos objetivos com as marcas. Este é um ano curto, com Copa e eleições, e ainda estamos sentindo o reflexo da greve. Ou seja: é um ano de desafio e tensão”, reflete. Marcelo Toscani: “Economia se descolou um pouco da política” “a economia começou a andar, independentemente de BraSília, maS em algunS momentoS SofremoS com oS impactoS” Por outro lado, ela acredita nas oportunidades que o setor tem diante de si para o momento da retomada. “As marcas continuam sendo o fator de maior importância para as pessoas. As empresas que fizerem de suas agências bons parceiros de negócio e tiverem coragem para se comunicar de forma efetiva e relevante, vão atravessar a crise e crescer”, avisa. Na Rapp, acredita-se em um segundo semestre curto, devido às eleições e na sua capacidade de fazer os investidores sentirem mais confiança, ou não, no país. “O mercado de publicidade atuará de forma ainda mais agressiva. Os anunciantes estarão em busca dos resultados efetivos de negócios, e terão pouco tempo e dinheiro. Caberá às agências saber oferecer a seus clientes respostas ainda mais rápidas e, principalmente, efetivas”, avalia Tatiana Pacheco, copresidente da agência. recuperaÇão Para as agências de capital nacional, há um misto de sentimentos. Fernando Calfat, chief media officer da REF+, analisa 2018 de forma mais positiva, com clientes retomando investimentos e pensando na diversificação das estratégias. “Sentimos que o país está definitivamente em um momento de recuperação econômica. Isso também pode ser percebido pela volta da segurança dos clientes em investir mais em comunicação”, avalia. Já Claudio Kalim, sócio e CEO da Tech and Soul, afirma que o início deste ano trouxe um sentimento de retomada. “Lenta, é verdade, considerando que em ano de Copa do Mundo a publicidade tem um crescimento maior no primeiro semestre. Mas, diante do cenário que havia, temos de comemorar essa volta”, apregoa. Ele acredita que, mesmo diante de indefinições eleitorais, haverá um descolamento do mercado em relação à política, para que ele não fique na inércia. “Na publicidade, notamos que há uma série de projetos em andamento que serão ampliados e um crescimento no número de consultas para novas iniciativas”, avalia. Fotos Divulgação Abel Reis: “Os primeiros meses foram marcados por otimismo” aÇõeS eStratégIcaS Dentro desse cenário econômico difícil, cada empresa, seja agência, anunciante ou veículo, vive sua realidade individual e tenta encontrar a melhor forma de seguir adiante. Um dos setores impactados pela greve foi o de alimentação, por conta da crise de abastecimento. Um dos anunciantes da área, a Barilla, tentou manter os investimentos em iniciativas planejadas, como o patrocínio ao Masterchef (Band), uma campanha global com Roger Federer e projetos especiais com foco em inclusão e diversidade. “A economia começou a andar, independentemente de Brasília, mas em alguns momentos sofremos com os impactos, como quando da paralisação dos caminhoneiros. O nosso posicionamento, contudo, é de continuar com as nossas ações estratégicas”, afirma Maurizio Scarpa, diretor-geral da marca. Entre os veículos, especialmente a TV, o momento é bom para audiência. Na Globo, o Big Brother, por exemplo, chegou a 173 milhões de pessoas em todas as plataformas, e a novela Segundo Sol teve alcance médio diário de 44 milhões. A Copa, na Globo, foi vista por 99 milhões até o dia 1º de julho, e o Jornal Nacional alcançou 44,4 milhões em média por dia de exibição, alta de 24%. A ordem na empresa foi trabalhar em projetos comerciais multiplataforma, desenhado em parceria com agências e anunciantes para gerar engajamento com os consumidores. A crise no país não impediu a empresa de lançar projetos como a plataforma Milhões de Uns. “Compartilhamos conhecimento e aprendizado para fomentar a produção de conteúdo publicitário”, afirma Marcelo Duarte, diretor-geral de negócios da Globo. “No primeiro semestre de 2018 trabalharmos para gerar soluções inovadoras, atendendo a alta demanda por projetos integrados”, conta. 14 9 de julho de 2018 - jornal propmark

Claudia Penteado jurista João Luiz Faria Netto foi eleito presidente do O Conar no lugar de Gilberto Leifert, que ficou 20 anos à frente da entidade e segue como integrante do Conselho Superior da entidade. Faria Netto assume oficialmente em agosto, ao lado de nomes que já atuavam no órgão, como o primeiro vice- -presidente, Newman Debs, da área jurídica da Unilever e representante da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); o segundo vice-presidente, Luiz Lara, representando a Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade); e o terceiro vice-presidente, Antonio Carlos de Moura, representando a ANJ (Associação Nacional de Jornais). Ednei Narchi se mantém na diretoria-executiva, bem como os demais diretores que já atuavam na gestão de Leifert. Faria Netto - hoje consultor jurídico do Cenp, diretor jurídico do Sinapro (Sindicato de Agências de Propaganda do Estado do Rio de Janeiro) e advogado da Abap-Rio - tem história de 40 anos junto ao Conar. Foi redator do primeiro estatuto e participou de momentos cruciais da criação da entidade, como uma reunião em que estavam Dionísio Poli, Petrônio Corrêa e Luiz Fernando Furquim, representantes, respectimerCado Jurista João Luiz Faria Netto assume a presidência do Conar Advogado vai ocupar o lugar de Gilberto Leifert, que esteve no cargo por 20 anos e se manterá como integrante do Conselho Superior da entidade João Luiz Faria Netto e Gilberto Leifert, durante eleição da nova chapa, na semana passada, em São Paulo vamente, de veículos, agências e anunciantes, discutindo o tema no Ministério de Indústria e Comércio. Na época, ele representava a ANJ, da qual foi diretor-executivo. Desde 1998 ele ocupa a diretoria de assuntos legais do Conar. Faria Netto teve seu nome sugerido pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e fala que entra num momento em que a entidade pode se beneficiar de sua isenção em relação às três áreas do trade (agências, veículos e anunciantes). “Posso ser o elo de concórdia, o que espero ser”, diz. Segundo ele, não é preciso projeto ou plano, pois o Conar está pronto e não quer ser protagonista, mas, sim, atuar com a consciência crítica da publicidade, auxiliando no seu equilíbrio. “Posso contribuir com a minha isenção. Hoje o desafio maior não é do Conar e, sim, da publicidade e do Brasil. Precisamos encontrar meios e formas de sair do caos em que nos encontramos”, afirmou. Faria Netto fala que o Conar Divulgação assegura que a atividade da publicidade exista, tenha ligitimidade e liberdade. “Gosto muito de uma frase que diz o seguinte: ‘a publicidade é a arte do interesse. Essa arte do interesse é que possibilita à arte a liberdade total da cultura’”, diz. Leifert despediu-se do Conar, dizendo que se manteve no cargo graças à confiança das entidades fundadoras e do trabalho dos integrantes do Conselho de Ética em defesa da liberdade de expressão comercial e dos consumidores. jornal propmark - 9 de julho de 2018 15

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