Views
2 months ago

edição de 23 de janeiro de 2017

  • Text
  • Paulo
  • Janeiro
  • Brasil
  • Marca
  • Mercado
  • Propmark
  • Jornal
  • Anos
  • Marcas
  • Ainda

we mkt MIlustrações

we mkt MIlustrações Forever 21 ou Forever até 2021? “Porque a vida é fugaz, tão veloz, tão passageira. A gente sofre demais, por bobagens, por besteira. Tudo um dia se desfaz mesmo que queira ou não queira”. Jenário de Fátima Francisco alberto Madia de souza Nuvens negras nos céus da Coreia do Sul, 1981. Lei Marcial de volta. Já que não conseguiram ressuscitar o ditador militar Park Chung-Hee, ressuscitaram a lei. Do Won e Jin Sook decidiram pular fora. Hoje, 45 anos depois, figuram na lista dos bilionários de Forbes. 790 lojas em 48 países. Forever 21 ou Forever até 2021? Chegaram a Los Angeles, onde já morava a irmã de Do Won, num sábado. Ele, com 22 anos, e sua mulher, Jin Sook, com 25. Do Won comprou um jornal, descartou o editorial e foi direto à página de empregos. Na segunda de manhã já estava empregado na cozinha de uma lanchonete lavando pratos. US$ 3 a hora: “Meu sonho era me mudar de armas, alma e bagagens para os Estados Unidos. Eu sempre pensava, no próximo mês vou, no próximo mês vou e, finalmente, fui. Ou, melhor, vim”. Em três anos, o casal economizou US$ 11 mil. Em 1984, abriu a primeira loja, com menos de 100 metros quadrados de área. Fashion 21. 21 do dia da inauguração, 21 de abril. Diferencial de exclusividade, produtos de boa aparência por preços inacreditáveis. Fila nas lojas todos os dias. Anos depois, e apostando na perenidade, rebatizou-se. Saiu Fashion, e entrou Forever. Forever 21. E bem antes do que o casal imaginava, fincou sua bandeira numa loja de nove mil metros quadrados, na Times Square, o mesmo local onde reinou um dia a falecida Virgin. Do início do ano para cá, a Forever 21 começou a atrasar o pagamento de seus fornecedores. O movimento nas lojas declinou de for- ma sensível e inesperada. Nos cadernos de economia dos principais jornais do mundo uma mesma notícia: Forever 21 is in Financial Trouble. No New York Post, “atraso nos pagamentos leva Forever 21 a uma decisão surpreendente – fechar duas de suas principais lojas na Califórnia”. Segundo o Wells Fargo Bank, a empresa corre atrás de fundos para suprir seu debilitado caixa. E alguns de seus fornecedores só atendem novos pedidos desde que o anterior seja quitado. Forever até 2021? Quem sabe, provável. Estressou o modelo. JFF – Junk Fast Fashion. Um modelo absolutamente desconectado com as linhas por onde passará o futuro. Exauridos e extenuados pela moda das próximas horas, consumidores reconsideram a suposta felicidade do bonito e barato. Voltam a apostar no menos é mais. Que é preferível usar o mesmo dinheiro para comprar menos roupas de maior qualidade, que, portanto, durem mais. Se resistir até 2021 a Forever 21 descobrirá, tardiamente, que forçou a barra, que radicalizou em sua política e ultrapassou o limite inferior. Que confere honras, glórias e alguma grana no curto prazo, mas não se sustenta mais adiante. A morte é inerente à vida. Todas as espécies, mais cedo ou mais tarde, sem exceção, um dia, partirão. Mas, enquanto não chegue esse dia, devem se esmerar em busca de uma impossível perenidade. No caso das empresas, empresas feitas para durar, não apenas para um brilhareco de poucos anos ou décadas de vida. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 28 23 de janeiro de 2017 - jornal propmark

ParabénS, SamPa! courrtneyk/iStock Nos seus 463 anos, São Paulo adota todas as tribos; contribui ainda para a gestação, nascimento e desenvolvimento de empresas de vários segmentos da economia Especial aborda São Paulo como celeiro de inovações e de startups Nesta edição, o leitor encontra homenagem aos 463 anos da capital paulista, que aceita experimentar serviços e fomenta diversos negócios Neusa spaulucci Nas comemorações dos 463 anos de São Paulo, nesta quarta-feira (25), como já é de praxe, o PROPMARK faz homenagem à cidade que não para nunca e, por isso mesmo, o empreendedorismo lhe cai bem. Ela abraça sem cerimônia as inovações, os ambiciosos, os que gostam de desafios e os bons de braço, que não se assustam com o trabalho. Por tudo isso, as startups não poderiam se dar tão bem quanto na capital paulista. Nesta edição, nas páginas a seguir, o leitor encontra um especial que aborda o assunto, já que a cidade virou “uma espécie de meca desse novo comportamento empresarial, embora não seja uma exclusividade sua”. Você vai saber ainda que o Cubo Coworking é uma iniciativa do Banco Itaú, sócio-mantenedor e principal provedor com parceria do fundo de capital Red Point eVentures, e que a iniciativa trouxe novo vigor a esse ecossistema. Vai poder conferir também que empresas de tecnologia, como Google e Facebook, enxergam São Paulo como uma cidade com forte potencial para a economia digital, tornando- -se uma escolha natural para abrigar projetos que apoiem as startups. O Campus São Paulo, por exemplo, é uma iniciativa do Google para empreendedores aprenderem, conectarem-se e criarem empresas inovadoras e de alto impacto. Já o Facebook tem o seu FBStart, com mais de 9 mil startups, sendo que 440 delas são brasileiras. As novidades andam tão rápidas e movimentam tanto os negócios em São Paulo que até o Campus Party - que este ano chega à sua décima edição no Brasil - promete, além de proporcionar uma imersão nas últimas tecnologias, contribuir, mais uma vez, para o empreendedorismo por meio do programa Startup & Makers Camp, com o objetivo de impulsionar e capacitar talentos. A capital paulista também aceita e experimenta sem preconceito novidades em outras áreas. A gastronomia é um dos maiores exemplos. Nasceu em São Paulo o famoso bauru e o virado à paulista, sem falar na pizza, que dizem não existir melhor no mundo, nem na Itália, seu berço de origem. Alguns experimentos só podem ser realizados em São Paulo mesmo, já que a população está acostumada a maluquices de toda ordem e aprecia ineditismos, como os serviços relacionados com on e offline, como Uber e Airbnb. Foi em São Paulo que o Dia dos Namorados surgiu e as vitrines das lojas ganharam novo conceito. Nos anos 1930, o zelo pela exposição de produtos foi implantado pelo Mappin, extinta loja de departamentos, localizada no Centro, em frente ao Teatro Municipal. Ela chamava a atenção na época, mas ganhou ainda mais impacto quando Alex Periscinotto (ex-AlmapBBDO) chegou à empresa, em 1955, e provocou revolução no setor. Agora, é só conferir as reportagens do especial Parabéns, Sampa! jornal propmark - 23 de janeiro de 2017 29

PROPMARK

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.