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edição de 8 de janeiro de 2018

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PERSPeCTIVAS

PERSPeCTIVAS 2018 Copa do Mundo e eleições trazem boas expectativas para as TVs Além dos eventos, a retomada da atividade econômica no último trimestre de 2017 tem deixado clientes e agências mais otimistas Cristiane Marsola Copa do Mundo, na Rússia, A e as eleições do Executivo e do Legislativo, no Brasil, devem agitar um pouco a receita da TV aberta neste ano. “São dois eventos importantes, que certamente mobilizam as pessoas. Historicamente, ano de Copa sempre faz com que as empresas fiquem mais atentas, ainda que não participem diretamente do evento. O varejo fica de olho na venda de TVs, as cervejas vêm mais fortes, enfim, os setores da economia embarcam na torcida e isso sempre gera aumento de investimentos publicitários”, conta Marcelo Parada, diretor-comercial e de marketing do SBT. A visão de Walter Zagari, vice-presidente comercial da Record TV, segue a mesma linha. “Grandes eventos sempre movimentam o mercado publicitário e são importantes para incrementar receitas”, concorda. A Globo, que detém os direitos de transmissão da Copa em TV aberta no Brasil, já se diz preparada para o ano. “Para nós, a Copa do Mundo começou em 2017 com a comercialização de todas as seis cotas de patrocínio com Ambev (cerveja), Itaú, BRF, Coca-Cola, Johnson & Johnson e Vivo”, complementa Marcelo Duarte, diretor- -geral da emissora. De acordo com Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), até algumas mudanças nas regras da propaganda eleitoral foram positivas para o meio, já que o período de horário eleitoral foi reduzido de 45 para 35 dias. “A propaganda política se dividia em duas. Uma partidária, que acabou em 31 de dezembro, e a propaganda eleitoral, que teve número reduzido de dias”, afirma. O executivo se diz otimista. “A economia está mostrando bons sinais. A bolsa sobe, o co- Eventos como a Copa do Mundo de futebol podem ajudar a aumentar investimentos publicitários “O varejo fica de olho na venda de TVs, as cervejas vêm mais fortes, enfim, os setores da economia embarcam na torcida e isso sempre gera aumento dos investimentos publicitários” shironosov/iStock mércio anda junto, e nós vamos seguindo a fila. A expectativa é ter ganho real acima da inflação”, afirma Antonik. No SBT, a percepção é parecida. “Juros em baixa, inflação controlada e retomada da atividade econômica são pontos que têm deixado clientes e agências mais otimistas. Para o SBT, as perspectivas são ótimas. Confirmamos nosso quarto ano consecutivo na vice-liderança de audiência, estamos crescendo muito no digital, sendo a emissora de TV líder mundial no YouTube, e temos vários lançamentos previstos ao longo do ano”, afirma Parada. Outra emissora otimista quanto ao ano que começa agora é a Globo. O veículo está anunciando novidades na programação nas áreas de dramaturgia, jornalismo, humor, esporte e filmes. “A Globo está permanentemente inovando em oportunidades comerciais e disponibilizará para o público tanto na TV como no digital diferentes produtos durante o ano”, diz Marcelo Duarte. Uma das vantagens da TV aberta no Brasil, segundo Antonik, é que ela depende mais da verba das empresas do que da do governo. “Vivemos do comércio e da indústria. Casas Bahia, Bradesco, Itaú... São esses caras que sustentam a TV”, fala Antonik. “Em tempos de crise, a TV aberta provou sua importância e mostrou que é um meio extremamente relevante para a publicidade. Na RecordTV, esses dados nos dão o respaldo necessário para avançar nas negociações com o mercado e atrair ainda mais anunciantes”, conta Zagari. Outro ponto positivo, de acordo com o executivo da Abert, é que até o fim do ano praticamente todo o país estará com a TV digital. “Serão 12 milhões de conversores distribuídos. A imagem fica um espetáculo e é de graça”, fala. 18 8 de janeiro de 2018 - jornal propmark

Perspectivas 2018 bernie_photo/iStock Rádio tem expectativa de crescer acima da inflação neste ano Com a previsão de melhora na economia brasileira e na confiança dos empresários, meio aposta que 2018 será de aumento real de receita Cristiane Marsola interferência da crise vai A diminuindo aos poucos e as expectativas do rádio para 2018 são otimistas. “Nós prevemos crescimento acima da inflação. Estamos pensando em um aumento real de cerca de 2%”, arrisca Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Segundo o executivo, a perspectiva para este ano é “muito boa”. “Estamos investindo em tecnologia para que nosso rádio seja ouvido em qualquer dispositivo móvel”, explica. De acordo com estudos da Abert, dos 275 modelos de celulares disponíveis no mercado brasileiro, 179 têm o chip FM. 100% dos aparelhos mais simples, de até R$ 300, têm rádio integrado, mas nos aparelhos mais caros, com preços acima de R$ 1 mil, o índice cai para 57%. Antonik lembra que, no ano passado, o deputado federal Sandro Alex (PSD/PR) apresentou o PL 8.438/17, que dispõe sobre a obrigatoriedade da recepção de sinais de rádio FM nos celulares. Em dezembro, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara aprovou o substitutivo ao texto, apresentado pelo deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), que inclui na lista também os celulares importados, já que a proposta inicial era apenas para os aparelhos fabricados ou montados no Brasil. A proposição tramita agora em caráter conclusivo (quando o projeto é votado apenas pelas comissões) e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Entre as emissoras, o clima também é de positividade. “Apesar de 2018 ser um ano de eleições, o que pode gerar mais ansiedade no mercado e, até mesmo, algumas incertezas, hoje já observamos a queda do índice de desempregados e o aumento da confiança dos empresários. Com a inflação controlada, teremos um período mais estável e previsível para a elaboração de planejamentos de mídia, refletindo positivamente para o crescimento dos investi- “Estamos investindo em tecnologia para que nosso rádio seja ouvido em qualquer dispositivo móvel” mentos publicitários”, espera Luiz Guilherme Albuquerque, diretor-superintendente da Transamérica. Uma das apostas do executivo para ter um ano novo melhor é uma melhor negociação comercial. “Vamos continuar com os esforços para melhorar a política de preços junto a clientes e agências, amparados pela alta cobertura do rádio e sua eficiência. É um esforço conjunto para conscientização da importância do meio”, opina. Na nova Rádio Globo, as perspectivas também são boas. “Acreditamos que esse será um ano de crescimento moderado, em torno de 3%, pouco maior que o PIB, previsto para crescer 2,62% em 2018, de acordo com o Relatório de Mercado Focus. Depois de dois anos de queda, enxergamos uma inversão da curva. O último trimestre de 2017 já caminhou melhor do que os anteriores, nos dando a confiança que 2018 será um bom ano”, explica Julio Pedro, diretor da Rádio Globo. As eleições também trazem para o rádio e a mídia em geral uma preocupação com conteúdo. “Em um momento tão delicado para o Brasil, no qual passamos por uma enorme crise institucional, fake news é um tema de extrema importância”, conta Ricardo Gandour, diretor-executivo da CBN. Segundo Gandour, apesar de 2018 ser um ano em que a economia flutuará de acordo com a política, há fatores positivos. “Com essa possível melhora no cenário econômico e uma grande expectativa de aumento em audiência ocasionada pelo interesse dos ouvintes pelos temas abordados na rádio, esperamos continuar crescendo e construindo ainda mais projetos relevantes com parceiros comerciais”, diz. jornal propmark - 8 de janeiro de 2018 19

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