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edição de 8 de maio de 2017

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mídia Gazeta do Povo

mídia Gazeta do Povo altera modelo de receita e valoriza assinaturas Com investimento de R$ 23 mi em tecnologia, jornal paranaense adota conceito mobile first para mudar paradigma da produção jornalística mariana zirondi Depois de 98 anos se sustentando como um produto impresso, a Gazeta do Povo rompeu os laços com as páginas standard para se tornar um jornal digital. O título paranaense do GRPCOM (Grupo Paranaense de Comunicação) investiu R$ 23 milhões em tecnologia para mudar o paradigma em sua produção jornalística. A partir do dia 1º de junho, a publicação de notícias será totalmente realizada nas plataformas móveis. Para essa transformação, explica Guilherme Pereira, presidente do GRP- COM, o grupo adotou o conceito mobile first e num modelo econômico baseado em assinaturas, não mais em publicidade. “Antes, 70% da receita vinha da publicidade e 30% da assinatura. Invertemos isso com base em pesquisas que fizemos sobre o subscriptions first. A proporção de pessoas, no mundo, dispostas a pagar por notícia ainda é pequena. No entanto, se nós conseguirmos que 3% dos paranaenses (aproximadamente 300 mil pessoas) assinem, já conseguimos viabilizar o novo formato”, explica Pereira. O inventário do site estará focado, principalmente, em branded content e em mídia programática. A Gazeta do Povo é o quinto maior jornal do Brasil, segundo o ComScore. O crescimento, afirma Pereira, foi de 90% nos últimos dois anos. Ainda existe, entretanto, a possibilidade de avançar dentro do Paraná, por se tratar de uma publicação muito forte em Curitiba e com menor penetração em outras cidades do estado. “Nós acreditamos que é preciso ter excelência de conteúdo e de tecnologia para fazer a digitalização. O papel se tornou secundário porque queríamos ver o futuro. Além disso, esta- Guilherme Pereira: “É preciso ter excelência de conteúdo e de tecnologia” mos usando a geolocalização para personalizar a entrega de conteúdo”, esclarece o executivo do GRPCOM. A transição de um jornal tradicional tem sido realizada com algumas estratégias. Os assinantes estão sendo informados das mudanças e migrando seus contratos para a versão digital, que inclui uma edição semanal impressa aos sábados com assuntos aprofundados, além das revistas mensais Haus e Bom Gourmet. “Uma colunista foi convidada para responder, pessoalmente, às dúvidas enviadas pelos leitores. Além disso, estamos dando um curso gratuito para os leitores mais velhos que desejam se digitalizar. Queremos promover a inclusão social e digital com esse novo projeto”, explica Pereira. À frente do projeto editorial, o diretor de redação Leonardo Mendes Jr. destaca as mudan- Divulgação “A proporção de pessoAs, no mundo, dispostAs A pAgAr por notíciA AindA é pequenA. no entAnto, se nós conseguirmos que 3% dos pArAnAenses Assinem, já conseguimos viAbilizAr o novo formAto” ças não só no formato, mas também nos conteúdos publicados. “Os jornalistas ganharam ferramentas para produzir não só textos, mas fotos, vídeos e lives, além de poder sair da redação e voltar para rua, perto de onde as coisas acontecem”. O projeto faz um caminho inverso na sua concepção tecnológica. Ser mobile first significa que a plataforma é criada para a navegação mobile e se adapta ao desktop. Essas mudanças já estão valendo desde o dia 1º de maio. jornalismo imPresso Mônica Rodrigues Costa, professora da Faap, analisa essas mudanças ressaltando que, independentemente da crise do jornalismo impresso, é preciso que esse formato continue existindo. “A solução que daremos para isso ainda não foi encontrada, mas a sociedade precisa trabalhar para manter as duas formas, impressa e digital. Essa discussão precisa ser feita porque seria perder um gênero e um formato jornalístico”, explica Mônica. A vida digital não tem volta, no entanto é necessário focar na credibilidade do conteúdo. “Essa mesma juventude que faz o digital ter força precisa encontrar um destino para o jornal impresso, porque é respeito por uma indústria que precisa manter jornalistas no mercado de trabalho”, afirma a professora. A mobilidade do jornalismo, segundo Mônica, precisa ser completa. “A mobilidade tem de ser realizada de fato, não só na plataforma, mas na atitude do jornalista. A eficiência da publicação móvel dá maior liberdade à imprensa e oferece mais conteúdo aos leitores, que não passa mais pelo gatekeeping por falta de espaço, por exemplo”. 46 8 de maio de 2017 - jornal propmark

Mídia Cinemall e RBTV lançam T-commerce Divulgação Tecnologia permite compra de produtos exibidos e usados nos programas por meio de tela interativa Com o uso de uma tela interativa, espectador poderá fazer compra de produto exibido na TV Claudia Penteado Cinemall apresenta ao mercado brasileiro a plataforma e a tecnologia que A possibilitam a aquisição de produtos em tempo real enquanto o espectador assiste a filmes, seriados e programas de TV. A novidade, lançada após três anos e meio de pesquisa e desenvolvimento do grupo CinemallTec, pode criar um novo canal de receita financeira para as emissoras, serviços de streaming, empresas de e-commerce e produtores de conteúdo independentes. O primeiro canal brasileiro a usar a tecnologia é a RBTV (Rede Brasil de Televisão). Inicialmente a companhia ativará seu serviço na versão mobile e desktop, permitindo que o usuário, por meio de uma tela interativa, acesse produtos exibidos e utilizados durante os programas integrados com a tecnologia Cinemall. Funciona assim: com um ícone Cinemall localizado no canto esquerdo da tela, o espectador pode adquirir qualquer produto exibido, desde itens eletrônicos, figurino dos apresentadores e entrevistados, objetos de cena e vários outros. Após efetuar o login para continuar a compra, toda a transação é realizada na plataforma Cinemall, sem que o usuário precise sair do canal ou do conteúdo que está assistindo. A logística fica a cargo das empresas de e-commerce e dos parceiros da Cinemall. “Existe hoje uma demanda de consumidores que estão ávidos por novas experiências e facilidades que permitam ao espectador fazer parte desse novo mundo, não só com acesso aos conteúdos desejados em tempo real, mas também como novas oportunidades de maximizar sua experiência multiplataforma. Por outro lado, as emissoras estão à procura de oportunidades para atender aos interesses dos espectadores e maximizar sua receita fornecendo novas oportunidades de marketing para as marcas e produtos, sem prejudicar a experiência de entretenimento do mercado consumidor”, explica Anselmo Martini, vice-presidente de marketing global do grupo CinemallTec. O advento da TV digital no Brasil e o constante desenvolvimento de novas tec- nologias ligadas ao entretenimento também contribuem para o desenvolvimento do mercado de T-commerce (ou comércio televisivo). “Quando a TV digital foi anunciada, muito se especulou sobre o assunto, porém não havia previsão de ser implementada. Agora a tecnologia é lançada no Brasil ao mesmo tempo em que o sinal analógico é oficialmente desligado e oferece ao mercado um novo recurso de consumo. A TV digital conta com muitos recursos, que permitem uma maior interatividade, e precisamos explorá-los, sendo o T-commerce uma delas, uma tecnologia que une grandes mercados, como entretenimento, digital e outras áreas a serem integradas em curto prazo”, diz Martini. Com a inserção inicial em plataformas web, a Cinemall pretende expandir em breve para aplicativos, OTT e Smart TVs. jornal propmark - 8 de maio de 2017 47

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