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edição de 24 de abril de 2017

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AgênciAs AKQA foge do

AgênciAs AKQA foge do modelo brasileiro de publicidade e ganha com inovação Escritório em São Paulo vem conquistando prêmios, como em Cannes, e tem entre seus clientes Google e Netflix, sem comprar mídia local KELLY DORES Pensa em uma agência inovadora e diferente? A AKQA é um bom exemplo do que não é uma agência tradicional. O escritório em São Paulo foi aberto em junho de 2014 e, aos poucos, vem mostrando a que veio realmente. Para começar, apesar do modelo de publicidade no Brasil contemplar criação e mídia dentro das agências, a AKQA - que pertence ao grupo de comunicação WPP - não compra mídia por aqui. “A gente se propõe a não ser uma agência de publicidade, digital, mas sim uma agência de ideias, independentemente de como essa ideia vai ser executada. A principal diferença que facilita muito é não ter a mídia dentro. A gente não compra mídia. Quando você tira isso, vê que tem muito a ser explorado. A execução pode ser a criação de um restaurante para uma marca, por exemplo”, conta Diego Machado, que comanda a operação em São Paulo ao lado do também diretor de criação Hugo Veiga. Ex-Ogilvy São Paulo, os criativos participaram do desenvolvimento do premiado case Retratos da real beleza para Dove. Uma campanha recente que envolveu mídia com criação da AKQA foi desenvolvida para o Google. Neste caso, a compra de mídia foi feita pela F/Nazca Saatchi & Saatchi. “Dá um Google foi toda criada pela AKQA e a compra de mídia offline foi feita pela F/Nazca. Óbvio que a gente tem a nossa inteligência de mídia, nosso direcionamento, mas não fazemos a compra efetivamente, porque senão o negócio da agência acaba virando a compra de mídia e não a criação. A gente acredita que para fazer projetos diferentes, inovadores, você tem de focar em ser pago por esses projetos e não pela veiculação deles”, opina o criativo. “Acho que isso acaba atraindo clientes que também têm esse Divulgação Hugo Veiga e Diego Machado na AKQA Casa, que já ganhou prêmio de arquitetura e abriu o espaço para abrigar startups e eventos pensamento de focar em ideias inovadoras e não necessariamente no plano de mídia. É um pouco mais solto. Temos a Netflix e o Google, por exemplo, que entendem o valor de trabalhar por hora, por job. A gente acaba trabalhando muito em projetos específicos também, inclusive com outros escritórios da AKQA no mundo”, completa o criativo. Questionado sobre como foi sair de uma agência tradicional para entrar na AKQA, ele conta que foi um choque no início. “A gente foi passar um ano fora para conhecer vários escritórios da AKQA no mundo, como Londres, Paris, Nova York e São Francisco. O primeiro dia, a gente passou só andando na criação de Londres conhecendo os projetos que nunca pensei que poderiam estar dentro de uma agência. Tinha uns 20 projetos globais da Nike, projetos enormes da Levi’s e do Google. A parte principal foi conhecer pessoalmente os talentos- -chaves e passar a ter uma relação bem próxima com eles. Essa “A gente se propõe A não ser umA AgênciA de publicidAde, digitAl, mAs sim umA AgênciA de ideiAs, independente de como essA ideiA vAi ser executAdA” troca foi bem importante nessa transição de sair de uma agência tradicional e entrar na AKQA”, destaca ele. No ano passado, a AKQA São Paulo conquistou nada menos do que quatro Leões em Cannes. O case premiado foi Don’t Look Away, criado para o cantor pop Usher. Disruptivo, o trabalho ganhou ouro em Entertainment Lions for Music e três bronzes: em Film, Media e Radio. A ideia foi lançar a música exclusivamente no site chains.tidal.com. Utilizando uma tecnologia de reconhecimento facial, a pessoa só conseguia ouvir o som olhando para o vídeo, que mostra os rostos e histórias de negros vítimas da violência. Se a pessoa desviar o olhar, a música para de tocar. Don’t Look Away é um dos exemplos de trabalhos globais criados pela AKQA em São Paulo. “A gente sempre trabalha em conjunto com outros escritórios da AKQA, como Londres e Nova York. Estamos sempre conectados”, observa o criativo. Quer mais exemplos de como a agência é diferente? A própria sede da AKQA em São Paulo é um deles. Conhecida como a AKQA Casa, instalada na Vila Madalena, ela já ganhou prêmio de arquitetura e abriu suas portas para abrigar startups, como a startup portuguesa de tecnologia Jack the Maker, e eventos em geral. “Estamos em um momento muito bom, com crescimento e vários projetos”, ressalta Machado. 44 24 de abril de 2017 - jornal propmark

aGências The Group busca oportunidades de ativação em feiras do agronegócio Segmento movimenta mais de R$ 900 bilhões por ano e permite soluções para clientes como Banco Santander, Goodyear e Man O agronegócio movimenta mais de R$ 900 bilhões no país. Além do peso no PIB, gera oportunidades para agências como a The Group Comunicação formalizar atividades nas feiras do segmento para seus clientes, entre os quais Man, Goodyear e Banco Santander. A expertise envolve planejamento, criação, produção, comunicação e logística dos stands. A Agrishow, maior evento de equipamentos e tecnologia da América Latina, que começa no próximo dia 1º de maio, em Ribeirão Preto, São Paulo, é um dos alvos. Mas, como enfatiza Fernando Guntovitch, são mais de 50 feiras anuais que permitem ações mercadológicas. Os diretores de planejamento Gê D’Avila e Juliana Autgau- curTas Marçal Neto / Divulgação Gê D’Avila (atendimento Santander), Juliana Autgauzen (Man e Goodyear) e Guntovitch zen ficam atentos às oportunidades. “A proposta da The Group é aliar conhecimento e habilidades para criar ativações capazes de unir informações técnicas atreladas ao comportamento de consumo emocional que está por trás dos stakeholders desses eventos. A comunicação permeia o entendimento do agricultor em atender às necessidades tanto dos profissionais que buscam oportunidades de negociação, quanto de desenvolver espaços mais humanizados e entrega 360º em todos os pontos de contato”, explicam os executivos. O CEO Fernando Guntovitch ressalta aspectos sensoriais de aplicação das marcas. “Outro ponto vital é a semiótica e a criação. São aproximadamente 800 marcas de expositores nas feiras, por isso é necessário entender os destaques visuais que chamam a atenção do consumidor e o que é um ponto diferencial. Nosso papel como agência é dar destaque àquilo que vai atrair o target ao espaço”, ele finaliza. A Ogilvy Brasil anuncia a promoção de Denise Caruso, que até então atuava como diretora de atendimento, para a função de codiretora de operações, tarefa que passa a dividir com Daniel Martins. No novo cargo, os dois executivos têm o desafio de coordenar algumas mudanças estruturais que passam pelas mais diversas áreas da empresa. “Muitas mudanças que estamos fazendo já vínhamos discutindo há meses e chegou o momento de colocá-las em prática para melhorarmos a operação e também para que possamos trabalhar mais integrados, sem fronteiras entre as unidades de negócio do Grupo Ogilvy”, diz Fernando Musa, CEO da Ogilvy & Mather Brasil. Fotos: Divulgação Após seis anos como diretor de criação na equipe comandada por Washington Olivetto na WMcCann, Duda Hernández (foto) deixa a agência para se dedicar à sua startup de branded content, a Bee Content Club. A ideia não é competir com agências de publicidade e produtoras, mas complementar seus trabalhos com soluções de comunicação e conteúdos de marca para anunciantes e canais de exibição, explica o publicitário. A sociedade ainda é composta pela executiva de negócios Daniela Pistone, ex-Havas Brasil, Grupo Accor e Eyeworks. “Fico muito feliz em ver que mais um dos talentos que trabalharam comigo esteja abrindo o próprio negócio. Isso tem acontecido em diferentes áreas. Vania Rolemberg, nas relações públicas; Nizan Guanaes e Affonso Serra, nas agências; Jarbas Agnelli, em produtora; Fred Siqueira, no digital; e, agora, o Duda em branded content”, avaliza Olivetto. jornal propmark - 24 de abril de 2017 45

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