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edição de 6 de agosto de 2018

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inspiração Defesa do

inspiração Defesa do diálogo entre pessoas Fotos: Divulgação A tecnologia aproxima pessoas e permite que tenham voz ativa; segundo o físico Stephen Hawking, os mais quietinhos possuem mente barulhenta Tchelo Prado especial para o ProPMarK Durante milhões de anos, a espécie humana viveu como os animais, até que uma coisa aconteceu e libertou o nosso poder de imaginação: aprendemos a falar. O discurso nos permite a troca de ideias e é o que nos faz ser capazes de continuar trabalhando em conjunto para construir o impossível. Com a tecnologia à disposição, o ser humano se tornou capaz de atingir as maiores conquistas da humanidade, as possibilidades se tornaram infinitas. Mudamos a forma de nos relacionar e manter laços fortes de amizade com pessoas distantes. Mudamos a forma de nos comunicar. O tempo passou mais rápido e nem o silêncio soa igual hoje em dia. O tic-tac vai marcando cada momento de um dia e cada segundo é uma oportunidade de transformar tudo à nossa volta. Todo dia quando chega o pôr do sol percebemos que a nossa jornada vai ficando mais curta e parece não haver tempo para nada. Os planos de ontem já não deram em nada ou se transformaram apenas em meia página de linhas rabiscadas. Ao longo do nosso percurso terrestre plantamos infinitas sementes em formas de palavras no campo de ideias. Uma palavra amiga, uma conversa, um aprendizado. Regamos o nosso dia a dia com a troca de inspirações pessoais de cada indivíduo. Não há nada que não se resolva com uma boa conversa. Atualmente contamos com 7,6 bilhões de mentes pensantes. Esse foi o número divulgado pela Organização das Nações Unidas na última estimativa da população mundial levantada em outubro de 2017. São 7,6 bilhões de inspirações diárias que podemos absorver das mais infinitas formas. Assim como no campo da tecnologia, as possibilidades do relacionamento entre as pessoas são ilimitadas. A globalização dá pernas para quem quer chegar e asas para àqueles que almejam ganhar o mundo. Ganhar o mundo, aliás, significa atingir o autoconhecimento. Isso é a busca pela felicidade. “Para onde vamos?” Às vezes eu me pergunto começando um diálogo comigo mesmo. Afinal, a autofala e o diálogo interno dentro do nosso universo de ideias são partes importantes do processo humano de aprendizagem e o diálogo é essencial para a nossa evolução. “Pessoas quietas possuem mentes barulhentas”, definiu Stephen Hawking. Portador de esclerose lateral amiotrófica, o físico chegou a perder o controle dos seus movimentos do corpo quando estava em vida, mas nunca ficou parado. A quietude é um movimento de inércia na vida de alguém, Hawking era um defensor do diálogo entre as pessoas. Uma mente ativa que nunca deixou de se comunicar com o mundo exterior, mesmo sem dominar o poder da fala com o avanço da sua doença. E como ele mesmo dizia: “Você precisa ter uma atitude positiva e tirar o melhor da situação na qual se encontra”. Pessoas são somatórios de experiência. A espécie humana é a única forma viva na terra que tem o poder de contar histórias, de transmitir ideias e conhecimentos através do tempo. Vidas passam, gerações ficam para trás e cada vez mais surge a necessidade de cuidarmos uns dos outros e nos preocuparmos em otimizar todos os recursos possíveis para zelar pela nossa existência. Dependemos da nossa forma de nos comunicar para evoluir, para continuar existindo e vivendo em sociedade. As possibilidades são ilimitadas, só precisamos nos certificar de continuar conversando. Tchelo Prado é executivo da área de planejamento da Agência Tudo 48 6 de agosto de 2018 - jornal propmark

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