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edição de 29 de fevereiro de 2016

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Digital E-commerce

Digital E-commerce deve faturar R$ 44,6 bilhões em 2016 Relatório Webshoppers, gerado pelo E-bit/Buscapé, calcula que o Brasil já soma mais de 39,1 milhões de consumidores online Mariana Zirondi e-commerce brasileiro já O soma mais de 39,1 milhões de consumidores, teve faturamento de R$ 41,3 bilhões em 2015 e registrou um crescimento de 15,3%. Os dados fazem parte do relatório Webshoppers, realizado pelo E-bit/ Buscapé e divulgado no último dia 24. A expectativa para este ano é um pouco maior: R$ 44,6 bilhões. A forma como o relatório contabiliza a quantidade de consumidores mudou, explica Pedro Guasti, fundador da E-bit, VP de relações institucionais do Buscapé Company e presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da Fecomercio-SP. “Até a edição 31 do Webshoppers, a gente divulga- va o número de consumidores no e-commerce independentemente se aquelas pessoas tinham comprado ou não. O número era um acumulado desde o ano 2000. Mas na edição anterior, e nesta também, a gente tem mostrado pessoas que consideramos consumidores ativos, que realizaram, pelo menos, uma compra no ano que estamos analisando. Em 2015, temos aumento de 3% em relação a 2014”. Além disso, esses mais de 39 milhões de consumidores representam 50% do número de internautas ativos. “O Brasil tem mais de 110 milhões de pessoas com acesso à internet, mas que são ativos é algo em torno de 78 milhões. Isso mostra o potencial que o e- -commerce tem no Brasil, por- 72 29 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

os mais de 39 milhões de consumidores representam 50% do número de internautas ativos. isso mostra o tamanho do mercado ainda a ser conquistado pelo e-commerce brasileiro Os consumidores do e-commerce estão igualmente divididos entre homens e mulheres, com faixa etária entre 35 e 49 anos Adobe Stock que essa outra fatia pode virar compradora”, afirma. O ticket médio de compras em 2015 teve um aumento de 12%, totalizando R$ 388. Isso porque, segundo a pesquisa, aumentou a compra nos setores de telefonia e eletrodomésticos e também o preço dos produtos em geral. Além disso, as classes A e B passaram a comprar mais via internet e o frete grátis, muito popular em anos anteriores, se tornou mais restrito. André Ricardo Dias, diretor- -executivo da E-bit, destaca uma mudança no perfil do consumidor. “Isso por conta do enfraquecimento da classe C nas compras do comércio eletrônico e, em contrapartida, o aumento da participação das classes A e B, que já entendem que o e-commerce é parceiro para realizar compras, economizar, comparar preços e fazer a melhor escolha diante desse cenário no Brasil”. O relatório também destacou a participação das marcas no setor de celulares e telefonias. Em 2014, a Samsung liderava o ticket médio nas duas primeiras posições, seguida pela Motorola. O cenário, no entanto, ficou diferente em 2015. A Motorola assumiu a primeira posição, seguida pela Samsung e pela LG. A Samsung, no entanto, registrou aumento no ticket médio na compra de televisores, assumindo as três primeiras posições do ano passado. O perfil dos consumidores também foi avaliado na pesquisa, onde o gênero está igualmente dividido entre homens e mulheres. A faixa etária predominante é de 35 a 49 anos, em 39% dos compradores. Acima dos 50 também é expressiva, com 33%, além de 21% entre 25 e 34 anos e 8% até 24 anos. A idade média registrada é de 43 anos. São Paulo foi o estado brasileiro com maior número de vendas (37,7%), seguido por Rio de Janeiro (12,3%), Minas Gerais (12%), Paraná (5,4%) e Rio Grande do Sul (5,3%). A renda familiar dos compradores também foi analisada: 39% têm renda menor de R$ 3 mil; 22%, entre R$ 3.001 e R$ 5.000. A renda média geral é de R$ 4.761. As categorias mais vendidas em faturamento foram Eletrodomésticos, Telefonia e Celulares, Eletroeletrônicos, Informática e Casa e Decoração. Moda e Acessórios continuou como líder em volume de pedidos do comércio eletrônico, porém apresentou 19% de queda, se comparada a 2014. Ela é seguida por Eletrodomésticos (13%), Telefonia/Celulares (11%) e Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais (10%). As formas de pagamento variam, mas predominam o parcelamento em três vezes (63,5%), seguido por à vista (39,3%) e em dez vezes (14,6%). Os meios de pagamento mais utilizados são cartão de crédito (73,5%), boleto bancário (19,6%) e outros (7%). Cerca de 88% das compras são feitas com desktop e 12% via mobile. OmnichannEl Tendência mundial, o E-bit/ Buscapé também pesquisou sobre o omnichannel, que é a convergência de todos os canais utilizados pelas empresas para integrar vendas em lojas físicas e virtuais. Dos usuários, 30% compram online e retiram na loja, no modelo pick up store. As categorias preferidas são Viagens e Turismo, Eletrônicos, Eletrodomésticos, Telefonia e Celulares e Livros. As categorias em que o consumidor mais utilizou canal online, nos últimos seis meses, para fazer compras, foram: Viagens e Turismo (72%), Eletrônicos (66%), Assinatura de Revistas (63%), Eletrodomésticos e Telefonia/Celulares (ambas com 61%), Informática (56%), Fotografia (53%), Livros (51%), Colecionáveis e Sexshop (ambas com 50%). Já as categorias menos exploradas pelo comércio eletrônico, aquelas que os consumidores ainda preferem comprar no canal offline, foram: Petshop (73%), Alimentos e Bebidas e Joalheria (ambas com 71%), Construção e Ferramentas (68%), Papelaria e Escritório (65%), Artes e Antiguidades e Artigos Religiosos (ambas com 61%), Acessórios Automotivos (60%), Flores, Cestas e Presentes (55%) e Saúde (54%). “A categoria de Bebidas e Alimentos está bastante evidente nos Estados Unidos e todos estão falando da oportunidade de crescimento nesse setor. Isso porque é uma categoria difícil de transportar, como os congelados, perecíveis e existe uma necessidade de consumo quase imediata. Então o desenvolvimento da logística para o delivery é necessária. Vemos um mercado muito importante, mas com participação muito pequena”, afirma Guasti. A pesquisa também elencou categorias em que existe grande participação de compras feitas via e-commerce e no varejo tradicional. Entre aquelas com maior sobreposição entre os canais on e off, estão Ingressos, Brinquedos e Games, Esporte e Lazer, Casa e Decoração, CDs e DVDs, Cosméticos, Perfumaria e Cuidados Pessoais, Moda e Acessórios, Instrumentos Musicais e Bebês e Cia. Os motivos que as levam a aderir ao omnichannel é o alto custo do frete, ao ver o produto antes da compra, atrasos e demora na entrega, insegurança em divulgar dados e burocracia para trocar um produto ou cancelar uma compra. jornal propmark - 29 de fevereiro de 2016 73

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