Views
2 months ago

edição de 23 de janeiro de 2017

  • Text
  • Paulo
  • Janeiro
  • Brasil
  • Marca
  • Mercado
  • Propmark
  • Jornal
  • Anos
  • Marcas
  • Ainda

opinião

opinião PeopleImages/iStock o mundo mudou. precisamos conversar Sandra Poltronieri* As tecnologias trouxeram aceleração às transformações no mundo. Hoje ele é complexo e rápido. Aquele mundo estável, previsível, com organizações em que a hierarquia robusta garantia o controle de todos, acabou. E é neste universo conectado em redes que nascem as novas gerações que estão em nossas organizações. São indivíduos com acesso a tudo e a todos. É por meio das redes que cada indivíduo se manifesta, mobiliza pessoas, gera conhecimento e aprende. Neste novo mundo, as pessoas são ativas, críticas, autônomas, interagindo e propondo soluções. A nova geração não gosta de ser rotulada ou identificada de maneira genérica. Quer ser reconhecida pela autenticidade e pela sua personalidade. Aí vem a grande pergunta: as empresas dão este espaço verdadeiramente aos colaboradores? Antes de mais nada, é preciso que as lideranças, em sua grande parte de gerações provenientes de um mundo mais estável, estejam preparadas para se conectar a estas novas gerações. Em muitos casos, a cultura das organizações – e/ ou o perfil de liderança das empresas – pode ou não favorecer este ambiente de autenticidade oriundo desta nova leva de profissionais, dificultando assim o desenvolvimento profissional e, por consequência, comprometendo toda a estrutura da equipe. “SomoS todoS interdependenteS e iSSo é fundamental na grande engrenagem” Essa relação e entendimento passa primordialmente pelo diálogo, pela conversa. Segundo o livro Os segredos das empresas mais queridas, o retorno dos investimentos é de 1.000% nas companhias em que ocorre o diálogo efetivo. Esta comunicação passa por estabelecer relações de confiança antes de cobrar resultados, uma vez que líderes precisam reconhecer as próprias vulnerabilidades, promovendo a empatia e conduzindo conversas com reciprocidade genuína. O mundo mudou e cabe às organizações demonstrarem que são imparciais no tratamento em relação à idade, à cor, ao gênero e à orientação sexual. Isso está diretamente relacionado à individualidade tão valorizada pelas novas gerações. Já não cabe mais a vigilância para a geração de resultados. Criar um ambiente de confiança, no qual cada pessoa pode ser ela mesma, com liberdade para sugerir e construir em cooperação faz toda a diferença. Essa liberdade e senso de cooperação são percebidos e comprovados na prática. Na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens (Cia. De Talentos/Next View – 2015), quando perguntados o porquê da escolha de determinada empresa para se trabalhar, entre os motivos mais citados estão a possibilidade de inovar, os desafios constantes, o fazer o que gosta/realização e o desenvolvimento profissional. Mas, ao mesmo tempo em que a autonomia e a autenticidade das novas gerações precisam ser incentivadas, necessitamos também valorizar e conversar sobre a interdependência e a diferença entre autonomia e independência. Autonomia está relacionada diretamente ao fato de fazer parte do todo, atuando e se responsabilizando por ele. Nós somos todos interdependentes e isso é fundamental na grande engrenagem que faz rodar o dia a dia das corporações. Qual o papel dos CEOs neste contexto? Como as lideranças têm facilitado a criação do propósito e da autonomia em suas equipes? Qual o papel da área de recursos humanos neste novo mundo de conexões e interdependência? Estas são algumas das perguntas que nós, profissionais de RH, nos fazemos diariamente e discutimos em eventos e workshops da área. Com certeza as respostas não são tão fáceis de encontrar, mas cabe a todos este exercício de reflexão e diálogo. Precisamos abrir novas conversas para compreender este mundo em constante mutação no qual vivemos e convivemos. *Sandra Poltronieri é gerente de gestão de pessoas da Artplan sandra.poltronieri@artplan.com.br 18 23 de janeiro de 2017 - jornal propmark

PROPMARK

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.