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edição de 29 de maio de 2017

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mercado vos de marketing”, afirma. No caso da F.biz, a área nasceu oficialmente em 2015, embora a agência venha trabalhando com tecnologia para seu cliente Netshoes desde 2007, redesenhando processos de trabalho para a Multiplus e gerenciando projetos de TI ligados ao universo do marketing para a Unilever em âmbito global. Pedro Reiss, co-CEO da F.biz, destaca que no centro da discussão está o anunciante. “Agências e consultorias têm perfis diferentes e hoje um CMO tem acesso a um espectro maior de competências que pode recrutar. O marketing mudou, precisa se preocupar, por conta do comportamento digital das pessoas, com tecnologias, dados, ferramentas. O diretor de marketing se vê numa posição nova de combinar e escolher parceiros. E buscar quem melhor entrega. Não vejo meus clientes preocupados se sou agência ou consultoria”, argumenta Reiss. Roberto Lautert, sócio de Júlio Ribeiro na nova JRP, afirma que as agências deveriam atuar um pouco mais como consultorias para o desenvolvimento dos seus clientes e não apenas como fornecedoras de serviços de marketing. O que as agências têm de único, na sua visão, é a capacidade de criar conceitos e ideias com potencial de transformar empresas. Incomodada com consultorias avançando sobre a “praia das agências”, Gal Barradas, sócia e co-CEO da BETC/Havas, afirma ser natural que agências se transformem, mas acredita que elas estão se distanciando do que está verdadeiramente no seu DNA desde sempre: usar a criatividade para vender. “Gosto muito e valorizo a tecnologia, ela também nos inspira a novas ideias, mas nada substituirá a arte de encantar, engajar, seduzir, convencer, vender. Nós somos especialistas em conexões culturais que são valiosas e duradouras. Aí vejo o movimento das consultorias, cujo DNA está em processos, análises e estruturas, desejando avançar sobre o mercado publicitário. Enquanto nós, publicitários, não voltarmos a nos orgulhar da nossa profissão, do nosso talento em criar e vender, veremos outros tipos de empresa querendo invadir a nossa praia”. Marcio Santoro, CEO e copresidente da Africa, por sua vez, acredita que o trabalho de em- Pedro Reiss: “agências e consultorias têm perfis diferentes” “nãO acreditO que, mesmO cOm criativOs, essas empresas realizarãO um trabalhO cOm a capacidade que as agências têm de ser criativas e disruptivas” presas com DNA de consultoria é respeitável, mas terá sempre um DNA de análise e não de comunicação. “Não acredito que, mesmo com criativos, essas empresas realizarão um trabalho com a capacidade que as agências têm de ser criativas e disruptivas”, opina. Vitor Barros, vice-presidente de atendimento e gestão da Propeg, concorda com Santoro: “Há uma diferença grande entre contratar os criativos do meio publicitário e ter uma entrega que seja de fato criativa e consistente”, argumenta. David Laloum, presidente da Y&R, reforça que, no universo do marketing, os consultores diagnosticam, prognosticam, porém, de maneira geral, não estão sempre presentes para assumir os resultados das suas recomendações. “Será interessante observarmos o oposto, como as consultorias vão trabalhar com a subjetividade, a emoção de fazer rir e chorar, a velocidade de acompanhar as mudanças em real time, com mudanças de mercados imprevisíveis, estruturas de empresas cada vez mais ágeis e flexíveis e tendo de não só implementar regras, mas de executá-las, assumindo as consequências da sua recomendação”, ressalta. Segundo Mario D’Andrea, presidente da Dentsu, que assume nesta terça-feira (30) a presidência da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), o que as agências podem aprender com as consultorias é entender todas as nuances dos negócios dos clientes (desde que eles abram seus dados para elas) e a cobrar pelo seu trabalho. “Num mundo em constante mudança, nosso trabalho implica num constante aprendizado e um processo de melhoria contínua. Nossa atuação e nosso negócio precisam estar em constante revisão, assim como todos os modelos de negócios estão. Não porque queremos ou gostamos, mas porque o consumidor de amanhã é diferente do de hoje”, conclui. A entidade está com um anúncio para marcar a posse da nova diretoria encabeçada por D’Andrea, que posiciona as Fotos: Divulgação Mario D’Andrea: “trabalho implica num constante aprendizado” agências como construtoras de marcas e geradoras de riquezas e defende, entre outras coisas, a remuneração por concorrências e pelos serviços de inteligência prestados por elas que não envolvem a compra comissionada de espaços. A nova diretoria pretende promover o orgulho pela profissão que tem na criatividade um grande ativo. Eduardo Simon, CEO da DPZ&T, tem um olhar positivo para as transformações. Para ele, a entrada das consultorias faz com que agências busquem renovação, inovação e formas inéditas de criar relevância para os clientes. “Se novas empresas estão tentando oferecer o que a gente oferece, eu não vejo isso como uma mudança negativa. O importante é usarmos o nosso patrimônio, o conhecimento que temos das marcas que trabalhamos, e sempre nos posicionarmos como especialistas em comunicação para fazer bem o que fazemos. É difícil imaginar que uma consultoria ganhará rapidamente essa experiência de estratégia de mídia acumulada ao longo de décadas. Em outros mercados há um questionamento em relação à habilidade das consultorias em falar de mídia justamente porque são novatos no segmento e não basta só contratar pessoas para isso dar certo. Não é assim que se forma um time vencedor”, afirma. 14 29 de maio de 2017 - jornal propmark

Alisson Fernández vazamento da conversa O entre o jornalista e colunista político Reinaldo Azevedo e a irmã do senador afastado Aécio Neves, Andrea Neves, levantou a discussão sobre a violação dos direitos de sigilo da fonte. O bate-papo, que foi retirado do sigilo de todos os documentos da delação premiada dos donos da J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista, causou indignação e protestos de grande parte das entidades de imprensa de todo o país. Para a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), se não tivermos uma imprensa livre é impossível construir uma sociedade consciente. “O direito de sigilo da fonte tem de ser preservado. Não é apenas um privilégio do jornalista, o direito presermErcado Entidades se posicionam contra violação do direito de sigilo da fonte Caso envolvendo o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves coloca em discussão a quebra de direitos garantidos pela Constituição Federal Sem uma imprensa livre não é possível construir uma sociedade consciente va o bem comum e o coletivo. Temos o direito de informar a sociedade”, comenta o diretor-geral da Aberje, Hamilton rtiom/iStock dos Santos. Já para a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), o dever de preservar informa- ções sigilosas é dos órgãos de governo e de seus servidores; não dos profissionais jornalistas, que não cometem nenhum crime ao fazer o trabalho de divulgar informações de interesse jornalístico. Segundo a Fenaert (Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão), a divulgação do diálogo pelo STF (Supremo Tribunal Federal) quebra direitos fundamentais garantidos pelo Artigo 5º da Constituição Federal. “O conteúdo dos áudios jamais poderia ser divulgado publicamente”, afirma o presidente da Fenaert, Guliver Leão. A divulgação do áudio levou Azevedo a pedir demissão da revista Veja. Ele agora passa a fazer parte do time de contratados da RedeTV!, onde será âncora do Pela Ordem. O jornalista também vai comandar programa na BandNews FM. “ A ELEMIDIA MEXE COM MINHAS VENDAS PORQUE TEM CREDIBILIDADE E IMPACTA NOS MOMENTOS DE TOMADA DE DECISÃO. Roberto Gnypek VP de Marketing McDonald’s “ M exe com a sua cabeça elemidia.com.br jornal propmark - 29 de maio de 2017 15

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