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edição de 29 de fevereiro de 2016

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sul online Ana Paula

sul online Ana Paula Jung propsul@uol.com.br Divulgação Duda Bündchen lança pulseiras pequena top Duda Bündchen, sobrinha de Gisele Bündchen, fez parceria com a gaúcha A Girelli Jóias e acaba de lançar a linha Duda Bündchen Charms Collection de pulseiras com pingentes colecionáveis para crianças e adolescentes. As peças já são vendidas em todo o Brasil e agora começam a chegar ao mercado internacional. A própria Duda desenhou os elementos que gostaria que estivessem na coleção e os desenhos serviram de fundo para as fotos de divulgação. São mais de 50 pingentes entre bolsinhas, cachorrinhos e corações. As pulseiras são produzidas em ouro 18 quilates e prata 950. As fotos da campanha foram feitas por Jean Pierre Kruze, com direção e conceito de Edu Santos, responsável pelo gerenciamento de imagem da top mirim. O fashion filme é de Lucas Cunha. Duda Bündchen, que desenhou os pingentes da coleção, em cena da campanha 60 anos A ARP (Associação Riograndense de Propaganda) comemora 60 anos em abril. Para celebrar a data, a entidade, presidida por Zeca Honorato, lança o Prêmio ARP Origens, em homenagem a quem fez e faz a história na indústria da comunicação do Rio Grande do Sul. Os profissionais e empresas serão escolhidos pela diretoria e conselho da associação, com base na sua contribuição para a profissionalização e a qualidade do setor ao longo dos últimos anos. Os destaques da publicidade gaúcha serão reconhecidos em evento em Porto Alegre, no dia 26 de abril. “É um dever de um mercado maduro como o nosso valorizar e reconhecer quem, lá atrás, abriu os caminhos para nós. O Origens será uma noite emocionante, com certeza”, diz Honorato. ÁrBitros A Zeppelin Filmes produziu uma série divertida para o History Channel, que entra no ar nesta segunda-feira (29). Chamada Um contra todos, mostra a dura realidade dos árbitros de futebol no Brasil, considerados vilões por todas as torcidas. A série com cinco episódios mistura documentário e reality. Traz entrevistas com personagens polêmicos e jornalistas esportivos renomados, entre eles, Serginho Chulapa, Dadá Maravilha, Juca Kfouri, José Roberto Wright, Edílson Pereira de Carvalho, Mauro Beting e Paulo Vinícius Coelho. A direção-geral é de Diego de Godoy. Entre as curiosidades e desafios das gravações, Matheus Mombelli, diretor da série, lembra que certa vez não puderam gravar em um campo numa favela do Rio de Janeiro porque traficantes estavam em guerra. Em outra ocasião, a produtora teve um cartão de crédito clonado ao comprar lanches para equipe, em um dos estádios. elefantes A Elephant Parade Floripa abre o leilão online beneficente das simpáticas esculturas. Cada elefante é uma obra de arte única e o lance mínimo é R$ 7 mil. O site ficará disponível para lances até 2 de abril, quando será realizado o leilão presencial. Com patrocínio do licor sul-africano Amarula, a exposição teve início em dezembro de 2015, e ficou aberta durante o verão catarinense. Reuniu 80 obras e atraiu mais de 70 artistas plásticos. Os recursos arrecadados com a venda serão distribuídos entre os artistas, preservação da espécie e 50 entidades. “Entramos na fase mais importante, o leilão beneficente. Estamos confiantes que teremos bons resultados”, diz Giovane Pasa, diretor da Elephant Parade no Brasil. Cerca de R$ 675 mil foi o valor máximo pago por uma escultura em um dos leilões que já passou por 18 países. 38 29 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

we mkt Marina Cota Parou! “Stop. A vida parou ou foi o automóvel?” Carlos Drummond de Andrade fRANCISCO ALBERTO MADIA DE SOUZA arou na subida e os breques não suportam o peso da crise. E assim, a indústria P automobilística brasileira, que em 2010 olhava para 2020 e acreditava bater nos 7 milhões de automóveis vendidos, não tem a mais pálida ideia de por quanto mais tempo vai voltar para trás e, entre mortos e feridos, quantos sobreviverão. Brasil, janeiro de 2016. Assim começou o ano de um dos mais importantes setores de atividade para a economia de qualquer país, muito especialmente para a do Brasil. Voltando para trás, para trás, muito para trás. Descendo a ladeira e de costas. Mesmo depois de rever para baixo e radicalmente seus números, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que acreditava terminar este ano com uma meta de 2,3 milhões de unidades emplacadas – queda de 7,3% sobre 2015 –, recusa-se a fazer qualquer nova previsão diante da vazante de janeiro: uma queda de quase 40% em relação a janeiro do ano passado. Mais precisamente, 38,8%! O mesmo número de oito anos atrás! Nesse ritmo... A fórmula mágica dos governos petistas era matadora – em todos os sentidos. Redução de impostos, crédito farto, juros baixos, alongamento do prazo dos financiamentos. Da noite para o dia, comprar um carro em 72 meses passou a caber no bolso de milhões de famílias brasileiras. E assim aconteceu. Soprou-se uma bolha de dimensões espetaculares, produziu-se um fake miracle. As pessoas acreditarem na mágica até é compreensível. Mas as montadoras acreditarem e apostarem no que não tinha o menor fundamento, base, sustentação; consistência zero; no que não resistia ao mais medíocre dos raciocínios era, no mínimo, patético; chocante; de causar perplexidade. Mas, assim foi. Em matéria de IstoÉ Dinheiro, assinada por Carlos Eduardo Valim, a lembrança do ano de 2012 e o sonho de Sergio Habib e da Jac Motors. Vou até o portal e a notícia da- da pelo O Globo permanece lá: Jac Inaugura Pedra Fundamental de Fábrica e Enterra Carro. No corpo do texto, a informação de que “a fábrica entrará em funcionamento no fim de 2014, com um investimento de R$ 600 milhões, e a meta de produzir – na primeira etapa – 100 mil unidades ano”. Em comemoração à data e ao evento, Sergio Habib, o sócio brasileiro, enterrou um modelo J3 no dia 26 de novembro de 2012, que só seria desenterrado em 26 de novembro de 2032, numa espécie da cápsula do tempo. Muitos dos players do mercado afirmam que naquele momento, e sem o saber, Sergio estava mesmo era enterrando um megassapo em seus sonhos e projeto. Janeiro de 2016, a JAC pulou fora do projeto e da parceria com Sergio Habib. E agora, sem o apoio da montadora chinesa, o projeto foi radicalmente reduzido e a previsão, de 2014, saltou para 2017. Ou, segundo muitos, para nunca mais... Na fotografia de janeiro deste ano, a Mitsubishi registra vendas negativas – em relação a janeiro de 2015 – de -53,5%; a Ford, de -53,3; a Fiat, -50,2%; a Renault, -49,6%; a Volks, -49,5%; A Peugeot, -44,4%; a BMW, -41,1%; a Citroën, -39,7: e a GM, -38,2%. A fábrica da Honda em Itirapina está concluída, mas não tem data para entrar em operação. A Chery vendeu 5,3 mil carros em 2015, diante de uma meta de 50 mil. E por aí segue a descida de costas ladeira abaixo... Dos 159,6 mil empregados diretos da indústria automobilística de outubro de 2013, hoje restam 129,4 mil. E desses, 41,9 mil em férias coletivas ou redução no salário. Isso posto, nunca mais, eu disse nunca mais, a indústria automobilística brasileira terá outro momento de euforia, delírio e estupidez semelhante a 2012. Nunca mais essa indústria será a mesma. E o processo de rescaldo demandará, no mínimo, os anos que restam desta década. E todos esses comentários e conclusão referem-se, exclusivamente, a uma crise conjuntural. Tem outra infinitamente mais grave, de natureza, que se traduz no crescente desapreço das novas gerações pelos automóveis. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br jornal propmark - 29 de fevereiro de 2016 39

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