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edição de 4 de dezembro de 2017

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we mkt diephosi/iStcok

we mkt diephosi/iStcok Se isso não é bolha, o que é, então? “O sábado é uma ilusão”. Nelson Rodrigues Francisco alberto Madia de souza Empresas precisam e devem ter uma causa. Mais que ter, ser, antes e acima de tudo, uma causa. Originar-se de. E jamais, tornar-se em. Em mão a revista Forbes Brasil, edição 55, pág. 74, começa a reportagem sobre a terceira startup mais valiosa dos Estados Unidos, logo após o Uber e Airbnb. A WeWork. US$ 20 bilhões... Entro na internet. Busco a empresa de, supostamente, US$ 20 bilhões. Leio a missão: “Criar um mundo onde você pode aproveitar a vida enquanto trabalha”. Possa, ou pode? Não importa. Na narrativa, a presença dos três fundadores: Miguel McKelvey, Adam Neumann e Rebekah Neumann. A narrativa: “Quando abrimos a WeWork, em 2010, queríamos construir mais do que lindos espaços de escritórios compartilhados. Queríamos construir uma comunidade. Um lugar onde você entre como um indivíduo, “eu”, mas se torna parte de uma grande “nós”. Um lugar onde estamos redefinindo o sucesso medido pela realização pessoal, não apenas pelos resultados. A comunidade é nosso catalizador”. Esta última frase fica batendo em minha cabeça, “a comunidade é nosso catalizador”. Será? E, o restante, uma tentativa tosca e parva de brand book; na melhor das hipóteses, um festival de bobagens e lugares comuns, tipo “Fazemos o que amamos e estamos conectados a algo maior que nós mesmos”, “Não somos perfeitos nem fingimos ser. Somos sempre os mais honestos e transparentes que podemos ser” ou “Não contamos com o sucesso. Estamos felizes por estarmos vivos”. Ou ainda, “Seja persistente e derrube as paredes em seu caminho – literalmente, se for necessário. Você tem nossa permissão...”. What???!!! Um dia, conta a matéria, Adam e Miguel aguardavam a visita do “chefão” do Softbank, Masayoshi Son. O homem mais rico do Japão e um dos grandes investidores do mundo. “Chega o Masa. Olha o relógio de pulso e diz: ‘sinto muito, mas só tenho 12 minutos. Depois de uma volta de 12 minutos fala que precisa ir embora. Oferece a Adam a oportunidade de acompanhá-lo em seu carro’”. Durante o trajeto, Masa não quis ver a apresentação. Pegou um iPad e começou a traçar o esboço de um investimento. No fim da carona, Masa assinou o esboço do iPad, traçou uma linha ao lado e deu para Adam assinar. Meia hora depois mandou uma espécie de “contrato de guardanapo”. Conta a matéria que nas semanas seguintes os advogados entraram em ação e o Softbank comprometeu-se a investir US$ 3 bilhões no negócio... Investiu! Adam Neumann tenta justificar o injustificável a Steven Bertoni de Forbes: “Ninguém está investindo numa empresa de coworking que vale US$ 20 bilhões. Isso não existe. Nossa avaliação e nosso tamanho hoje se baseiam muito mais na nossa energia e espiritualidade do que num múltiplo de receita...”. Paro por aqui. Quem quiser continuar, sucesso! Se Miguel, Adam e Rebekah conseguirem transformar o WeWork numa nova religião, quem sabe, em algum momento, traga de retorno os tais dos US$ 20 bilhões ou muito mais. Já como empresa, como negócio, vale tanto ou menos que uma administradora de condomínios metida a besta. Apenas isso. E Masa é um diletante que adora brincar com os infinitos bilhões de dólares que tem e administra. Se fosse investidor ou cliente do Softbank, reconsideraria. Nem rolha, nem folha, nem trolha. Bolha, mesmo! Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 50 4 de dezembro de 2017 - jornal propmark

curtas Fotos: Divulgação O Natal de Canon apresenta um Papai Noel diferente. Em Visita Inesquecível, ele foi ao Hospital Itaci (Instituto de Tratamento do Câncer Infantil), ligado ao Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e é transformado pelas pacientes. Quando ele começa a cortar o próprio cabelo, as crianças o ajudam, encantadas com a atitude do personagem. Assinado pela Dentsu e produzido pela BossaNovaFilms, o filme explora o conceito Tem momentos que a gente guarda para sempre e a mensagem de como pessoas comuns transformam vidas no fim de ano. A campanha estreou no último dia 2 no Brasil e na América Latina. Além do comercial, a campanha terá três histórias reais de pessoas que transformaram o Natal de outras famílias. Anselmo Ramos e Gaston Bigio, CCO da David Miami e David Buenos Aires, respectivamente, anunciam que estão deixando a agência que ajudaram a fundar para lançar um novo negócio. Fernando Musa, presidente do Grupo Ogilvy, do qual a David faz parte, e também um dos fundadores, vai assumir como chairman de todas as operações da agência. Mirian Shirley e Eduardo Lorenzi apresentaram novo time de lideranças da Publicis. O CCO Domênico Massareto passa a contar agora com um diretor-executivo de criação: Henrique Mattos, que está na agência há quatro anos e comandará um time de seis diretores de criação. No atendimento, os atuais diretores de grupos de contas Flavia Cortes, Gabriela Borges, Danilo Ken e Luis Tosi atuam agora como business directors. Marcelo Fonseca segue como diretor de atendimento exclusivo de GM. No planejamento, foram promovidos Alexandra Varassin e Gustavo Leite, que passam a trabalhar como heads de estratégia. Já na mídia, Viviana Maurman também foi promovida a head de estratégia. A CP+B vai fechar o escritório de Miami, nos Estados Unidos, em março. A decisão foi tomada como um esforço para consolidar as operações da agência no mercado norte-americano. Esse é o menor escritório da rede nos Estados Unidos, que também tem operação, além do Brasil, em Londres, Copenhagen, Hong Kong e Pequim. As contas Vonage, Santa Margarita Wines e o aplicativo Letgo serão divididas entre em São Paulo, Boulder e Los Angeles. jornal propmark - 4 de dezembro de 2017 51

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