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edição de 28 de agosto de 2017

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Fórum

Fórum de marketing Profissionais aproveitam intervalos de palestras para fazer contatos Durante o 8º Fórum de Marketing Empresarial representantes de agências, veículos e anunciantes trocaram informações nos corredores Fotos: Alê Oliveira e Divulgação 1 2 3 4 5 6 1. Luiz Sanches, da AlmapBBDO, e Mauro Preti, da Ceratti 2. André Pedroso, Reginaldo Ferrante, Thiago Lacorte e Jairo Soares, da Fischer Group 3. David Laloum, da Y&R, e Eduardo Gagliardi, da Danone 4. Cyd Alvarez, da NBS, e Thomas Roth, da Lua Nova Produções 5. Marcus Hadade, da Arizona, acompanhado por Denise Fernandes e José Eustachio, ambos da Talent Marcel 6. Walter Zagari, da Record, com Marcelo Parada, do SBT 7. Celia Pompeia, vice-presidente executiva do Grupo Doria 8. Armando Ferrentini, da Editora Referência, e Gustavo Ene, do Grupo Lide 7 8 44 28 de agosto de 2017 - jornal propmark

opinião Alê Oliveira A imprensa livre e democrática Walter longo* Ganhar um prêmio ou uma homenagem é sempre bom. E eu agradeço muito pela lembrança de meu nome. Mas ganhar esse prêmio nesta fase da minha vida, pelo que estou fazendo no Grupo Abril, tem um sabor ainda mais especial. A razão disso é que a Abril não é apenas uma empresa de mídia e sim um patrimônio da nação. Se sua existência sempre foi importante, ela é ainda mais relevante agora em tempos de Lava Jato e revisão dos índices de integridade no mundo dos negócios. Ao aceitar essa tarefa desafiadora, em março do ano passado, minha intenção era apenas contribuir de maneira protagonista com os destinos de uma empresa que tem um compromisso firme com o destino da nação. A Abril é uma organização que participa ativamente desse esforço que todos estamos fazendo, definido pelo ministro Barroso como a tarefa de trocar o país dos espertos pelo país dos justos. E estamos otimistas, acreditando que todo esse sofrimento econômico e social por que passamos nada mais é do que as dores de parto de um novo Brasil que está nascendo. Roberto Civita, que faria 81 anos no último dia 9, sempre disse que cabe à imprensa vigiar o poder, qualquer poder, custe o que custar. Principalmente se custar. E acreditem, tem custado muito! O posicionamento de nossos veículos e a separação inequívoca entre Igreja e Estado, entre editorial e comercial, é a maior prova de que nós estamos respeitando seu legado. Em momentos de bonança é fácil ser íntegro, independente e respeitoso com as regras. O meritório é fazer isso em momentos difíceis, de escassez de recursos e redução de investimentos. É nesse ambiente onde as tentações simplistas e a busca de atalhos acaba florescendo. E ainda mais num país que apresentava “Nós Não vamos arredar pé de Nossa missão patriótica de lutar por um Brasil melhor e mais íNtegro” nos últimos tempos uma guerra assimétrica, em que competência e eficiência acabavam sendo empanadas pelo conchavo e benesses a uma caterva de privilegiados e favorecidos. Mas isso está mudando. A imprensa livre e democrática está tendo um papel fundamental nessa revisão moral do país. E nós não vamos arredar pé de nossa missão patriótica de lutar por um Brasil melhor e mais íntegro. Nesse novo Brasil que tanto queremos, não haverá mais espaço para amigos do rei e sim para amigos do roi – return on investment. Podemos agora competir em pé de igualdade, sem favores escusos ou benefícios implícitos. É hora de trabalhar e esperar resultados pelo esforço e dedicação, não pela mão invisível da corrupção e da malversação. Nesse ano e meio em que estou à frente do Grupo Abril, diversificamos a nossa atuação, lançamos inúmeros produtos e serviços, batemos recordes de audiência multiplataforma, além de trazer títulos de volta, desenvolver novas parcerias e buscar implantar uma alma digital numa empresa tradicional de mídia impressa. Tudo o que esse valoroso time de colaboradores da Abril fez nesses 18 meses é condição essencial para reinventar nosso modelo de negócio. Mas se essa condição é suficiente, só o tempo dirá. É nisso que estamos trabalhando e entendendo que, se antes tínhamos de andar para não ficar no lugar, agora temos de correr para não sair do lugar. Nos tempos atuais, empresas não morrem por fazer as coisas erradas e sim por fazer as coisas certas por um tempo longo demais. Mudar deixou de ser opção e passou a ser obrigação. É essa a visão e é esse o ritmo que nos move. E eu agradeço muito poder estar aqui hoje recebendo essa homenagem em nome de cada um dos milhares de colaboradores do Grupo Abril. Walter Longo é presidente do Grupo Abril. *Texto fez parte do seu discurso no Prêmio Lide de Marketing Empresarial. jornal propmark - 28 de agosto de 2017 45

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