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edição de 28 de agosto de 2017

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esPeCiAl mídiA imPressA

esPeCiAl mídiA imPressA Audiência quer conteúdo sem barreiras de tempo ou formato Alê Oliveira O presidente da Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) e diretor de operações da Editora Abril, Fábio Gallo, observa que os caminhos mais utilizados atualmente pela mídia impressa para melhor se adaptar à nova realidade dos meios de comunicação são a adoção de experiências multiplataformas e fortalecimento do digital. O executivo pontua que o oferecimento do conteúdo dos impressos em diversas plataformas é mais importante que a faixa etária do leitor. “A produção de conteúdo multiplataforma, apoiada na credibilidade, curadoria e personalidade das marcas, já é uma realidade para todas as grandes editoras do mundo”, disse. Entre as estratégias na associação para o futuro próximo está uma promoção para levar o leitor ao PDV. Confira a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao PROPMARK. Fábio Gallo: “Eventos são excelentes oportunidades de estreitar a relação” CRISTIANE MARSOLA soluções Em todo o mundo, veículos de comunicação têm tentado diferentes caminhos para se adaptarem aos novos modelos de consumo de conteúdo, entretenimento e informação. Não há uma receita pronta ou única. Os caminhos são múltiplos, mas quase todos eles passam por experiências multiplataforma e pelo fortalecimento do digital. Pós-verdAde e fAke news Mentiras forjadas para encobrir a verdade sempre existiram, mas é fato que elas ganharam uma proporção muito maior com o advento das redes sociais. É muito mais fácil e mais rápido espalhar versões. A opinião pública precisa de veículos que se sustentam na credibilidade de seus conteúdos. Uma sociedade funcional não pode ser construída em cima de mentiras. Jogar luz sobre os fatos é um papel que continua e continuará a ser desempenhado pela mídia de qualidade. ConTeÚdo A produção de conteúdo multiplataforma, apoiada na credibilidade, curadoria e personalidade das marcas, já é uma realidade para todas as grandes editoras do mundo. A audiência constrói vínculos com os títulos/marcas de sua preferência e quer consumir o conteúdo produzido por eles, sem barreiras de tempo ou de formato. O conteúdo pode ser entregue sob a forma de uma revista, dentro de suas especificidades, ou de site, vídeos, aplicativos, posts e eventos, que são excelentes oportunidades de estreitar a relação entre um título e sua comunidade. Não há nada que os substitua em termos de experiência da audiência. AdequAção A audiência só existirá se houver adequação, relevância e credibilidade. A manutenção “Jogar luz sobre os fatos é um papel que continua e continuará a ser desempenhado pela mídia de qualidadede um diálogo constante entre títulos e suas audiências será cada vez mais importante, especialmente para o público jovem, acostumado à dinâmica das redes sociais. Cada tipo de leitor poderá escolher a plataforma mais adequada a suas necessidades e seus gostos. A era da imposição acabou. Estamos vivendo tempos em que o consumidor tem amplo poder de escolha. Ele diz o que, como e quando quer consumir. BAnCA Estamos trabalhando em conjunto entre editores, associação e distribuidoras para aumentarmos o fluxo nos pontos de venda. Estamos estruturando uma grande promoção para os leitores e acreditamos que essa ação ajudará no aumento do fluxo já no curto prazo. A campanha também contemplará os assinantes e os levará para a banca, seja para uma premiação imediata, seja para participar de um sorteio. De médio e longo prazos, são necessários movimentos que garantam mais pessoas indo às bancas, como wi-fi gratuito, coleta de produtos do e-commerce, compra de ingressos e quem sabe pagamentos. PlATAformAs Nós gostamos de ter opção. Queremos ter TV, cinema, streaming. Ouvimos rádio e consumimos notícias online. Consumimos o conteúdo de revistas e jornais. Vamos a eventos. A percepção é que as plataformas se somam e não se subtraem. Nunca houve tanta opção de escolha. Essa é a grande revolução, a qual todos nós precisamos nos adaptar. 26 28 de agosto de 2017 - jornal propmark

esPecial mídia imPressa “a confiança na informação tem um valor muito alto” Divulgação O conteúdo original e bem apurado, como pregam os valores do bom jornalismo, é o caminho apontado pelo presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais) e vice-presidente editorial do RBS, Marcelo Rech, para o futuro do impresso. “O meio impresso na indústria de mídia não existe como um elemento isolado. Ele é parte de uma empresa de comunicação, de um centro de produção de conteúdo. Há uma combinação de plataformas complementares ao jornal e à revista”, fala. O executivo defende que os anunciantes também já tomaram consciência de que estar em mais plataformas ao mesmo tempo é essencial para sua marca. Rech chama a atenção para o modelo de remuneração que deve prevalecer nos próximos anos: uma combinação de publicidade e cobrança de assinatura. Confira os principais trechos da entrevista concedida ao PROPMARK. Marcelo Rech: “É a combinação inteligente que gera o sucesso” CRISTIANE MARSOLA Pós-verdade e fake news Essa desinformação proposital está produzindo uma desconfiança. Não se sabe se aquilo é verdadeiro ou se é produzido para um efeito. Isso se transformou numa indústria internacional, que se vale da facilidade das redes sociais. A fonte da informação passa a ser a pessoa que compartilhou. Técnica É preciso colocar nossa expertise como profissionais de comunicação, nos valendo de valores da atividade jornalística somada à experiência para clarificar e questionar o que circula no digital de forma geral. É preciso confiar em jornalistas, em grupos de comunicação, para endossar as informações. Temos um longo caminho a percorrer. Há sinais de otimismo para os produtores originais de informações. Isso tem feito a audiência crescer. A Harvard Business Review, por exemplo, registrou o maior aumento de circulação da história. credibilidade A confiança na informação tem um valor muito alto. Os conteúdos que eu vou consumir nesses veículos de credibilidade representam o endosso da marca para o conteúdo apurado. Se a gente olhar a TV, por exemplo, temos a aberta, que é gratuita e de qualidade, e, mesmo assim, as pessoas pagam por TV por assinatura. Um pouco disso ocorre no impresso. Tem conteúdo de amplo domínio, gratuito, mas quanto mais diferenciado e original for o conteúdo, mais possibilidade de se cobrar por ele. Os jornais têm no DNA a produção de conteúdo. Os veículos abandonaram as notícias do dia anterior e passaram a trazer pontos de vista para reflexão. Aquele jornal com notícia do dia anterior está a caminho da irrelevância. assinaTuras x Publicidade O modelo de muitos jornais “Aquele jornAl com notíciA do diA Anterior está A cAminho dA irrelevânciA” era lastreado em publicidade. Hoje se combina publicidade com a cobrança de assinatura. O problema da mídia impressa era que a venda de assinaturas era cara. A logística era difícil. Agora caíram as barreiras do ponto de vista de produção. OuTras OPções Hoje tem vários caminhos para a marca se apresentar e estabelecer sua relevância para o leitor. Sempre que tem um evento ligado à marca é o veículo fazendo uma relação direta com o público, estimulando uma reflexão. Outro exemplo é conteúdo patrocinado, exclusivo, interessante... Esse tipo de conteúdo, cada vez mais presente, traz um valor diferenciado para o público e para os anunciantes. facilidade É nossa obrigação estar disponível na hora e na plataforma mais conveniente ao usuário. Não somos empresa de software, nem de impressão. Estamos no ramo da informação diferenciada. Não faz diferença de como ele vai consumir isso. anuncianTes O que hoje estamos vendo dos anunciantes não é mais “quero esta plataforma” ou “aquela”. É “esta”, “mais aquela” e “mais aquela”. A complementariedade das plataformas é a fórmula de sucesso. Nem só impresso, nem só redes sociais. É a combinação inteligente que gera o sucesso. Quem está fazendo programática está vendo as fazendas de cliques se espalharem como as mentiras na internet. Esse é um problema não resolvido. A mídia essencial tem muito mais controle de onde e como a marca vai aparecer. Leva 50 anos para ter reputação da marca e pode perder em dois minutos. jornal propmark - 28 de agosto de 2017 27

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