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edição de 8 de maio de 2017

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editorial Armando

editorial Armando Ferrentini aferrentini@editorareferencia.com.br os limites da coisa pública Embora colecionando decepções provocadas por altos representantes dos Três Poderes da República, a população brasileira começa a perceber um ligeiro avanço no aquecimento da economia. Nada a ser comemorado como suficiente. Para isso, ainda falta muito. Mas, só o fato de ter parado de cair, ensaiando e já realizando aqui e ali alguma subida, a escala econômica do país renova nossas esperanças. Se de um lado acentua-se o que alguns chamam de ódio (preferimos denominar como intolerância), a discordância ideológica crescente entre os brasileiros, não há dúvidas sobre o amadurecimento e o engajamento da população no embate político. O que se vê então é um racha na população, entre o público e o privado, com aquele levando enorme vantagem sobre este, formado por uma maioria desprotegida, pois quem lhe deve proteção encontra-se do outro lado, em interesse contrário. Como mudar isso? Continuar pressionando de todas as formas legais permitidas, com destaque para a valorização do importante papel da imprensa na batalha contra os desmandos oficiais, com preponderância para aqueles que se associam à iniciativa privada, tornando os crimes mais difíceis de serem apurados e de mais fácil execução, como agora se vê nos relatos da Lava Jato. O que antes passava ao largo, mesmo importunando consideráveis parcelas do povo, hoje tudo passou a ser abertamente discutido, não apenas nas redes sociais como em qualquer pequeno ajuntamento de pessoas. A impressão que causa esse aumento do interesse do brasileiro pela política, no que ela tem de mais ou de menos nobre segundo a ótica dos mais de 200 milhões de habitantes deste imenso país, é a de uma tomada de consciência de cada cidadão na importância das suas escolhas, do seu voto, da sua participação na crítica às decisões de governo que incomodam. Trata-se, a nosso ver, do estágio mais avançado de consciência política já alcançado pela população, embora muito ainda tenha de ser por todos aprendido, para podermos nos igualar, ou chegar perto de países que julgamos mais desenvolvidos, nesse quesito tão importante que é o da delegação de poderes a um grupo de representantes do povo, que a este devem prestar contas. O péssimo hábito, ainda muito nosso, de julgar a coisa pública como sua, por serem gestores da mesma, criou ao longo dos tempos no Brasil uma casta que hoje verificamos muito se assemelhar às quadrilhas de delinquentes de maior expressão na história da humanidade. Um dia haveria de se chegar à gota d’água e acreditamos que esse dia tem chegado aos brasileiros de formas variadas. O que temos visto e ouvido dos chamados poderes republicanos, não passa em sua maioria de grossa empulhação. O amor à pátria e aos seus conterrâneos é o que menos importa à maioria dos que governam os Três Poderes e isso chegou a um tal ponto de exagero, que já consegue deixar na sombra os bem-intencionados, aqueles para quem a res publica tem de ser preservada, defendida e até multiplicada. Como os que governam são minoria em comparação com o tamanho da população do país, cria-se de forma inevitável uma estrondosa desigualdade, não apenas em decorrência da prática da desonestidade por considerável parte dos primeiros, como também por manipularem esses mesmos governantes, leis, regulamentos, portarias e toda sorte de instrumentos regulatórios, em prol dos próprios benefícios. A médio prazo, exigir nossos direitos, por mais simples que sejam, a fim de que a prática da cidadania prevaleça sobre qualquer “proteção” de cargo ou função pública. Conscientizar a população de que os agentes oficiais não são nossos patrões. Muito ao contrário, são nossos servidores. Se a cada destrato em órgão público soubermos reagir com energia, sem romper os limites da ponderação, esse comportamento também contribuirá para acordar a facção de poderosos chapas-brancas que se julgam donos do país e conseguem alguns adeptos nos escalões imediatamente inferiores aos seus. É bom que se registre que estamos falando de uma minoria, uma “elite” de manda-chuvas que pouco trabalham e só estão lá porque as vantagens são muitas e o nosso silêncio, imenso. O Brasil tem jeito, sim. É o jeito do seu povo que luta para sobreviver e, se possível, subir um degrau na melhoria de vida. Mas, esse jeito, essa mudança somente ocorrerá se ficarmos atentos aos desmandos e protestarmos sempre. O direito não assiste a quem dorme, diz um brocardo latino. *** Dalton Pastore, presidente do Forcom (Fórum Permanente da Indústria da Comunicação), anuncia a próxima sessão do mesmo para o próximo dia 19 (das 12h às 14h30), nas dependências da ES- PM-SP, Campus Professor Francisco Gracioso, na Rua Dr. Álvaro Alvim, 123. O convidado especial é o professor José Mendonça Filho, ministro da Educação, que abordará o tema Comunicação, Educação e Desenvolvimento. *** Este Editorial é uma homenagem ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que determinou, em obediência ao Regimento Interno do colegiado, que as próximas concessões de habeas corpus aos indiciados na operação deverão ser decididas pelo plenário da Corte e não mais pela sua Segunda Turma. Para bom entendedor... FraSeS “a internet não é um míssil de destruição de veículos de comunicação. enquanto houver notícia e eventos ao vivo, a tV aberta vai continuar. a fechada também, mas terá de baixar os preços”. (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na Veja, data de capa 3/5/17) “79% dos executivos têm consciência de que seus funcionários não operam com toda sua potencialidade”. (Do livro “Gestão em Agências de Propaganda”, de Antonio Lino Pinto, recém-lançado pela VM Consultoria; a frase é de pesquisa apresentada pela Betânia Tanure Associados) jornal propmark - 8 de maio de 2017 3

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