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edição de 31 de julho de 2017

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marketing & negócios

marketing & negócios phototechno/iStock Qualidade impacta positivamente resultados Recursos criativos e de linguagem podem ser utilizados para se fazer uma produção mais simples Rafael Sampaio Em tempos de dinheiro mais curto aumenta a tentação dos anunciantes em economizar verbas de produção e produzir mensagens menos onerosas em termos de sua realização física – ou seja, na transformação de ideias e textos descritivos em anúncios, cartazes, comerciais de rádio e televisão. Isso até pode ser feito se for através do aumento do impacto e da criatividade das mensagens e da simplificação de suas necessidades de produção. Mas jamais deve ser empobrecendo a produção, especialmente no caso dos comerciais de TV. Publicidade empobrecida, com cara de segunda classe, é um verdadeiro tiro no pé da marca, pois muito da mensagem que os consumidores de fato absorvem tem a ver com o que é dito de forma implícita, na qualidade do texto e das imagens – da fotografia estática à cinemática, melhor performance dos atores, da precisão da direção, do padrão dos cenários e da trilha sonora, entre outros detalhes que podem empobrecer ou enriquecer aquela mensagem e, consequentemente, a percepção que os consumidores têm da marca anunciada, tanto de forma negativa, se for mal produzida, quanto positiva, se for bem produzida. Assim, se o anunciante se dá conta que não tem recursos suficientes para produzir uma ideia da forma adequada, a melhor solução não é economizar na produção com cenários toscos ou adaptados, atores e diretor de segunda linha, fotografia deficiente e outros expedientes parecidos. O melhor é repensar a ideia, para se chegar a uma mais simples, mais criativa e mais direta. Fazer apenas um comercial, eliminar alguma das mídias de apoio que demande produção custosa e assim por diante. Nesses casos, menos peças pode representar mais recursos para a produção com qualidade das peças mais essenciais. Recursos criativos e de linguagem podem ser utilizados para se fazer uma produção mais simples, mas de qualidade suficiente para a marca não passar a sensação de que “faltou dinheiro”. Não se pode esquecer que o consumidor não compara a qualidade de um comercial ou anúncio com outro da mesma categoria ou “dimensão” (local, regional e nacional), mas sim entre todos aqueles que chegam a seu conhecimento. Assim, a melhor qualidade que ele vê em um determinado momento é a “régua” com a qual vai avaliar todos os demais no mesmo período. Racionalmente, ele até dá um “desconto” para marcas locais e produtos mais simples, mas emocionalmente, não. E como em publicidade o que manda é a emoção e não a razão, não adianta contar muito com a complacência do consumidor. Por outro lado, a proximidade com a cultura local, com a linguagem regional e outros elementos do repertório emocional mais próximo do target podem ser bem empregados para gerar essa conexão emocional – desde que a qualidade de produção não se distancie em demasia do padrão superior da categoria anunciada. É essencial, também, considerar que toda marca deve ter um estilo de produção para ajudar a consolidar sua imagem permanente e facilitar a transmissão das mensagens pontuais. Respeitar o estilo da marca, portanto, é outro ponto relevante quando se está nessa etapa de produção. Outro aspecto importante a ser levado em conta é o do ponto de saturação da mesma mensagem – ou seja, quando ela deixa de fazer efeito junto aos consumidores. Mas existe uma verdade, muitas vezes confirmada em pesquisas: o consumidor “se cansa” do comercial ou anúncio bem depois que agência e anunciante se cansam. Assim, não é preciso substituí-los tão frequentemente quanto se pensa e é possível se aplicar mais recursos na produção de mensagens de qualidade, uma vez que elas podem ser usadas por mais tempo. Rafael Sampaio é consultor em propaganda rafael.sampaio@uol.com.br 30 31 de julho de 2017 - jornal propmark

areNa do esPorTe Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool/Divulgação Danúbia Paraizo danubia@propmark.com.br endorfina criativa Arquivo Pessoal No passinho No último dia 29, a cidade de Macapá (AP) foi palco da final nacional do Red Bull BC One, maior torneio de b-boys homem a homem do mundo. A modalidade de breakdance usa batidas de hip-hop e ganhou força como movimento cultural a partir da década de 1970, nos Estados Unidos, e, com o passar dos anos, se fortaleceu também como modalidade esportiva. Leony Pinheiro (foto), bicampeão brasileiro, concorre a uma das vagas para a grande edição global, em 4 de novembro, na Holanda. Reprodução Transparência fora de campo A Conmebol (Confederação Sul- -Americana de Futebol) abriu licitação para a agência que cuidará da comercialização dos direitos de transmissão e de publicidade de seus campeonatos para o período de 2019 a 2022. Entre os torneios, destaque para a Copa Libertadores da América. A iniciativa, segundo Alejandro Dominguez, presidente da entidade, é um passo importante para a transparência nas relações comerciais no futebol. Para participar da concorrência, as interessadas devem comprar os documentos no valor de US$ 10 mil e enviar até o dia 22 de agosto suas ofertas. O esporte me dá mais do que energia e saúde. Quando nado, corro ou pedalo, é um momento que tenho comigo mesmo, é a hora da grande ideia. Treinar também me dá disciplina, qualidade que levo para o escritório e é imprescindível para cuidar da reputação de uma marca global. Como treino muito cedo, gosto de concentrar as atividades mais importantes no período da manhã, quando ainda estou no pique”. David Grinberg, diretor de comunicação corporativa do McDonald’s divisão Brasil Pequenos heróis Reforçando o Movimento Cartoon, plataforma de desenvolvimento social infantil, o Cartoon Network promove a 7ª edição de sua corrida de rua, em São Paulo. Com a temática Todo Mundo é um Herói, a atração tem patrocínios da Yazigi, Piraquê, Toddynho, Sunny, Danoninho, Riachuelo e Ri Happy e terá ativações das marcas durante o evento, no dia 3 de setembro. Bola cheia Dados do YouTube Insights, divulgados na semana passada, reforçam a popularidade do esporte para o brasileiro. O interesse por vídeos nesse segmento é três vezes maior do que sobre tecnologia. Aos poucos, as mulheres têm ganhado representatividade na plataforma. Da audiência que consome futebol, 20% é feminina. dia de futebol Esqueça o batizado do sobrinho ou o almoço em família. O único compromisso para o torcedor às quartas e domingos é o futebol. Esse é o conceito da nova campanha de valorização ao esporte da Globo, que segue a tag line Futebol na Globo. Aqui é emoção. A modalidade esportiva, aliás, tem alcançado audiência recorde no 1º semestre. Nas partidas dos campeonatos estaduais e no Brasileirão, registrou a maior média parcial dos últimos oito anos, chegando a 24 pontos e 42% de participação, no PNT (Panorama Nacional de Televisão), e a 23 pontos e 39% de participação em São Paulo. Reprodução jornal propmark - 31 de julho de 2017 31

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