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edição de 7 de agosto de 2017

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Design essa nova

Design essa nova demanda. Aqui na Narita também somos impacientes”, pondera o designer. Luciano Deos, do GAD’: mercado sofre com recessão “mEsmo quE pEnsE no dEsign gráfico ou Estrutural, não dá mais para sEparar. há o fEnômEno unboxing, quE muda todo o procEsso dE como sE abrE a EmbalagEm” tificar a sua jornada de compra. Ela nasce no PDV, mas há novos pontos de contato. O grande volume está no canal tradicional. Pensar alguns tipos de embalagem e a melhor logística passaram a fazer parte do negócio. Um segundo nível é a consolidação dos marketplaces. A mudança que está em curso e é irreversível”. Gisela Schulzinger, presidente da Abre, diretora de capacitação da Abedesign e ex-sócia À esquerda Ralph Uehara, do planejamento da Team Créatif, com Mathieu Reverte, sócio-diretor da agência Fotos: Divulgação Arício Fortes, da DM9, justifica o unboxing para marcas PDVs ViRTUAis O unboxing é uma expressão que ganhou relevância na era das telas de cinco polegadas. As embalagens mais elaboradas dão lugar à exposição dos produtos nos PDVs virtuais. Quando a mercadoria chega ao destinatário, o que vale é a experiência que o consumidor pode anotar, por exemplo, filmando e postando o objeto de desejo empacotado em uma caixa de papelão árida, sem direção de arte, apenas como instrumento protetor. O McDonald’s inaugurou em São Paulo um restaurante com conceito unboxing. O projeto, assinado pela DM9, não é a abertura de uma embalagem, mas o envelopamento da loja como uma caixa de papelão de 900 metros quadrados: experiência e live marketing. “Quem não amava, quando era criança, abrir presente no Natal? Unboxing é uma forma adulta e social de ter essa gostosa sensação. Unboxing é um ritual de compartilhar com as pessoas a experiência de se abrir e descobrir um novo produto. Desde a textura da embalagem, a forma como ela é lacrada, o cuidado com os acessórios e, principalmente, o momento em que você faz o primeiro uso do produto que você comprou. Quanto mais interessante ou surpreendente for essa embalagem, maior vai ser o tempo de contato do consumidor com a experiência de descobrir um novo produto. Se esse fenômeno motivar as empresas a procurar trazer um melhor craft nas embalagens, isso vai ser superpositivo para quem ama design e ama os bons vídeos de unboxing”, explica Arício Fortes, vice-presidente de criação da DM9. De acordo com Gian Rocchiccioli, da agência Pande, há um novo papel para o design. “O desafio que vivemos é positivo. Ele interfere nas velhas mentalidades. Quem vende identidade visual nos PDVs está lascado. Não significa que o consumidor vai se contentar com refis. O novo conceito é que embalagem não é só a identidade. A agência tem de pensar o papel do produto no ciclo de vida do cliente e idenda Pande, concorda que a utilização da embalagem deve levar em consideração a necessidade do usuário. “Antes a indústria olhava apenas para dentro. Agora tem de contemplar itens como mobilidade, funcionalidade, praticidade e usabilidade, que passaram a ser questões fundamentais para as embalagens. Vai além da fundação básica de conservar e transportar o produto; precisa ajudar o consumidor no dia a dia. Mesmo que pense no design gráfico ou estrutural, não dá mais para separar. Há o fenômeno unboxing, que muda todo o processo de como se abre a embalagem”, ela afirma. Segundo Luciano Deos, fundador e CEO do GAD’, o mercado de embalagem vem sendo impactado pela recessão. A consequência é a redução da demanda e o achatamento da remuneração. “Na verdade, o mercado não está encolhendo; ele está mudando em função desta crise. Muitos novos players, clientes internalizando processos, a tecnologia facilitando, fabricantes oferecendo design além da produção. Enfim uma série de fatores que deixam o nosso dia a dia mais desafiador”. Na visão de Deos, o e-commerce não é fator relevante, mas sim a tecnologia, as interfaces digitais e o varejo omnichannel. “Vivemos um momento sem limites, em que podemos fazer tudo através da tecnologia, das redes sociais, da interatividade e isto sim pode trazer um universo muito novo para o segmento. Aliás, ja vem trazendo. As marcas-proprietárias vêm crescendo, sim, e vão crescer bem mais, mas ainda são inexpressivas considerando o sem- -número de marcas e fabricantes que temos por aí”, diz Deos. Mathieu Reverte, sócio-diretor da Team Creatif, vê crescimento e ao mesmo tempo estagnação do setor. A agência, entre outros trabalhos, é responsável pelo design da linha Jamie Oliver, para a Sadia. “A pressão sobre os preços continua forte. Para driblar a crise precisamos manter um padrão alto de qualidade na criação, integrar mais o consumidor no processo de criação, investir em pesquisa e diversificar nossa oferta para áreas anexas ao produto: retail, promoção etc”, finaliza. 20 7 de agosto de 2017 - jornal propmark

STORYTELLER uschools/iStock Quireras de vida Não existe nada melhor para o ego do que o aplauso num teatro cheio LuLa Vieria No último dia 28, Maurício Meneses e eu encerramos a temporada do nosso stand-up Lula contra o Mau, que é uma brincadeira com as gafes e desacertos cometidos na propaganda e no jornalismo. Evidentemente o Mau, do título da peça, se refere ao Maurício, supostamente um inimigo, como era muito antigamente a disputa entre publicitários e jornalistas. Para nossa surpresa, tal como nas vezes anteriores, o teatro encheu todos os dias mesmo, a ponto de ter sido necessário colocar cadeiras extras. A bagaça rolou na Casa de Cultura Lauro Alvim, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, o que rendeu o slogan “Finalmente alguma coisa que você pode comprar na Vieira Souto”. Eu já disse em colunas anteriores que não existe nada melhor para o ego do que o aplauso num teatro cheio. As gargalhadas da plateia são como um bálsamo. De certa forma, a plateia de um teatro é um organismo único e sua relação com ela, se feliz, equivale a um amor bem feito. Evidentemente estou me expondo à velha piadinha que fala que eventualmente não sei fazer amor. Talvez seja, mas a piada tem a originalidade e a profundeza das do Tio do Pavê. Já temos convites para fazer outra temporada. Foi acabar o teatro para que a gripe me pegasse e me jogasse na cama como uma amante insaciável. Fui aos quase 40 graus de febre e tive tudo o que um ser humano não merece, incluindo dores incríveis e pesadelos, como Dilma cantando Negrinho do Pastoreio e Temer imitando a cena da dança dos pãezinhos de Charlie Chaplin no filme Corrida do Ouro, com a sua dança dos dedinhos. Saudades da Cinelândia. Desde o início de minha gripe não fui ao escritório. Sei que 50 pessoas fizeram um ato de apoio ao Maduro, esse democrata que a mídia quer derrubar e continuou o magnífico governo de seu mestre espiritual, Chaves, que graças ao seu amor aos pobres e à sua liderança levou a Venezuela ao estado de prosperidade, segurança e felicidade que estamos assistindo. Gostaria de estar bem para que de minha janela pudesse saber como o capitalismo internacional e a mídia podem destruir um país conduzido por um estadista da grandeza de um Maduro. Ironizo? Como não fazê-lo? Raul Gil deve ter uns 50 anos de televisão. Já fez tudo na telinha, inclusive cantar. Mas foi como animador de auditório que se consagrou. Seu programa não é um líder absoluto de audiência, mas tem seu público, o que lhe garante patrocínios e, consequentemente, continuidade. Há algumas semanas recebeu no programa um conjunto de coreanos bem jovens que vieram trazer um retrato do rock coreano para o auditório e espectadores. Raul brincou, como é seu estilo, com os jovens e a tradutora. Posso garantir, pelas gravações vistas, que foram brincadeiras de tiozão bobo, imitando a maneira de falar e puxando os olhos, nada muito mais do que isso. Pois a galera furibunda da internet malhou o velho Gil. Blogueiros e youtubers queriam a morte dele. E, na sanha destes ambientes doentios, cometeram barbaridades assustadoras, como um internauta em seu programa que disse que tinham de tirá-lo do ar porque estava velho. Isso porque o imbecil é contra qualquer tipo de preconceito. Aliás, entre palavrões e cusparadas agressivas, a maioria deles falava do baixo nível da TV, como se fossem âncoras da BBC. Raul Gil pediu desculpas. A seu favor chegou a dizer que era ele o responsável por divulgar o rock coreano no Brasil. Por falar em humor e savoir faire, me permita contar uma história. Nas temporadas anteriores do nosso stand-up tocávamos uma gravação com o grande comentarista Luiz Mendes, da Rádio Globo, que tentava explicar o significado de “meio-irmão” e se enrolava todo. Era engraçadíssimo, pois, embora conhecido como “O Palavra Fácil”, ele fazia uma enorme confusão na tentativa de ser claro. Pois bem, um dia ele morreu e a gente resolveu tirar esse momento. Maurício se encarregou de contar para a viúva, Dayse Lúcidi, a decisão. Ela não concordou: “Não façam isso! Ele adorava contar essa gafe. Foi ver vocês e recomendou para todo mundo...” Isso é classe, digo eu. Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br jornal propmark - 7 de agosto de 2017 21

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