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edição de 9 de janeiro de 2017

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STORYTELLER Marina Cota

STORYTELLER Marina Cota Minhas mulheres Alguém comprava a Revista do Rádio e, depois de devidamente lida pelos adultos, ia completar minha biblioteca erótica LuLa Vieira Um dia desses precisei de um livro antigo e tentei encontrá-lo num desses sebos do centro do Rio de Janeiro. Estava percorrendo as prateleiras de aço, perdido no caos mais ou menos organizado de todo sebo, quando encontrei uma coleção completa da Revista do Rádio. Calma, calma, jovem leitor, leitora. Não me abandone agora só porque não tem ideia do que seja a Revista do Rádio e sua profunda importância cultural. Eu explico. Tratava-se de uma publicação de grande sucesso, cujo apogeu foi nas décadas de 1950/60, que, como o nome já dá uma dica, era dedicada ao rádio e (um pouco) à televisão. Era uma mistura de Caras, Contigo, VIP, e caderno de televisão dos jornais. Falava dos bastidores do rádio, contava a vida dos artistas, fazia fofocas. Era quase um blog de escândalos, um programa da tarde, mas com cara de coisa de família. Sabe o tal negócio de “mostrar o lado humano dos ídolos”? Pois é, por aí. Namoros, separações, dicas de cozinha, “conheça minha sala de estar”. Só não tinha castelo ou ilha como Caras, mas o espírito era o mesmo. Era mal impressa, escrita num estilo ultrapassado e inteiramente cúmplice do star system do rádio, na época uma indústria fortíssima. Pois é. Era isso. Pois encontrei a coleção da revista debaixo de alguns bons centímetros de poeira e, me sentei numa pilha de livros e folheando a Revista do Rádio reencontrei minhas amantes do tempo da pré-adolescência: Anilsa Leoni, Carminha Mascarenhas, Doris Monteiro, Aizita Nascimento, Hebe Camargo, Heloína. Da maioria delas muita gente já se esqueceu. Mas eu me lembro muito bem delas todas e de nosso amor. Algumas estavam com os maiôs de corpo inteiro (algumas – muito poucas – de ousadíssimos duas-peças), outras um shortinho, as mesmas caras e bocas que me levavam à loucura. Alguém lá em casa comprava a Revista do Rádio e, depois de devidamente lida pelos adultos, ia completar minha biblioteca erótica, meu sistema de sustentação visual, se é que me entendem. Nessa biblioteca clandestina havia alguns Carlos Zéfiro (alguém sabe o que é isso?), umas revistas americanas de naturismo, números especiais de Carnaval da Manchete e do Cruzeiro e muita Revista do Rádio. E foi essa coleção a base de inspiração do então chamado sexo solitário, que naqueles dias ganhavam o tempero da culpa e do medo. Diziam que a prática onanística dava pelos nas mãos. Posso desmentir com veemência. Não dá. Voltando ao sebo, minhas mulheres estavam lá. Renata Fronzi, Íris Bruzzi, Ângela Maria rechonchudinha, Wilsa Carla magrinha, todas elas. Minhas mulheres. Mostrando seus guarda-roupas, comentando uma separação ou um casamento, dando opiniões profundíssimas a respeito de tudo. E infinitamente eróticas. Um roupão entreaberto, um traje caseiro, uma roupa de show sugeriam pedaços de coxas, detalhes de seios. O suficiente. Fiquei no sebo algumas horas com minhas antigas namoradas. Rose Rondeli, Luz Del Fuego, Marli Marlei. Não comprei a coleção. Deixei as mulheres da Revista do Rádio como estavam, imortalizadas nos clichês de chumbo. Eu já não sou o mesmo. Nem elas. Nem o rádio. Feliz 1959! Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br 26 9 de janeiro de 2017 - jornal propmark

digital Com soluções para armazenar, Sandisk mira internet das Coisas União com Western Digital, no ano passado, elevou a empresa para o patamar de liderança global em soluções de armazenamento BÁRBARA BARBOSA Em maio do ano passado, a Western Digital concluiu a compra da SanDisk em uma transação que ultrapassou os R$ 70 bilhões. Com isso, a empresa se tornou líder global em soluções de armazenamento como um todo, uma vez que a Western tem expertise em HDs e SSDs e a San- Disk, em memória Flash. Essa rápida visão do passado e do atual cenário das marcas leva a uma previsão de futuro: uma importância ainda maior na vida do consumidor que se depara com a iminência da Internet das Coisas e, como consequência, uma necessidade maior de armazenamento. Nesse sentido, e alinhada a uma geração ágil e altamente conectada, a SanDisk vem investindo em tecnologias que armazenem mais em menos espaço e altamente conectáveis. Hoje, por exemplo, a empresa já oferece soluções wireless para compartilhar, acessar e transferir arquivos entre dispositivos móveis e computadores – apenas um indício de como as coisas funcionarão em pouco tempo. Além disso, nos Estados Unidos, já é trabalhado um modelo de cartão SD que armazena um terabyte de memória. “A Internet das Coisas é, sim, uma área foco da empresa. Para toda essa conectividade funcionar será preciso mais memória. Por exemplo, para você ligar a cafeteira de manhã sem tocar nela, o dispositivo vai precisar de um armazenamento, mesmo que pequeno. É o centro dentro de casa que vai gerenciar, digamos, todas essas ordens. Por exemplo, quando você colocar todo dia, às 19h, as coisas para funcionarem na sua casa, você vai precisar de uma memória flash para poder fazer isso de uma forma muito rápida”, explica a diretora de marketing América Latina da SanDisk, Ana Toillier. “Mas essa Ana Toillier, diretora de marketing América Latina da SanDisk “Para toda essa conectividade funcionar será Preciso mais memória” é uma necessidade ainda muito pequena, precisa ter mais empresas adotando esse trabalho”. A executiva não menciona uma previsão para a Internet das Coisas ser algo mais palpável no Brasil, onde uma política ainda está sendo desenhada – ao contrário da China, onde já existem regras há cinco anos –, no entanto, reafirma que a empresa já olha nesta direção. ConStrução de MarCa Ana afirma ainda que a compra da SanDisk pela Western Digital trouxe mais força para a marca – hoje líder em memória flash no Brasil e a preferida do consumidor quando o assunto é confiança, sendo seu público Divulgação majoritariamente formado por millennials. No Brasil, a exemplo de outros países, a SanDisk é considerada uma marca jovem. Desde 2008, quando a empresa americana passou a atuar no país, vem realizando um trabalho de construção de marca que a levou à liderança no mercado brasileiro. “Esse serviço foi realizado em função do nosso trabalho de mídia offline, em revistas, e digital, que hoje é nosso foco, pois nosso consumidor é muito jovem, ele é adopter de tecnologia. Por isso nós trabalhamos muito com as redes sociais”, comenta Ana, que tem como parceira a agência Salve, além de criações globais da marca. jornal propmark - 9 de janeiro de 2017 27

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