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edição de 29 de maio de 2017

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STORYTELLER Maica/iStock

STORYTELLER Maica/iStock Noite de autógrafos Não há escritor que não tenha certeza do vexame mais completo LuLa Vieira Não lanço um livro novo há alguns anos. Tenho medo da noite de autógrafos. A pior coisa que pode acontecer para um escritor é noite de autógrafo. Ou melhor, é a pior coisa que pode acontecer a um ser humano. Não existe casamento, divórcio, execução, tratamento de canal ou discurso de senador que se compare a uma noite de autógrafo. Primeiro a gente passa o dia correspondente àquela noite infeliz vivendo a certeza de que não vai aparecer ninguém. Jamais conheci um escritor que se considere ou ache que a distribuição dos convites foi feita com um mínimo de responsabilidade. Durante todas as horas que antecedem a noite de autógrafos não há escritor que não tenha certeza do vexame mais completo. Na sua percepção, ele acha que pouquíssimos jornais se deram o trabalho de publicar umas poucas linhas a respeito do acontecimento. E que ninguém recebeu o convite, claro que por negligência da divulgadora (ou divulgador), que só trabalha nessa profissão por absoluta incapacidade de se dedicar a strip-tease, à política ou ao assassínio de aluguel. Isso sem contar com a má vontade dos donos da livraria e o pessoal do bufê, que, juntamente com os garçons recrutados entre os carcereiros de Bangu I, conspiram para o fracasso total da festa. E o vinho quase sempre é vagabundézimo, o salgado nojento e a Coca-Cola quente. E a diet sempre acaba antes da hora. Claro que o leitor já percebeu que tudo isso ocorre somente na imaginação paranóica do infeliz que vai fazer a noite de autografo. Mas toda essa apreensão, toda essa angústia, ainda não é nada diante do medo insuportável de esquecer o nome das pessoas que comparecerem. Atualmente existe uma santa providência de colocar um pedaço de papel dentro do livro, partindo-se do princípio de que a maioria dos autores esquece o nome da própria mãe no momento da dedicatória. Mas tem sempre o animal que se sente íntimo e joga fora o papelzinho, ou se recusa a dar o nome ao atendente no balcão. Este tipo de escroto merece ser exposto a execração pública. “E quem é você, sua perua anônima? Nunca te vi mais magra, sua bruxa velha!”. Numa dessa, em pânico, já esqueci do nome do meu melhor cliente e, outra vez, vendo que minha mulher se afastava e, consequentemente, eu estava sem nenhum apoio, fiquei tão nervoso que esqueci o meu nome. Sem contar que, lendo um nome de relance escrito na capa e feliz em identificar algo compreensível, acabei fazendo uma dedicatória a... Agir, a própria editora do livro. Há sádicos que em noite de autógrafos exigem dedicatórias especiais, como demonstração de importância. Cansado de inventar fórmulas novas para este tipo de chato, já escrevi: “Ao Estevão, com os votos de que ele vá tomar no cu”. E assinei embaixo. Fez o maior sucesso, até hoje não sei como. Acredito que dei certa demonstração de intimidade. Não me lembro quem seja o Estevão. Só espero que ele tenha se divertido. Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br 18 29 de maio de 2017 - jornal propmark

ideias Bot sugere citação para fotos das redes sociais Ação da WMcCann para LeYa incentiva leitura com ferramenta no Messenger Diariamente, as redes sociais têm mais de 14 milhões de postagens, apenas no Brasil, segundo o Facebook. Por analisar esse uso intenso, a editora de livros LeYa apresenta a ação #CitaçãodoDia para fomentar o interesse pela leitura. Assinada pela WMcCann, a iniciativa quer estabelecer ligação entre o hábito de postar imagens de citações e o portfólio de obras e autores de LeYa. No Messenger, do Facebook, um bot sugere frases de autores da editora de temas variados. A busca pela melhor citação para acompanhar a foto pode ser refinada de duas maneiras. Na primeira, o usuário pode descrever a imagem que quer postar, dando dicas de temas que melhor se encaixam. Na segunda, é possível ir, diretamente, no tema desejado, ordenado por sentimentos, como amor ou amizade; ou na localização, como praia, restaurante e academia, por exemplo. Depois que o usuário escolhe a citação que melhor se encaixa à imagem, o bot envia um link para identificar de qual obra o trecho foi extraído, oferecendo ao leitor a opção de compra do livro. “Acho que essa iniciativa é mais que urgente: nos conectamos com o público em sua linguagem, trazemos à riqueza das imagens a beleza fundamental das palavras e autores, e estimulamos a leitura”, explica Leila Name, diretora-geral da LeYa Brasil. Usuários descrevem a foto e recebem uma citação automática Divulgação curtas O programa Bom pra Cachorro, que terá conteúdo e informação sobre o universo pet, vai para o ar no YouTube da RecordTV a partir desta semana. A atração terá episódios semanais e apresentação de Julinho Casares (foto). Ele dará dicas sobre raças, perfil e peculiaridades de cães, espaço necessário e compatibilidade com o temperamento e características de cada raça, por exemplo. No quadro Meu amigo, o apresentador vai mostrar cães de celebridades e curiosidades da relação com seu dono. Vale lembrar que o Brasil é o 4º país no ranking de população de animais de estimação no mundo, com 132,4 milhões de pets. Em 2015, a indústria pet brasileira movimentou R$ 18 bilhões. Nesta terça (30), será realizado o Fórum Jovem Pan com o tema Alimentação do futuro. O objetivo é debater os próximos passos em relação à produção e exportação de proteína animal, soja, milho, laranja, café e algodão, por exemplo, considerando que o Brasil é um dos principais produtores de commodities do mundo. O evento ocorre no Tivoli Mofarrej, a partir das 8h, em São Paulo. Fotos: Divulgação Seller é a nova agência no mercado de comunicação. Liderada por Carlos Perrone (foto), publicitário que esteve envolvido no case Número 1, da Brahma, a empresa desembarca no cenário da comunicação com ênfase em três fatores: exigência para que se entenda o negócio do cliente; a economia compartilhada, com oferta de serviços integrados on demand; e a demanda por um novo formato e oferta de serviços, seguido de uma remuneração diferenciada. O lançamento ocorre após um período de quatro anos atuando como consultor de empresas como Pepsico, Pernod-Ricard, BRF e Tribo Digital, onde foi o gestor da conta do Bradesco. Antes disso, Perrone foi diretor-geral da Agência Pepper e atuou entre 1991 e 2005 no Grupo Fischer/Total, sempre à frente de projetos de grandes marcas. “Somos, em parte, remunerados pelo ROI de projetos e campanhas, mas, para um próximo período, já teremos participação nos resultados de dois de nossos clientes. Isso sim podemos chamar de comunicação de resultados”, afirma ele. jornal propmark - 29 de maio de 2017 19

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