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edição de 24 de abril de 2017

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AgênciAS DM9 retorna ao

AgênciAS DM9 retorna ao segmento de automóveis com Subaru Empresa presidida por Paulo Queiroz tem objetivo de estar entre as cinco maiores do Brasil até 2019 Em frente à agência, Roberto Pedrosa, da Subaru; Paulo Queiroz, da DM9; Juliana Horvat, da Caoa; Almir Natalino, da Subaru; e Marcelo Braga, da Caoa Divulgação Claudia Penteado DM9 foi escolhida para ser A a agência de publicidade integrada para todos os produtos da Subaru, representada com exclusividade no Brasil pela Caoa. A marca era atendida pela Z+ e, antes disso, pela F.biz. Não houve concorrência. A Caoa se tornou a importadora oficial da montadora de veículos japonesa Subaru no Brasil em 1998, sendo que a marca já estava no país desde 1992. Fundada em 1917, como divisão automotiva da Fuji Heavy Industries, a empresa começou a produzir veículos em 1953. A palavra Subaru significa, em japonês, o grupo de estrelas Plêiades, representadas na logomarca. Atualmente, a linha de veículos Subaru comercializada no Brasil inclui os modelos Impreza Sedan, Subaru XV, Fores- “Estamos ganhando grandEs contas, rEtomando nosso Espaço no mErcado” ter (Sport e XT Turbo), Legacy, Outback, WRX e WRX STI. A montadora não está entre as de maior vendagem no país, mas globalmente trata-se de uma marca querida pelos clientes, quase como um time de futebol, que atrai clientes fiéis. A comunicação costuma explorar esse apego dos clientes e certa singularidade, em campanhas como Manifesto, criada pela F.biz em 2015, que homenageou os “donos de Subaru”, unidos pelo amor à marca. Em fevereiro deste ano, o jornal Ad Age publicou um artigo sobre os 50 anos de publicidade da Subaru nos Estados Unidos, onde a presença da marca completa, de fato, cinco décadas, destacando a campanha Love, da agência Carmichael Lynch, de Mineápolis, como uma das mais longevas e reconhecidas da publicidade mundial. Por sinal, a Carmichael atende a Subaru nos Estados Unidos desde 2007 e, no ano passado, criou diversas peças que homenageiam e revivem um pouco da campanha histórica. Marcello Braga, diretor de marketing da Caoa, afirma que a escolha da DM9 para atender a conta da Subaru ocorreu de maneira natural. “A agência nos apresentou uma estratégia diferenciada de divulgação da Subaru no Brasil, em sintonia com os valores da marca e os seus produtos. Nos próxi- mos meses, desenvolveremos ações e campanhas inovadoras, que reforçarão ainda mais os atributos da gama Subaru aos nossos potenciais clientes”, fala. A DM9, que já atendeu a Honda, registrou crescimento de 20% nos primeiros meses de 2017 em relação a 2016, e seu presidente, Paulo Queiroz, afirma que a chegada da Subaru - e de outras contas - é reflexo dessa “retomada”. Segundo o executivo, o objetivo é estar entre as cinco primeiras no ranking de agências e “ser a número um em satisfação de clientes até 2019”. Nizan Guanaes, sócio-fundador da agência, afirma que este é só o começo. “Cheguei para chacoalhar a DM9 e é isso que está acontecendo. Estamos ganhando contas, retomando nosso espaço no mercado. E tem muito mais por vir”, conta. 46 24 de abril de 2017 - jornal propmark

STORYTELLER Leonardo Azevedo O Passaralho Meus amigos jornalistas me falam dos voos de uma ave de péssimo agouro que atormenta as redações LuLa Vieira crise, esse assunto permanente nas A conversas brasileiras, com algumas exceções, atinge a todos. Principalmente na área da comunicação e das artes, seja pela mudança de modelo das empresas jornalísticas, seja na propaganda, onde os clientes, acreditando na possibilidade de atingir milhões por tostões, inviabilizaram parte do negócio, e até mesmo na indústria do espetáculo, onde a mistura de Lava-Jato, governos falidos e dificuldades de verba a todos mambemba. Essa situação cria um permanente medo em todos que trabalham na área. Todo dia ficamos sabendo de cortes de pessoal nas emissoras de rádio e televisão, nos jornais e na diminuição radical na média de salários da propaganda. Gente acostumada a transitar alegremente de emprego a cada oferta de salário melhor, hoje dá graças a Deus em conseguir um lugarzinho para trabalhar e retirar seu sustento. Já disse que há exceções, sempre haverá, mas a média é esta. Não é meu caso, registre-se. Como diria Tim Maia, estou ganhando uma fortuna, prestigiadíssimo, seguro e com o futuro garantido. Só ando mentindo um pouco. Meus amigos jornalistas quase que diariamente me falam dos voos de uma ave de péssimo agouro que atormenta as redações, chamada de Passaralho. Desde que pela primeira vez pisei numa redação de jornal, ouvi falar da existência desse ente voador que, de tempos em tempos, surge qual uma besta do apocalipse, eliminando pessoas em nome de metáforas como adequação aos novos panoramas, produção de conteúdo integrado ou racionalização de esforço gerencial. No fundo, redução de pessoal e redução de custo. Mais consequentemente ainda, redução de qualidade. Portanto, o fenômeno que causa a existência do Passaralho é, basicamente, a economia. O que se sabe é que os voos do Passaralho deixam um rastro de cabeças decepadas. Há um tempo de esperanças e felicidade. E um tempo de Passaralhos. Estamos nele. Acontece que na semana passada, pesquisando para um trabalho, encontrei na revista Carta Capital, na seção Plural, de responsabilidade de Carlos Leonam, a definição – digamos – oficial para o termo “Passaralho”, atribuída a um copidesque do Jornal do Brasil chamado Joaquim Campelo. Leonam reproduz o verbete que define o Passaralho e o considera, com justiça, um dos melhores textos da imprensa brasileira. Eu faço questão de reproduzir. Passaralho s.m (brasl). Designação popular e geral da ave caralhiforme, faloide, família dos enrabídeos (Fornicator caciquorum MFNB & WF). Bico penirrostro, de avultadas proporções, que lhe confere características específicas, próprio para o exercício de sua atividade principal e maior: exemplar. À sua ação antecedem momentos prenhes de expectativa, pois não se sabe onde se manifestará com a voracidade que, embora intermitente, lhe é peculiar: implacável. Apesar de eminentemente cacicófago, donde o nome científico, na espécie essa exemplação não vem ocorrendo apenas ao nível do cacicado. Zoólogos e passaralhófilos amadores têm recomendado cautela e desconfiança em todos os níveis; a ação passaralhal é de amplo espectro. Há exemplares extremamente onívoros e de ação onímoda. Trata-se este do mais antigo e puro espécime dos Fornicatores. No Brasil também é conhecido por muitos sinônimos, vários deles chulos. Até hoje discutem os filólogos e etimologistas a origem do vocabulário. Uma corrente defende derivar de pássaro+caralho, por aglutinação, outra diz vir de pássaro+alho. Os primeiros baseiam-se da forma insólita da ave; os outros pelo ardume sentido pelos que experimentaram e/ou receberam a ação dele em sua plenitude. A verdade é que quantos o tenham sentido, cegam, perdem o siso e ficam incapazes de descrever o fenômeno. As reproduções que existem são baseadas em retratos falados e, por isso, destituídas de validade científica. A mim só resta desejar, sinceramente, que o Passaralho jamais pouse em sua horta, amável leitor. Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br jornal propmark - 24 de abril de 2017 47

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