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edição de 8 de janeiro de 2018

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Perspectivas

Perspectivas 2018 guruXOXO/iStock Produtoras investem em talentos e ideias inovadoras para crescer Mercado se planeja para atender a produção de conteúdo de marcas e também investir em ações com o objetivo de formalizar o setor Mariana Zirondi ano de 2017 não foi fácil, O mas as expectativas para 2018 já movimentam o mercado de produtoras. O investimento, em geral, deve girar, principalmente, em torno de talentos e de ideias inspiradoras. A Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais) investirá ainda mais nos debates e reflexões sobre o futuro da atividade de comunicação das marcas. O objetivo é dar continuidade ao festival WHEXT, que teve a primeira edição em 2017, e levar adiante o projeto de um banco de dados de imagens das produtoras brasileiras dentro da associação. “Nós vamos, também, dar sequência a duas iniciativas importantes: a criação do Idab (Instituto do Direito Autoral da Obra Audiovisual Brasileira), para garantir a remuneração sobre a reprodução das produções audiovisuais; e o Instituto Objetiva, com novas investidas no aprimoramento da gestão e formação no setor audiovisual”, diz Paulo Roberto Schmi- dt, presidente do conselho da Apro. “Apesar dos prognósticos duros para 2018, vemos um cenário muito desafiador e de retomada. O mercado tem pressa, as marcas precisam vender e fazer girar a roda do emprego e do desenvolvimento”, completa. O investimento interno também é um dos focos de algumas produtoras, como é o caso da Yourmama. Para 2018, Mayra Auad, sócia e produtora-executiva da empresa, explica que é possível esperar o crescimento dos diretores e talentos da casa. Além disso, deve surgir uma área de branded content. “Com necessidade de adaptações, o mercado se torna cada vez mais próximo do modelo internacional de negócios. E com o fim da crise e a Copa, a tendência é um ano positivo. Queremos nos empenhar no desenvolvimento de talentos e em novos formatos”, diz Mayra. Os talentos também estão na mira da Corazon Filmes, além dos projetos de conteúdo. “Também estamos de olho no entretenimento, apesar de manter a publicidade como o “Queremos nos empenhar no desenvolvimento de talentos e em novos formatos” principal business da produtora. Vejo 2018 com um ano bom”, diz Igor Ferreira, sócio- -diretor executivo. A torcida também está na estabilidade do mercado. Rejane Bicca, diretora de atendimento da O2 Filmes, comenta que isso é necessário para que a organização de ações e contrapartidas seja mais efetiva. “Teremos cada vez mais a integração de todas as áreas para que a gente possa entregar um trabalho outstanding”, conta. A Trio também mostra otimismo para o crescimento. “Queremos fortalecer a marca que construímos até aqui, novas parcerias e alianças internacionais”, analisa Luciana Mathias, CCO da Trio. Na publicidade e no conteúdo, Raul Doria, sócio-diretor da Cine, manifesta positividade. “Começamos com dois longas a serem filmados. Esta será nossa meta anual a partir de agora, além de ter vários projetos de branded content em desenvolvimento”. A estratégia da Paranoid está no trabalho de várias frentes para continuar entregando comerciais, conteúdo próprio e entretenimento. “O cenário econômico dá sinais de melhora, o que deve fazer marcas retomarem investimentos em publicidade. Players como Netflix têm mostrado disposição em investir cada vez mais em produções locais e novos players devem chegar ao mercado”, opina Egisto Betti, sócio e produtor-executivo da Paranoid. Trabalhar pela produção independente é a bandeira da Conspiração Filmes para 2018. “Temos de acreditar no nosso país e fazer a nossa parte: trabalhar duro, de forma séria, honesta, responsável e com qualidade para orgulhar os brasileiros e atrair os olhos do mundo”, diz Renata Brandão, CEO da Conspiração. 20 8 de janeiro de 2018 - jornal propmark

Perspectivas 2018 “O digital altera a dinâmica em qualquer indústria” Divulgaqção Simplificar a transformação digital de seus negócios. Este é o desafio de grande parte das empresas brasileiras que tentam entender qual a melhor forma de colocar em prática o uso da tecnologia para aumentar a perfomance. Nesta entrevista, Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, fala sobre o aparecimento de um novo modelo de agência de propaganda, os desafios de simplificar a publicidade digital e a necessidade de ajudar as empresas brasileiras na mensuração e no entendimento dos dados. Fábio Coelho: “Nosso principal desafio com a publicidade digital é simplificá-la” Alisson Fernández Novo modelo de agência O modelo de negócios brasileiro, em especial o da propaganda, é forte, mas vem sofrendo alguns questionamentos. A tendência das empresas de querer internalizar seus dados faz com que as disciplinas que estão dentro de uma agência possam ser tratadas com bastante profundidade, para que se transformem ao longo do tempo. A mídia programática vai levar a esse posicionamento. Tudo isso é um processo, como em qualquer outra atividade. O digital altera a dinâmica em qualquer indústria. A nossa propaganda, que tem excelentes agências, antes era apenas criação e mídia. Nos últimos anos, elas estão passando por um processo de transformação. Isso talvez se acelere nos próximos três anos. Publicidade digital Atualmente nosso principal desafio com a publicidade digital é simplificá-la. Ela é bastante complexa e, como em qualquer tecnologia emergente, você quer saber o resultado daquilo, mas não precisa necessariamente conhecer todos os detalhes. Por exemplo, você não precisa saber como é feito um relógio para ver as horas. Você precisa entender o produto, o resultado e o impacto final daquilo. Temos o desafio de entender como chegar em métricas que reflitam o ecossistema e consigam conversar também com as métricas da mídia offline. Outro desafio é o entendimento do uso cidadão dessas plataformas. Precisamos entender como nós podemos conviver no espaço público digital de uma maneira mais civilizada. Se não tivermos isso, um pedaço da nossa democracia será impactada com notícias falsas, trolagens, crimes de ódio, que sempre existiram, infelizmente, mas que são aceleradas e potencializadas no digital. Menor valor no digital O digital traz mais transparência para qualquer indústria. E quando você traz uma maior transparência, invariavelmente, isso tem impacto no preço. A transparência naturalmente gera o que chamamos de mercado perfeito: um mercado em que você tem mais condições de entender quanto se cobra por qualquer item e, com isto, naturalmente os preços caem. Mídia com mais relevância A percepção das empresas de mídia sobre o valor das plataformas, tanto do ponto de vista de complementaridade como “A transparência naturalmente gera o que chamamos de mercado perfeito” do entendimento estratégico de que nós somos parceiros, evolui barbaramente. Hoje somos parceiros da Globo, SBT, Record, Folha, UOL... enfim, empresas que antes questionavam qual seria o nosso papel. Quando eles entendem que não temos produção de conteúdo profissional e que o material deles pode ser alavancado, multiplicado e devolvido na forma de tráfego, isso tem valor estratégico impressionante. Se você conseguir usar o digital para trazer mais gente para assistir, logicamente respeitando os direitos de propriedade intelectual e entendendo que é possível monetizar isso, você tem uma solução que funciona para todo mundo. As empresas amadureceram e entenderam que essa revolução não tem marcha à ré e, ao mesmo tempo, que elas podem, sim, tirar proveito disso para ficarem mais fortes. Inclusão O principal trabalho que a gente já fez foi o desenvolvimento da plataforma Android, que está presente em mais de 90% dos smartphones brasileiros e, por ser um sistema aberto, permitiu que houvesse uma queda real de 40% a 50% dos custos de acesso. Depois ter tornado as nossas soluções ainda melhores. Em 2017, investimos em melhorar a qualidade daquilo que entregamos. Não tem uma solução única para esse quebra-cabeça, que é montar um Brasil mais inclusivo. Apostas para 2018 A primeira aposta é em dados. No sentido mais amplo, significa ajudar as empresas brasileiras a entenderem ainda mais o valor, o potencial e como eles podem ajudar na tomada de decisão. Reforçar o entendimento sobre soluções de negócios excelentes que podem reduzir tempo e custo. Soluções dedeos que complementam a televisão e hoje fazem com que os dois veículos tenham quase que a mesma importância dentro do mix de comunicação. Elas vão permitir que o mercado desenvolva uma nova linguagem no ambiente digital, não ficando apenas amarrados nos 30 segundos e gerando um monte de dados. jornal propmark - 8 de janeiro de 2018 21

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