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edição de 23 de janeiro de 2017

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parabéns, sampa!

parabéns, sampa! Investidores ajudam a multiplicar criações tipicamente paulistanas Com aportes de familiares, anjos e fundos de investimentos, startups de mobilidade 99 e Loggi surgiram na cidade, mas já ganharam o Brasil BárBara BarBOSa Apesar de caótico, o trânsito de São Paulo também pode ser fonte de inspiração. Para se ter uma ideia, duas startups que hoje contribuem para o desenvolvimento da mobilidade surgiram na cidade: 99 e Loggi, a primeira de táxis e veículos particulares; a segunda, de motofrete. Como a maioria, elas também precisaram de investidores-anjo e, depois, de parceiros maiores, que constituem a base para o desenvolvimento de muitos negócios. No caso da 99, que no início se chamava 99Taxis, a ideia do negócio veio há aproximadamente quatro anos de três politécnicos da USP (Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas), que investiram valores pessoais e conquistaram, em um ano, apenas 300 taxistas na base. Com aportes ao longo do tempo, a empresa se desenvolveu e hoje tem em sua base 140 mil motoristas. “A gente é uma empresa de pouco mais de quatro anos, começamos como qualquer startup, daquelas bem de filme, com um dos fundadores morando dentro da empresa. O início é sempre difícil, com dinheiro próprio, de parente. No primeiro ano, foram 200 motoristas cadastrados. No “Começamos o negóCio na Cidade mais Competitiva do Brasil. o traBalho é uma esCola, é desafiador e te ajuda a entender outros merCados” segundo, milhares. E aí no terceiro ano veio o investimento”, lembra Matheus Moraes, diretor de política e comunicação da 99. “Começamos o negócio na cidade mais competitiva do Brasil. O trabalho é uma escola, é desafiador e te ajuda a entender outros mercados. Começamos apenas com táxis e hoje somos uma empresa de mobilidade. Esse é um mercado extremamente competitivo e, para crescer, a gente precisa de capital”, acrescenta. Atualmente, a 99 tem investidores-anjo e outras categorias de investimento. No ano passado, por exemplo, a empresa conquistou aportes estratégicos da Riverwood Capital, acelerador global em tecnologia de alto crescimento, e da Didi Chuxing, que é a maior plataforma de Investidores olham para ideias com potencial de desenvolvimento e para empreendedores dedicados, diz especialista 32 23 de janeiro de 2017 - jornal propmark

Fotos: Nomadsoul1/iStock e Divulgação Fabien Mendez, idealizador e CEO da Loggi, startup de motofrete transporte móvel do mundo. O valor ultrapassou os US$ 100 milhões. “Esses parceiros trazem capital e nos ajudam em algumas frentes. A Didi, por exemplo, é a maior empresa de mobilidade do mundo. Só na China ela faz três vezes mais corridas que a Uber no mundo. Eles, inclusive, compraram a operação do Uber na China. E eles olharam para o mercado brasileiro e viram que era importante investir aqui, acreditaram em nós. Além do capital, agora a gente vai conseguir usar e compartilhar da tecnologia deles”, destaca Moraes. CrEsCImEnTO Com o investimento, a 99 deve dobrar o tamanho de seu time no primeiro semestre do ano e passar de 250 para 500 colaboradores, sendo a maioria alocada em São Paulo. O objetivo é, ainda neste ano, ser a líder no mercado de carros privados – projeto que teve início, no segundo semestre de 2016, com o lançamento da categoria 99Pop. História de sucesso parecida tem a Loggi, idealizada pelo francês Fabien Mendez, que vive no Brasil há seis anos. Criada há quase quatro anos, a sturtup surgiu quando Mendez, parado no trânsito de São Paulo, notou a quantidade de motoboys na cidade – algo incomum na Europa. Assim, hoje a empresa atua com três produtos que transformaram o mercado de entregas. “O primeiro produto criado foi focado em entregas via motoboy para o mercado corporativo. Depois criamos o Pro, que é um serviço inédito de entregas expressas para e-commerce. E em 2016 lançamos o Presto, que revoluciona o mercado de delivery ao unir serviço de motoboy “on- -demand” com meio de pagamento”, explica Mendez. Em 2013, a startup recebeu R$ 2,6 milhões de dez investidores- -anjo. De lá para cá, foram mais duas rodadas: em setembro de 2014, um aporte de R$ 10 milhões da Monashees Capital e da Qualcomm Ventures (series A, voltado para empresas que, entre outras características, já faturam), e o mais recente, de agosto de 2015, de R$ 50 milhões de três fundos de capital de risco – Dragoneer Investment Group, Monashees Capital e Qualcomm Ventures (series B, voltado para expansão de mercado). “Consegui captar a confiança de dois investidores, com jornal propmark - 23 de janeiro de 2017 33

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