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edição de 7 de agosto de 2017

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we mkt jhorroks/iStock

we mkt jhorroks/iStock Catavento e girassol “Um torce para Mia Farrow, o outro é Woody Allen”. Guinga e Aldir Blanc Francisco alberto Madia de souza voz é de Monica Salmaso. Como de hábito, perfeita. A composição de Guinga A e Paulo César Pinheiro. A música, Fim dos Tempos: “Nós somos todos/Todos aflitos/ De um lado os doidos/De outro os malditos/Com o fim dos tempos/No coração/E pelos becos, pelas ruas/Pelo mundo andamos sós...”. Agora a voz é de Leila Pinheiro. Como de hábito, irretocável. De novo Guinga. Desta vez com Aldir Blanc. A música, Catavento e girassol: “Eu respeito os sinais, você de patins na contramão”... “Eu te pedi sustenido e você riu bemol”... “Um torce para Mia Farrow, o outro é Woody Allen”... “Meu catavento tem dentro o que há do lado de fora de teu girassol...”. Elie Horn é considerado o maior expoente do mercado imobiliário da cidade de São Paulo. Na opinião de quase todos, muito especialmente, de seus concorrentes: Cyrela. Mayer Nigri é outro expoente do mercado imobiliário da cidade de São Paulo. Caracteriza-se pela coragem, arrojo e determinação: Tecnisa. Que agora coloca sua empresa em situação difícil por ter decidido levar adiante e colocar em pé o mais arrojado e ambicioso projeto da pauliceia desvairada pelo furação que se abateu sobre as incorporadoras: o Jardim das Perdizes. Mayer procurou Elie em busca de socorro. Em menos de 12 meses Elie aportou R$ 100 milhões e passou a deter 14% da Tecnisa. Maria Luiza Filgueiras é uma das mais competentes repórteres da revista Exame. Foi entrevistar os dois. Produziu, talvez, a melhor matéria sobre o mercado imobiliário deste ano. Título: Time de Rivais. Relata Maria Luiza; “Quando os dois empresários se conheceram, a Cyrela era apenas incorporadora – dona do projeto e do dinheiro –, mas Horn queria partir para a construção. Ligou a todos os construtores de São Paulo, incluindo um jovem de 25 anos que fundara a Tecnisa dois anos an- tes. A sondagem deu início a uma parceria. De lá para cá, fizeram cerca de dez projetos juntos”. Seria tudo, não fosse o acidente de percurso da Tecnisa, que apostou e plantou na alta, e naufragou na vazante. E um permanente “namoro” que não se resolve. Antes do socorro à Tecnisa, a Cyrela já tentara por três vezes comprar a empresa concorrente. Na primeira vez, e segundo Horn, ele desistiu porque sabia que Mayer ia se arrepender. Já Mayer afirma que quem recusou a oferta foi ele. Da segunda vez, com o caixa vazando dinheiro pela abertura do capital, Horn e seu filho foram à casa de Mayer para comprar a Tecnisa. Mayer afirma que foi antes da abertura do capital e Horn queria engordar a Cyrela para uma capitalização maior... Na terceira vez foi Mayer quem procurou Horn para vender a Tecnisa, mas não chegaram a um acordo e também abriu o capital... Há quatro anos, antes da vazante, a Cyrela era três vezes maior que a Tecnisa em receitas. No fim de 2016, mesmo tendo reduzido as suas receitas pela crise, aumentou significativamente a distância: dez vezes maior. O impacto dos distratos na vazante afetou muito mais a Tecnisa do que a Cyrela, diz Horn, “por trabalharmos mais com a baixa renda, segmento em que há pouca rescisão”. Segundo Exame, em 2016, a Tecnisa fechou o ano com um prejuízo de R$ 450 milhões tendo de receber de volta 83% de todas as unidades vendidas no ano. Os dois se gostam e se respeitam. São diferentes e complementares, o que é ótimo. Mas o pior momento para se fazer qualquer negócio é quando se chega ao fundo do poço. Mesmo que depois tudo evolua positivamente, algum tipo de ressentimento permanecerá. De qualquer maneira, poucas situações traduzem melhor e mais emblematicamente o que aconteceu com o mercado imobiliário da cidade de São Paulo, quando a tal da “nova matriz econômica” revelou sua trágica e patética realidade. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 36 7 de agosto de 2017 - jornal propmark

agências J. Walter Thompson investe na criação de negócios próprios Aposta em plataforma de inteligência artificial e no novo cargo de chefe de receitas visa fortalecimento da empresa na relação com as marcas Danúbia Paraizo No mercado da comunicação, é comum ouvir que o sucesso do cliente é também o da agência, mas para a J. Walter Thompson, a máxima tem ganhado novos contornos. Com a proposta de criar negócios próprios a partir do que tem de melhor, ela quer se tornar parceira estratégica para os anunciantes e não apenas fornecedora de serviços. “Sinto que o mercado fala muito dos negócios dos clientes e esquece que as agências também são um negócio importante, que precisam sobreviver, evoluir e, para isso, é necessário dinheiro”, explica Ezra Geld, CEO da J. Walter Thompson Brasil. Segundo o executivo, a chegada de André Paes de Barros, mais conhecido como PB, no cargo de chefe de receita, cumpre um pouco desse papel de criar novas oportunidades de verba, mas também o de começar a criar no cliente novas percepções sobre como a empresa atua. “O PB é chefe do atendimento, está liderando o relacionamento com os clientes atuais, mas a gente tem de começar a alavancar também a cross polinização. Não adianta mais essa história antiga de chegar para o cliente e falar: eu vendo isso, mas vendo aquilo outro também. A proposta precisa agregar valor, por isso é preciso chegar de forma coerente, e essa é a responsabilidade do PB”, diz. Outra solução da JWT que chega para fortalecer a empresa como parceira estratégica é a criação da Pangea, plataforma que usa sistema de inteligência artificial para plugar todos os escritórios da J. Walter Thompson Worldwide, possibilitando que funcionários em todo o mundo respondam dúvidas e contribuam com insights. Segundo Geld, os processos internos de compartilhamento Ezra Geld: “temos muitos serviços que podem ajudar o cliente” de informação dos clientes se tornam muito mais otimizados e dinâmicos. Ele, que no fim do ano passado participou do projeto piloto lá fora, respondendo perguntas sobre planejamento em mídia, destaca que a experiência com a solução tem sido rica. “Imagine que dos 11 mil funcionários da rede, vamos dizer, que oito mil tenham conhecimento formado sobre determinado assunto. Isso é um reservatório irrestrito de inteligência à nossa disposição. A forma que Alê Oliveira “A gente tem um cAsAmento bem bAcAnA de serviços verticAis. e estAmos AgorA tAmbém elAborAndo A curAdoriA desse todo” acontecia antigamente era mais pulverizada. Tornamos esse processo mais automatizado e nichado para que as pessoas se localizem melhor”. Ter pleno domínio de sua base de dados e da gestão propicia insights importantes para a sugestão de propostas mais relevantes, defende o executivo. Ter esse panorama faz com que a agência saiba exatamente quais as necessidades do cliente. Foi daí, por exemplo, que a JWT vem plantando sementes para a evolução da entrega dos seus produtos. “A gente tem um casamento bem bacana de serviços verticais. Se você quer soluções de performance, a gente tem, de social, SEO, propaganda, temos tudo isso também. E estamos agora elaborando ainda a curadoria desse todo. Acho que o mercado está pedindo um parceiro que consiga juntar todas as pontas das mais variadas”. Como um dos indicadores de que o posicionamento mais estratégico, de olhar para dentro de si, tem surtido efeito, a JWT tem conquistado número crescente de prêmios em grandes festivais, além de manter parcerias de longa data com grandes marcas, como a Coca- -Cola, que completa, em 2017, dez anos na agência. Até 2012, a JWT também totalizava 30 Leões em Cannes. Já nos últimos cinco anos, somou 35. Também levou neste ano o Facebook Award, prêmio global, na categoria Agir, com o case do chatbot Amigo Anônimo, para os Alcoólicos Anônimos Brasil. “Somos uma empresa de comunicação, temos muitos serviços que podem ajudar o cliente nesse sentido, e a principal delas, claro, é a propaganda, mas nosso objetivo é que os anunciantes nos percebam como detentores de outras soluções que precisam ser plugadas ao seu negócio”, finaliza. jornal propmark - 7 de agosto de 2017 37

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