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edição de 8 de maio de 2017

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STORYTELLER AFIlustra

STORYTELLER AFIlustra Notas da Cinelândia Cinza, suja e fria, minha praça parece se perguntar o que fez para ser uma das vítimas do vandalismo sem propósito LuLa Vieira Quem quiser conhecer as últimas novidades da indústria automobilística mundial não precisa ir muito longe. Basta ir à Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Na Rua Álvaro Alvim, ao lado da Câmara Municipal, existe um espaço reservado aos carros dos vereadores. É uma verdadeira mostra do que existe de mais luxuoso no mercado. São carrões de todos os tipos, dos mais incrementados offroads aos esportivos de sonho, passando - é claro - pelas limousines, cujo interior lembra uma cabine de primeira classe de companhia aérea dos países árabes. Um conselho: venha de táxi, pois às pessoas comuns, também chamadas de contribuintes, não é dado o direito de estacionar, as vagas são vigiadas por uma brigada de seguranças nem sempre de trato republicano. Mas o sacrifício vale a pena, pois nos Salões do Automóvel ou em revistas especializadas não é possível ver tantos exemplares em espaço tão pequeno. Também o visitante sentirá falta das recepcionistas lindíssimas que se veem nos stands das feiras, mas não é politicamente correto ficar sonhando, além dos carros, com as demonstradoras. Nesse quesito, o estacionamento dos vereadores é mais adequado aos novos tempos: os carros são exibidos sem a contribuição das moças. Além dessa, a grande diferença entre uma feira de automóveis e uma Câmara de Vereadores é que quem está à venda nas feiras são os carros. Por falar em Cinelândia, os poucos e desavisados leitores cá desta página sabem que tenho o privilégio de ter escritório nesta praça histórica, uma das mais bonitas praças do Brasil. Tal como Rubem Braga, que olhava o mundo de sua cobertura em Ipanema e sobre o que via de lá escreveu algumas das mais bela crônicas da literatura brasileira, faço o mesmo, evidentemente sem o talento de Rubem, mas com a mesma ideia de que uma janela é o suficiente se sabemos o que ver. Sobre a Cinelândia, seus edifícios no entorno e sua população, já escrevi muito. Já disse que, além dos monumentos, três bares históricos conhecidos pelas suas cores (o Amarelinho, o Verdinho do lado do Amarelinho e o Verdinho do lado do Odeon) servem, durante as 24 horas do dia, chope e tira-gostos, além de pratos da cozinha tradicional turística brasileira, incluindo a feijoada, que não escolhe o dia para vir à mesa. Na Cinelândia, seja a hora que for, passam homens e mulheres de ternos e terninhos, shorts e camisetas, escarpins e sandálias Havaianas, muitos com crachás (os da Petrobras, tristemente escondidos) e outros também facilmente identificáveis pela mochila às costas e cor de camarão. Enfim, um lugar onde todos se encontram e, nos dias de sol, sentem a leve euforia de perceber que estão num lugar especial. A Cinelândia. Pois bem, este mesmo lugar no dia 2 de maio exibe cicatrizes das últimas guerras, de sexta e segunda-feira. Demoliram a estação do VLT, a entrada do elevador do metrô, picharam fachadas históricas e reduziram a escombros entradas de prédios. Está feia e triste a Cinelândia, principalmente porque outro grevista, o sol, resolveu não aparecer para trabalhar. Cinza, suja e fria, minha praça parece se perguntar o que fez para ser uma das vítimas do vandalismo sem propósito. Sei que vozes se levantarão para defender os pichadores e destruidores. “Sem violência, o protesto não mobiliza a sociedade” é a nova palavra de ordem, que, juntamente com a tese de que lojistas e banqueiros devem mesmo ter seus patrimônios danificados, pois foram erguidos com o suor do trabalhador, pretende justificar a sanha destruidora. Quebraram alguns vitrais do Municipal, que já não tem dinheiro nem para pagar a orquestra, arrancaram as poucas árvores novas que teimavam em crescer. Marcas de incêndios mancham as pedras portuguesas do calçamento. Uma pichação diz: “Nenhum direito a menos”. Concordo. Principalmente o direito mais primário de todos. O de ter uma praça para olhar e se sentir feliz. Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br 34 8 de maio de 2017 - jornal propmark

prêmios Colunistas recebe inscrições para edição comemorativa de 50 anos Criada em 1967, atualmente a premiação analisa e destaca os melhores trabalhos desenvolvidos em 14 áreas diferentes da comunicação Colunistas está com as O inscrições abertas para a próxima edição. “Pioneiro nas premiações para o mercado publicitário, o Colunistas exerce influência decisiva no branding das agências que recebem o reconhecimento dos jurados. Os trabalhos distinguidos no Colunistas normalmente fazem carreira internacional de sucesso. São 50 anos de uma história que narra a criatividade da comunicação brasileira do marketing, uma das melhores do mundo”, diz Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência, que publica o PROPMARK, e presidente da Abracomp (Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda). “Estamos comemorando o fato de que o prêmio completa 50 anos. É a consagração da premiação mais antiga do Brasil. No mundo inteiro, um prêmio chegar a 50 anos é uma comemoração memorável. Essa edição representa o respeito que o mercado tem por ele”, fala Marcio Ehrlich, coordenador nacional do Colunistas e VP executivo da Abracomp. Segundo Ehrlich, é importante destacar que, apesar de existir há cinco décadas, o Colunistas foi se atualizando ao longo dos anos. “O prêmio começou muito focado em publicidade e hoje ele analisa os trabalhos de uma grande gama de vertentes: publicidade, conteúdo, promoção, design... Esse acompanhamento do mercado que o Colunistas fez é mais importante. O fato de completar 50 anos não quer dizer que ele está envelhecido”, explica o VP. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site www.colunistas.com. Por ser uma data comemorativa, o prêmio espera ter grande participação do mercado. “Estamos mobilizando as agências e as produtoras para ter uma Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência, e Marcio Ehrlich, coordenador nacional do Colunistas participação especial neste ano. Sabemos que é um momento delicado do mercado, em que muitos investimentos estão cortados. Mas queremos que os tradicionais participantes do Colunistas estejam presentes”, diz Ehrlich. A premiação é dividida em seis regionais: Norte-Nordeste, Brasília, Centro-Leste, Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. As medalhas de ouro de todas as regionais são julgadas pelo júri nacional e podem participar do Colunistas Brasil. “O prêmiO cOmeçOu muitO fOcadO em publicidade e hOje ele analisa Os trabalhOs de uma grande gama de vertentes: publicidade, cOnteúdO, prOmOçãO, design...” Fotos: Alê Oliveira AnúnCio Para comunicar a abertura das inscrições para o prêmio, a 11:21, do Rio de Janeiro, criou uma campanha que remete ao passado. Com a assinatura Há 50 anos premiando a boa ideia, a ousadia e a inovação, as peças mostram o quanto houve alteração nestas cinco décadas. “O anúncio mostra que, mesmo a comunicação tendo mudado nestes 50 anos, o Colunistas continua buscando premiar a criatividade. Usamos uma simbologia, com megafone, máquina de escrever, máquina fotográfica... A comunicação hoje é digital, mas se a comunicação mudou, o princípio básico do Colunistas, que é valorizar a boa ideia, continua firme”, afirma Ehrlich. A premiação, oferecida pela Abracomp, foi criada para destacar os melhores trabalhos publicitários sob a ótica dos jornalistas. O nome Colunistas foi dado porque os criadores, Armando Ferrentini, Eloy Simões e Cícero Silveira, escreviam colunas sobre publicidade. Em 2015, o júri passou a analisar 14 áreas: Mídias Integradas, Filme, Rádio, Mídia Impressa, Mídia Exterior, Digital, Branded Content, Mídia, Técnica, Promo e Live, Marketing Direto, Design, RP e Inovação. jornal propmark - 8 de maio de 2017 35

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