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edição de 25 de janeiro de 2016

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mErCadO Estudo mostra

mErCadO Estudo mostra otimismo dos CEOs brasileiros com economia Análise da PwC apresentada em Davos também relata críticas à ineficácia do governo e impostos Fotos: Divulgação Rafael Vazquez Os próximos 12 meses serão difíceis, mas há esperança e otimismo para uma retomada rápida do crescimento da economia brasileira. Esta é uma das principais conclusões da “19ª Pesquisa Global” com CEOs da consultoria internacional PricewaterhouseCoopers (PwC), realizada com 1.409 líderes de grandes companhias. O estudo foi apresentado na última semana durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que reúne as principais lideranças econômicas das nações desenvolvidas e em desenvolvimento. De acordo com os dados da análise, somente 24% dos CEOs que trabalham no Brasil estão confiantes no crescimento de seus negócios em 2016. No entanto, quando perguntados sobre os próximos três anos, 54% dos executivos entrevistados demonstram otimismo em relação ao aumento das receitas. No longo prazo, os líderes brasileiros mostram mais confiança do que a média global, que ficou em 49%. A expectativa positiva dos CEOs com os resultados das companhias que lideram passa à margem das avaliações que os mesmos executivos fazem de questões estruturais do país. Entre todos os mercados analisados, o Brasil é o que apresenta os maiores índices de preocupação em temas como déficit fiscal e o peso da dívida (93%), o aumento de impostos (89%), 12 25 de janeiro de 2016 - jornal propmark corrupção (83%), custos altos e inesperados com energia (74%) e regulação excessiva da economia (83%). Além disso, 72% dos executivos brasileiros observam mais ameaças para a saúde das empresas hoje do que viam três anos atrás. O vice-presidente da PwC no Brasil, Henrique Luz, explica que, embora os gargalos do sistema brasileiro incomodem e sejam obstáculos importantes para voos mais altos da economia nacional, essas questões sempre foram avaliadas negativamente desde o início da pesquisa, há 19 anos, e não necessariamente impediram o país de crescer por outros meios e gerar lucros para as empresas. “Nestes pontos, o Brasil sempre foi mal avaliado, mas o país tem um histórico que motiva os CEOs a terem confiança. O momento atual, por exemplo, tem algumas semelhanças com o período de 1985, quando havia altos índices de inflação e, consideradas as devidas proporções, também havia uma crise política por causa da migração da ditadura para a democracia”, compara. “Apesar do cenário, os líderes empresariais acreditam que a crise política será resolvida, de uma maneira ou de outra, respeitando a Constituição”, diz. Para Luz, o pessimismo em relação à economia está sendo aumentado, em grande parte, pela crise política e a resolução constitucional dos problemas que assolam o governo deve ajudar a turbinar a retomada do crescimento. Henrique Luz, vice-presidente da consultoria internacional PwC “ApesAr do cenário, os líderes empresAriAis AcreditAm que A crise políticA será resolvidA, de umA mAneirA ou de outrA, respeitAndo A constituição”

No entanto, o analista chama a atenção para a necessidade de resolver os problemas estruturais para que o país possa crescer de forma mais contínua e estável. “Existe uma confusão estabelecida por um emaranhado de impostos que precisa ser revisto”, conclui. CEnáriO intErnaCiOnal No âmbito internacional, questões políticas e sociais - como guerras civis na Síria e no Iraque, deslocamentos de refugiados para a Europa e conflitos entre países como Rússia e Ucrânia - têm preocupado cada vez mais os presidentes de grandes empresas. A pesquisa aponta que 74% dos entrevistados demonstraram inquietação com questões geopolíticas, que no momento só estão preocupando menos do que a regulação dos mercados, que tem sido considerada excessiva pelos executivos nos últimos anos, após a crise mundial eclodida em 2008. A preocupação com o aumento da regulação se mantém em primeiro lugar pelo quarto ano consecutivo, desta vez apontada como a mais alta por 79% dos líderes empresariais. “Independentemente do porte da empresa, os desafios enfrentados estão se tornando mais complexos, envolvendo geopolítica, regulação, segurança da informação, desenvolvimento social, pessoas e reputação”, diz Dennis Nally, chairman global da PwC, que comandou a apresentação do estudo em Davos e mencionou repetidamente termos como “economia em transição” e “momento de desafio”. argEntina prOmissOra Depois de mais de uma década sendo vista como imprevisível, com a eleição do empresário Mauricio Macri para a presidência, a Argentina aparece no estudo como um dos mercados mais promissores em 2016. O país foi citado positivamente por 20% dos CEOs brasileiros, atrás apenas de Estados Unidos (59%) e China (39%), apesar das ameaças de desaceleração do gigante asiático. Dennis Nally, chairman global da PwC, fala em economia em transição e desafios jornal propmark - 25 de janeiro de 2016 13

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