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edição de 7 de agosto de 2017

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Design comzeal/iStock

Design comzeal/iStock Mercado de design passa por grandes transformações, uma delas é o fenômeno unboxing, que prioriza a experiência do consumidor na hora de abrir a embalagem, mesmo que árida Criação de embalagem tem novos desafios com fenômeno unboxing Uma nova frente de oportunidades se abriu com o digital, totalmente complementar ao PDV físico e valorizando a experiência do consumidor Paulo Macedo De acordo com especialistas, a indústria de embalagens é uma espécie de termômetro da economia. Caso a produção esteja em alta, normalmente os indicadores são mais positivos. Segundo estudo macroeconômico da Abre (Associação Brasileira de Embalagem), o mês de março deste ano teve uma elevação de negócios de 3,04% em relação ao mesmo período do ano passado. O índice consolidado de 0,37% do primeiro trimestre de 2017 interrompeu um ciclo de 13 semestres de variação negativa. Diante desse cenário, a entidade setorial já trabalha com crescimento de 0,9% para a atual temporada, especialmente por fatores como a inflação sob controle e a queda de juros. Em 2016, o mercado de embalagens contabilizou um faturamento de R$ 64,4 bilhões, com o plástico predominando como matéria- -prima, com 39,42% de share, o equivalente a R$ 25,3 bilhões. O papelão vem em segundo lugar, com participação de 19,04% e receita bruta de R$ 12,2 bilhões. Nesta sexta-feira (11), a Abedesign promove o evento Fronteiras do Design. A pauta destaca inovação, tendências, design estratégico e modelos com maior aderência à era digital. Sim, o momento é de transformação e de novos desafios para o design de embalagem. Segundo Mario Narita, CEO da Narita Design & Strategy, o movimento é caudatário da cena econômica e das demandas dos consumidores diante do ambiente digital. “Mas vejo isso de uma forma positiva, pois são nesses momentos que passamos a enxergar novas oportunidades e a nos movimentar de verdade. No caso do design de embalagens, estamos falando de um dos pontos de contato com o con- “E pEnsar quE as EmbalagEns passam cada vEz mais a Estar prEsEntEs no ambiEntE digital. quEm mElhor soubEr ousar E Explorar Essas novas possibilidadEs, tErá dEstaquE” 18 7 de agosto de 2017 - jornal propmark

Fotos: Divulgação “hojE pEnsamos qual sErá o papEl do dEsign dE EmbalagEm Em um cEnário ondE a gôndola já não sErá o grandE ambiEntE da compra” Mario Narita explica que há uma nova rotina para os consumidores diante da gôndola de cinco polegadas no mobile sumidor de maior relevância e abrangência. E pensar que as embalagens passam cada vez mais a estar presentes no ambiente digital. Isso cria uma nova frente de oportunidades totalmente complementares ao PDV físico. Neste contexto, quem melhor souber ousar e explorar essas novas possibilidades, terá destaque”, explica Narita, que representou o mercado brasileiro no júri da área de design do Cannes Lions 2017. Narita esclarece que as compras online começam a ter presença cada vez maior na rotina dos consumidores. Segundo ele, 96,6% dos brasileiros já compraram pela internet. “Algumas categorias, como as de eletroeletrônicos, livros, cosméticos e artigos esportivos, são as preferidas. Já em vestuário, materiais de construção, decoração e supermercado, a preferência ainda é pelas lojas físicas. Porém, todas as categorias já estão se preparando para se adaptar a essa nova gôndola de cinco polegadas, isto é, a tela de um celular. Essa tendência é irreversível e trará um grande impacto na conceituação de uma embalagem. Hoje pensamos qual será o papel do design de embalagem em um cenário em que a gôndola já não será o grande ambiente da compra”, argumenta Narita. O mercado se adequa à era do imediatismo, nas palavras de Narita. É natural que os smartphones sejam, por assim dizer, um novo integrante do corpo humano. “Acordamos, trabalhamos, nos divertimos e dormimos conectados a esse aparelho”, constata o designer. Essa mudança, segundo Narita, traz dois desafios às agências especializadas: 1) entender o comportamento humano, cada vez mais acostumado com a interatividade, a customização, a conectividade e, principalmente, a velocidade de acesso às informações; 2) considerar que muitas decisões de compra serão feitas através de uma tela de um celular. “Antes, desenvolvíamos embalagens pensando na performance em gôndola, que é nossa expertise e em que estamos bem evoluídos, agregando novos pontos de vista em experiência de consumo, como storytelling, IOT (internet das coisas), realidade virtual, sustentabilidade e interatividade, entre outros. Todos esses pontos já fazem parte do Gisela Schulzinger, da Abre: “praticidade e usabilidade” dia a dia da Narita, em que uma equipe de inovação mapeia as principais tendências e comportamentos humanos, que é a base da nossa criação. Temos um mantra interno que nos orienta e afirma que as pessoas estão impacientes. Segundo uma pesquisa do Google, 53% das pessoas abandonam um site se levar mais que três segundos para carregar e, complementando com outra fonte, 60% não retornam a esse site”, argumenta. Narita diz mais: “Assim, este comportamento pode ser aplicado no varejo, ambiente no qual as embalagens terão de atrair a atenção e comunicar em segundos. Ainda no ambiente do varejo físico, estamos nos desafiando a pensar sobre como ele será no futuro. Talvez ele seja somente um ambiente de experiência conceitual e sensorial, já que as compras online avançam progressivamente. A tecnologia sempre estará evoluindo e nos desafiando. Entendê-la e adaptar-se a ela será fundamental. Paralelamente, aqui na Narita, também entendemos que os hábitos e comportamentos humanos também evoluirão e, por isso, estamos nos atualizando nessas vertentes”, ele pondera. Naturalmente, o mercado recebe novas influências com o surgimento de novas referências. “Hoje os consumidores estão exigentes e bem informados, aumentando assim o cuidado que uma marca deve ter em termos de propósito, proposta de valores e mensagem emitida. Acompanhamos como algumas empresas já adotam a dinâmica das startups, do design sprint, em que o fail-fast rege o tom dos lançamentos. Assim como o pensamento das empresas exponenciais baseadas em tecnologia, em que transparecem a ânsia de entregas mais rápidas por parte dos fornecedores, isso faz também com que nos preparemos para A DM9 criou a ação unboxing mais épico da história para inaugurar restaurante-conceito do McDonald’s jornal propmark - 7 de agosto de 2017 19

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