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edição de 29 de maio de 2017

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Danúbia Paraizo No

Danúbia Paraizo No mercado de agronegócios há 20 anos, completados no fim do ano passado, o Canal Rural agora se prepara para expandir sua atuação nos grandes centros urbanos. Segundo Júlio Cargnino, que acaba de assumir a presidência da emissora, a empresa tem voltado seu olhar para o público além do campo. Donário Lopes de Almeida, que esteve no comando por dez anos, torna- -se conselheiro para assuntos estratégicos. “Estamos mudando o foco, construindo o Canal Rural do futuro, mais orientado no digital. A conectividade no campo já é realidade. Queremos oferecer novas oportunidades de transmissão de conteúdo”, destaca Cargnino. Segundo o executivo, o modelo de distribuição da emissora hoje é majoritariamente via satélite e parabólica, daí a necessidade de complementar a operação com outras plataformas. Diversificar a distribuição também faz parte da estratégia de se atingir novas audiências por meio de conteúdos no mobile e serviços de streaming, como a recente parceria com o Netflix para a veiculação da série Na Estrada. O documentário, no estilo reality show, mostra como é o dia a dia dos caminhoneiros que percorrem as principais rodovias do país cuidando do transporte de cargas vivas e de commodities como soja e milho. A atração, sobre os dilemas familiares, questões de segurança e outros assuntos, tem 13 capítulos e em breve estará disponível para os assinantes da plataforma dedeos via internet. “Já somos referência em fornecer informações de mercado para o agronegócio, mas a temática precisa ser apresentada para um público mais ammídia Canal Rural quer ir além do homem do campo e investe no digital Novo presidente da emissora, Júlio Cargnino, afirma que está mudando o foco para construir o futuro e diversificar a distribuição de conteúdo Júlio Cargnino, que está à frente de projetos multiplataforma do Canal Rural Divulgação “A conectividAde no cAmpo já é reAlidAde. Queremos oferecer novAs oportunidAdes de trAnsmissão de conteúdo” plo. A negociação com Netflix vai nos ajudar a distribuir conteúdo para o público urbano”, ressalta o executivo. Outra iniciativa de conteúdo pensado para o digital é Sol a Pino, primeira série de ficção produzida pelo Canal Rural. A produção está sendo feita em parceria com a Scriptonita Films, com criação e produção de Luca Paiva Mello, responsável por projetos como O Negócio (HBO) e Mothern (GNT); Renato Modesto, autor e colaborador de novelas na Rede Globo e Record; e Roberto Martha, ex-diretor de produção da Discovery. “O argumento está pronto. Já foi aprovado na Ancine e SP Cine para captação de recursos. Agora estamos apresentando para empresas e para rodar ainda este ano e exibir em 2018”, explica Cargnino. A distribuição será feita no Canal Rural e em plataformas de streaming como o Netflix. “Chegamos ao formato de ficção porque não há melhor abordagem para o agro do que a emoção. Queremos abordar em profundidade o caráter dos personagens, resgatando a riqueza do campo. No documentário, não atingiríamos um universo tão diverso”. Para completar a estratégia de atingir novos públicos, a emissora tem projetos de conteúdo em parceria com canais especializados na cobertura de agro que operam em outros países na América Latina. Desde 2014, o Canal Rural integra a rede Agrotendência TV, canal de TV paga que veicula conteúdo de 12 países, entre eles, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela. Por enquanto, as atrações são próprias e independentes, mas a partir de agora a ideia é se aproximar desses canais para propor projetos em parceria. “A ideia é internacionalizar conteúdos brasileiros na América Latina, fortalecendo não só essa rede, mas o agronegócio brasileiro”, destaca Cargnino. Associadas às novas estratégias, a emissora prevê ações presenciais com seu time de especialistas e apresentadores. O objetivo é manter a proximidade com seu público, que já é cativo. O projeto Connect será lançado no mês que vem e promete levar o casting do Canal Rural em fóruns e debates em todo o Brasil. “Nossos agronômos, veterinários e economistas, entre outros, são verdadeiros influenciadores digitais do segmento. Vamos fornecê-los para produção de conteúdo. Serão palestras gratuitas financiadas por patrocinadores”, finaliza o executivo. 48 29 de maio de 2017 - jornal propmark

míDia Publicidade impacta 45% das receitas da Disney Investimento em conteúdo nacional busca maior aderência à cultura brasileira Paulo Macedo investimento em conteúdo nacional está O na pauta dos canais Disney. O plano é que a grade de programação tenha maior aderência à cultura popular brasileira. A produção mais recente é a série Juacas, cuja temática central é o surf. Ela será exibida a partir de julho, no Disney Channel, um dos principais canais infantis das TVs pagas do país. É a primeira vez que há externas nas gravações. Elas foram realizadas em Itacaré, na Bahia, com produção conjunta da Cinefilm e Chatrone. A executiva Cecília Mendonça, vice-presidente de canais para a América Latina da Disney, afirma que é uma estratégia que veio para ficar. E vem de longa data. O legendário Walt Disney desenhou o personagem Zé Carioca durante uma visita ao Rio de Janeiro na década de 1940, a partir das suas observações da malandragem dos cariocas. “O Disney Channel vem dedicando cada vez mais espaço e investimento em conteúdos locais. Eles são importantes para trazer a linguagem, a cultura e o humor brasileiro para a programação, aproximando ainda mais o canal do seu público, explica Cecília. O conteúdo nacional agrega valor à programação. “Sempre pensamos em conteúdos que rompem fronteiras e seguem sendo localmente relevantes. Esses conteúdos também são importantes por sua qualidade, valor artístico e mensagens; buscamos uma conexão emocional e uma maior aproximação com nosso público”, afirma. A legislação brasileira limita o volume de publicidade para o público infantil, mas a Disney, nas palavras de Cecília, está alinhada com as regras. “A Disney é respeitosa com todas as regulamentações que existem em todos os países em que está presente; o canal se adequa às leis e regulamentações que existem no Brasil a respeito desse tema. Nos canais, a publicidade representa 45% da receita do departamento da Disney Media Plus. Os formatos publicitários utilizados são comerciais de 30 segundos, vinhetas de patrocínio assinadas e qualquer spot customizado para atender às demandas de projetos diferenciados”, ela finaliza. Fotos: Divulgação Cecília Mendonça comanda a divisão de canais da Disney na região lationamericana jornal propmark - 29 de maio de 2017 49

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