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edição de 9 de julho de 2018

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agênCias BETC/Havas

agênCias BETC/Havas anuncia novo comando para a sua divisão de criatividade Andrea Siqueira, que foi jurada da competição Creative E-commerce no Cannes Lions 2018, é a nova integrante da equipe liderada por Erh Ray Paulo Macedo Após uma temporada de cerca de três anos na Isobar, Andrea Siqueira está assumindo a direção executiva de criação da BETC/Havas, agência que tem no seu portfólio de negócios marcas como Peugeot, Pão de Açúcar, Hering, Vanish, Dzarm, Jequiti, Veja, Naldecon, SBP, Luftal, Citröen, China in Box e Jontex, por exemplo. Ela vai substituir Rodolfo Barreto, que deixou a agência no último mês de junho. A chegada da profissional marca seu reencontro com Ray. Nascida na Bahia, ela começou a sua carreira em São Paulo nos anos 1990 na antiga DM9, na época da campanha Mamíferos, para a Parmalat, que tem a assinatura de Ray. “É uma honra trabalhar com alguém de que sempre fui fã e admiro tanto, como o Erh, um dos primeiros amigos que fiz em São Paulo, quando cheguei na DM9. Erh sempre foi o geek da equipe de criação, o cara que tinha os últimos lançamentos de tecnologia, desde sempre. É o melhor líder para estar ao meu lado para construir esse novo momento. E, sinceramente, são poucas as agências que contam com um criativo como líder, fundador e CEO. Essa é a melhor boia salva-vidas para tempos turbulentos nesse negócio. Ninguém é mais preparado para se adaptar a mudanças do que um CEO líder de criação”, justifica Andrea, que integrou o primeiro júri da competição Creative E-commerce do Cannes Lions 2018. Com passagens pela Africa Zero e pela J. Walter Thompson, Andrea, já na Isobar, integrou o war room da Samsung na Rio 2016 e para a mesma marca assegurou um Leão de bronze este ano em Cannes com a campanha Dumb inventions, que promoveu a websérie Tech girls, sobre discriminação Erh Ray trouxe Andrea Siqueira para ser diretora de criação da agência, em substituição a Rodolfo Barreto, que ficou três anos na função “somos geradores de negócios para nossos clientes e para as marcas. temos o poder de influenciar e construir uma sociedade melhor” Divulgação à mão de obra feminina. “Cannes 2018 vai entrar para a história como o ano em que o festival se reposicionou e me sinto honrada de ter participado dessa mudança nos bastidores de uma sala de júri. Ter feito parte do primeiro grupo de jurados de Creative Ecommerce, uma categoria que vai crescer e se tornar um dos pilares do festival (e do mercado de comunicação) foi uma experiência bastante enriquecedora. Também tive oportunidade de conversar muito com o Nick Law, presidente do meu júri, sobre cultura, sobre como o criativo não pode mais se infantilizar. Nós somos geradores de negócios para nossos clientes e para as marcas. Temos o poder de influenciar e construir uma sociedade melhor. Quem me conhece sabe que eu tenho muita paixão e energia pela profissão. Ao longo desses 20 anos eu me sinto feliz de ter conseguido reconhecimento pelo meu trabalho. Já passei por todo tipo de agência - multinacional, start- -up e digital - e hoje me sinto preparada para esse novo desafio de liderar a criação de uma agência tão charmosa e disruptiva”, ela explica. Qual é seu olhar para a propaganda atual? Andrea responde: “Vivemos um momento incrível para a criatividade. Nosso negócio não vai morrer, alguém sempre vai precisar vender algo para alguém e somos os especialistas nisso. Estou muito feliz de poder contribuir para a construção de uma cultura de criatividade e tecnologia combinada a uma visão de negócios. Criatividade gera valor para marcas e para empresas. É nisso que eu acredito. Uma cultura de criatividade se faz com colaboração e confiança. Eu quero somar à equipe que o Erh levou para a agência. Trago comigo tudo que já vivi e aprendi nos diferentes tipos de agência que trabalhei”, finaliza. 10 9 de julho de 2018 - jornal propmark

AGÊNCIAS Activista estreia no mercado com campanha sobre homofobia no futebol Nova empresa criada pelo brasileiro Roberto Fernandez e o espanhol Paco Conde passa a fazer parte da Anomaly, onde atuavam como ECDs Paulo Macedo único clube de futebol abertamente gay do mundo é o O New York Ramblers. Mas, segundo pesquisa feita por um coletivo criativo liderado pelo brasileiro Roberto Fernandez em parceria com o espanhol Paco Conde, sócios da recém-criada Activista, agência voltada ao marketing de causa que vai fazer parte da estrutura da Anomaly/Los Angeles, onde trabalhavam como ECDs até o mês de junho, o velho e violento esporte bretão é líder em homofobia e não está aberto para a diversidade sexual. Para chamar a atenção sobre o problema, a dupla criou o projeto Same Team Jersey, lançado há cerca de um mês já com a Copa do Mundo em andamento e também para aproveitar o mês (junho) LGBTQ. Foi desenhada uma camisa com as cores de vários países como símbolo da ação. Nas palavras de Fernandez, vestir essa camisa se resume na palavra orgulho. “A ideia é mostrar que o mês LGBTQ e do início do Mundial deveria ser uma celebração global de inclusão e união. Infelizmente o futebol ainda é um dos esportes mais homofóbicos do mundo, com poucos jogadores profissionais assumidamente gays. E, para piorar, qualquer propaganda homossexual é proibida e com direito a multa e prisão na Rússia, país-sede da Copa”, ele afirma. Fernandez e Conde estão à frente da Activista, agência para o marketing de causa Quanto tempo durou a realização do projeto? Fernandez responde: “Aconteceu muito rápido. Tivemos a ideia uma semana antes do começo da Copa. Dois dias depois, entramos em contato com Floor Wesseling, sportwear designer holandês. Ele nos ajudou a criar o design e produziu seis camisas originais em Amsterdam, que depois foram replicadas em mais duas camisas em Los Angeles e duas em Nova York. Apenas alguns dias depois estávamos em NY fazendo uma sessão de fotos com o fotógrafo de moda brasileiro Marcos Mello Cavallaria, no emblemático Stonewall Inn, local onde o movimento LBGT teve sua origem depois de uma série de protestos em 1968. E no dia seguinte estávamos fazendo fotos na Parada Divulgação “E para piorar, qualquEr propaganda homossExual é proibida E com dirEito a multa E prisão na rússia, país-sEdE da copa” Gay da cidade. Tudo isso ocorreu de 6 a 24 de junho. Agora o projeto segue com camisas em Nova York, São Paulo, Londres, Los Angeles e Moscou”. Uma pesquisa realizada pela ONG Stonewall constatou que 90% dos fãs egípcios ficariam desconfortáveis se um jogador da seleção do país fosse identi- ficado como gay, bissexual ou simpatizante. A análise comprovou que nas ligas europeias não há nenhum atleta profissional do sexo masculino que tenha exposto sua condição homossexual. E também que 42% dos fanáticos por futebol no Reino Unido já testemunharam algum tipo de comportamento homofóbico. No Brasil, o estudo anotou que houve declínio do preconceito da ordem de 7% nos últimos três anos: de 67%, em 2014, para 60%, em 2017. A campanha é alerta para outros esportes. “É a grande oportunidade para fazer uma mudança não só no futebol, mas também em outros esportes e, como consequência, na sociedade. O tamanho do business do futebol masculino, assim como o número de torcedores, é muito maior que o feminino. E quanto maior o business, maior a pressão. Sendo o esporte mais popular, o futebol infelizmente ainda carrega o peso desse conservadorismo. Na maioria dos outros esportes existe uma abertura muito maior. Contatamos uma grande quantidade de jogadores de futebol de primeiro escalão da Premiere League e de outros campeonatos europeus e o estigma é tão grande que ninguém queria apoiar o projeto. Até que Pelé demonstrou mais uma vez por que é ‘O Rei’, sendo o primeiro a dar apoio público ao projeto com um tweet”, finaliza Fernandez. jornal propmark - 9 de julho de 2018 11

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