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edição de 7 de agosto de 2017

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mídia A equipe comercial da Rede Globo de Televisão está mobilizada neste mês de agosto para a comercialização das cotas de patrocínio do Futebol 2018 e da Copa do Mundo na Rússia Projeto Futebol 2018 deve garantir à Globo faturamento de R$ 2,46 bi Plano comercial envolve a Copa do Mundo da Rússia e competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro, da América Latina e da Europa Paulo Macedo futebol estabelece conversas com todos os targets O possíveis. No cafezinho da padaria, envolve atendentes de balcão e empresários, que discutem jogadas, táticas, pontuação, erros de arbitragem, contratações, especulam resultados futuros e cornetam o que tiver na pauta do dia. Não é por outro motivo que a Rede Globo de Televisão aposta suas fichas nas competições do esporte nascido no século 19, na Inglaterra, para atrair anunciantes e, consequentemente, garantir recursos para o seu faturamento. O plano comercial para a temporada de 2018 já está no mercado para análise das áreas de negócios das agências. E a movimentação é grande. Quem está de fora, aguarda alguma desistência para poder entrar. No pacote deste ano, a rede de varejo Ricardo Eletro assumiu o lugar da Casas Bahia, e a Chevrolet, o da BRF. No pacote do ano que vem, a emissora dispõe de seis cotas, cada uma delas por R$ 230 milhões. Para a transmissão da Copa na Rússia, o valor é de R$ 180 milhões, também para seis anunciantes. O valor bruto a ser arrecadado com a estratégia é de R$ 2,460 bilhões. No caso do futebol nacional e da América Latina (Brasileirão, Copa do Nordeste, Taça Libertadores da América, Copa do Brasil, campeonatos estaduais, Copa Sul- -Americana) e da Liga dos Campeões da UEFA, a prioridade é pela renovação com os atuais patrocinadores: Ricardo Eletro, Banco Itaú, Brahma, Chevrolet, Johnson & Johnson e Vivo. Mas esses anunciantes têm de confirmar a opção até o próximo dia 28. Na atual temporada, o valor da cota foi de R$ 283 milhões, além de R$ 28,5 milhões para as placas nos estádios. O valor para as cotas de are- “Não podemos Negar que o futebol é o must da propagaNda brasileira. quem Não está Nesse pacote fica com uma poNta de iNveja, mas isso é Natural” 24 7 de agosto de 2017 - jornal propmark

O executivo Willy Haas comanda a operação comercial para o Futebol 2018 da Globo na para 2018 serão de R$ 28,450 milhões e estão reservadas para seis anunciantes, equivalente a quase R$ 171 milhões. Também terá uma cota Prisma no valor de R$ 5,4 milhões. A Globo também vai disponibilizar cotas de participação, que ainda não têm a quantidade definida de anunciantes, no valor de R$ 11,850 milhões. No caso específico da Copa do Mundo, a prioridade também é para os cotistas do Projeto Futebol, desde que não sejam conflitantes com os patrocinadores oficiais da Fifa. A data para garantir vaga entre os que vão estar na grade comercial do Mundial de 2018 também é o dia 28 de agosto. A Vivo, que está incluída entre os sponsors da Fifa, pode assegurar o seu direito. A Ambev também pode, mas com a cerveja Budweiser. Já a Chevrolet precisa saber se o consórcio de montadoras Kia e Hyundai vai Divulgação efks/iStock “as traNsmissões do futebol colocam as marcas em evidêNcia. a cada aNo há mudaNças para que sejam adaptadas as Necessidades da globo e as dos aNuNciaNtes” fazer valer o seu direito, já que está entre as marcas que integram o projeto comercial global da entidade que organiza a Copa. “Havendo cotas disponíveis e respeitando as condições da Fifa, prevalecerá a ordem de chegada das cartas de compra endereçadas ao atendimento comercial”, destaca o documento da direção-geral de negócios da Rede Globo, área liderada pelo executivo Willy Haas. O projeto Brasil, latino-americano e europeu é composto por 85 transmissões. No caso da Copa, serão 56 transmissões. Cada anunciante terá direito a 1.974 inserções em 2018. Para a Copa da Rússia, o volume é de 1.029 inserções. Em ambos os casos, porém, a Globo oferece um projeto multiplataforma. Além do volume na TV, com 47 milhões de telespectadores em média por partida, segundo o Kantar Ibope, os anunciantes terão suas marcas expostas a pelo menos 304 milhões de visualizações mensalmente no Globoesporte.com, que representa 6,9 milhões de horas de conteúdo consumidos a cada 30 dias. O tempo médio de cada internauta é de 22 minutos. Os vídeos de futebol, no Globoesporte.com e no Globo Play, contabilizam mais de 21,5 milhões de plays por mês. No ano passado, a Globo exibiu na sua grade de programação 230 horas de transmissões ao vivo; além de 148 horas de matérias sobre futebol nos seus programas jornalísticos. No Globoesporte.com, foram mais de 380 conteúdos de texto, cerca de 770 fotos e 175 vídeos postados por dia. No plano deste ano, estão previstas a produção de webseries para o digital e a possibilidade de a audiência poder rever lances no aplicativo Globo Play, que registrou 13,5 milhões de downloads neste ano. É o 4º dispositivo de entretenimento mais baixado do país. A proposta global também atrela o fantasy game Cartola FC à estratégia do Futebol 2018. Segundo a emissora, o game teve mais de 2,7 bilhões de visualizações em 2016. Este ano, na primeira rodada do Brasileirão, o Cartola FC já tinha 38,9 milhões de visitas, 80% superior a 2016. Antes do lançamento de 2017, o game contava com mais de 200 mil cartoleiro PRO e 4,1 milhões de times escalados. No compromisso da Globo com os seus clientes, ela deixa claro que “durante o período de 27 de maio a 16 de julho de 2018, caso venha a transmitir jogos de clubes nacionais e/ ou internacionais, estes terão as caracterizações e carga comercial dos patrocinadores do Projeto Futebol 2018. Entretanto, as respectivas chamadas de transmissão não terão assinaturas comerciais”, especifica o documento. “Caso a TV Globo exiba os amistosos da seleção brasileira realizados no primeiro semestre de 2018, a entrega comercial da transmissão e as suas respectivas chamadas terão caracterização dos patrocinadores do Projeto Globo na Copa do Mundo da Fifa na Rússia”, prossegue a emissora em seu documento. Na Copa de 2014, no Brasil, a Globo teve 164 milhões de telespectadores nas transmissões, das quais 127 milhões para os embates da seleção brasileira com seus adversários. O Globoesporte.com registrou 427 milhões visualizações de página, 259 milhões de visitas, 51 milhões de plays dedeo on demand e 39 milhões de plays ao vivo. O mercado já está se movimentando para assegurar lugar no Futebol Global 2018. Por enquanto, a maior parte dos interlocutores prefere não comentar o assunto, especialmente os profissionais das agências e anunciantes envolvidos com a renovação. Uma exceção é Paulo Queiroz, presidente da DM9, que nos últimos 20 anos já transacionou a compra de 35 cotas do futebol global. Este ano ele vai tentar renovar a participação do Banco Itaú e da Johnson & Johnson. “As transmissões do futebol colocam as marcas em evidência. A cada ano há mudanças para que sejam adaptadas as necessidades da Globo e as dos anunciantes, por exemplo, o aumento da exibição dedeos e a diminuição de vinhetas. Não podemos negar que o futebol é o must da propaganda brasileira. Quem não está nesse pacote fica com uma ponta de inveja, mas isso é natural. Afinal, quem não quer ter sua marca em um jogo do Corinthians e do Flamengo em uma tarde de domingo? Com a Copa da Rússia, o futebol sai do seu métier e se multiplica como assunto de opinião de pública. O projeto da Globo para o futebol 2018 está muito bem estruturado. Trata- -se do momento mais importante da propaganda brasileira, para mostrar que a nossa atividade tem vigor para superar o baixo-astral que se instaurou no nosso mercado. O futebol é tão importante que o Facebook comprou as transmissões dos amistosos da seleção brasileira”, finaliza Queiroz. jornal propmark - 7 de agosto de 2017 25

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