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edição de 22 de fevereiro de 2016

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aGências Divulgação Pesquiseria traz diferencial estratégico à Giacometti Faria e Giacometti: “mercado carece de novas formas de investigação” Empresa já coordenou estudo mercadológico para Lojas Marisa e lidera Projeto 30, que analisa comportamento de mil jovens das classes ABC Paulo Macedo Acostumada a fazer trabalho de construção de marca com base em pensamento estratégico orientado por pesquisas mercadológicas, a Giacometti Comunicação resolveu acelerar há cerca de um ano a startup Pesquiseria, do empreendedor Tiago Faria, com investimento inicial de R$ 350 mil. O processo sob medida teve coordenação da Zhuo, consultoria de gestão, inovação e estratégia. A inspiração veio do mercado norte-americano, em que as agências de publicidade investem em áreas não relacionadas ao core business. O diferencial que a Giacometti buscou, porém, é “essencialmente estratégico para a agência, adotando a tendência corporate garage”. A operação da Pesquiseria é independente, mas já está colaborando com conteúdos para projetos da Giacometti, como uma análise das classes BC para as Lojas Marisa, cliente reconquistado no ano passado após quatro anos na AlmapBBDO, e Segurar (plataforma pioneira na comercialização de seguros online). Faria trabalhou na equipe de Denis Giacometti, sócio e presidente da agência, durante sete anos e está familiarizado com as demandas. “Investimos continuamente em pesquisas para dar suporte ao modo de atuar; somos uma agência que entende a dimensão humana que antecede o arquétipo consumidor. Nas pesquisas realizadas nos últimos anos, a equipe da agência reformatava a proposta das empresas contratadas para que o trabalho fosse adequado às premissas defendidas. Ao investir na Pesquiseria, houve uma cocriação da metodologia adotada”, disse Giacometti. A Pesquiseria está em campo para apurar dados para o estudo sociológico Projeto 30. O propósito é ouvir mil jovens das classes ABC e fazer conclusões sobre aspirações, sonhos, perspectivas e previsões sobre o futuro. Para estruturar essa ação, a Giacometti está investindo cerca de R$ 500 mil. A expectativa é que fique disponível para o mercado como fonte de inspiração. O tripé conhecimento, entendimento e sensibilidade orienta Giacometti desde que leu o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. “Uma agência de publicidade precisa ter em mente que sua missão é buscar fontes qualificadas para embasar seus projetos. Caso contrário não vai ser pertinente. Aportamos investimento nessa startup porque a pesquisa é imprescindível. É bom deixar claro que não é uma unidade da agência. É uma fornecedora de serviços de inteligência e material intelectual para o mercado. Nós também vamos encomendar projetos e sabemos que a Pesquiseria já nasceu com um novo pensamento de pesquisa, afinal os estudos etnográficos devem contemplar fenômenos como a falta de tempo das pessoas. O mercado carece de novas formas de investigação, metodologias e coparticipação”, destaca Giacometti. “Os projetos são tratados como um trabalho artesanal longe do estigma de que responder pesquisa é uma atividade extremamente chata”, salienta Faria, que prossegue. “O foco está em métodos qualitativos exploratórios, nos quais os consumidores se tornam parceiros das marcas. Quando estimulados, os consumidores podem ser extremamente inventivos; passam a ser coempreendedores e cocriativos”. Em ano de eleição, a Pesquiseria acaba de criar o selo Político, mas que usa o mesmo ferramental analítico de “elementos sociais para entender o coletivo”. “Entendemos que a política se faz no cotidiano, no contato de cada cidadão com diferentes aspectos da vida. A política diz respeito, intimamente, a cada um de nós. O objetivo desse selo Político é levar a cabo a vocação social e utilizar o know-how para ser porta-voz dos cidadãos frente às demandas sociais. A proposta é investigar em profundidade essas demandas e instigar a criação de propostas concretas; instigar uma cultura cidadã corresponsável não somente pelos problemas, mas pelas soluções”, explica Faria. 22 22 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

we mkt Marina Cota Os retornáveis "Ma nun mme lassá, num darme stu turmiento. Torna a Surriento! Famme Campá!" E. de Curtis, G.B. de Curtis. Francisco alberto Madia de souza Tinha sete anos. Minha mãe me mandou dar um pulinho no Bar King, na cidade de Bauru, comprar leite. Perguntou: “está levando o litro vazio?”. Respondi que não. “Então leve. Caso contrário, terá de fazer duas viagens...” Não acreditei. Na minha cabeça não fazia o menor sentido levar litro vazio e trocar, pagando pelo leite, por um novo e cheio. Tinha certeza que “seo” Manoel, que me conhecia e acreditava em mim, me entregaria o litro de leite em confiança que eu o levaria para casa, esvaziaria o leite no meu litro de leite e depois voltaria para devolver o litro de leite dele. Saindo do Bar King, perguntei se poderia ter levado o litro vazio e trocado pelo cheio ainda que não na minha embalagem e “seo” Manoel sorrindo, disse, “claro que sim, Chiquinho...”. Aprendi, naquele momento, que existem algumas ou muitas coisas retornáveis na vida. Ainda que não sejam exatamente as mesmas. Infelizmente, muitas outras, não retornam jamais. Durante décadas compraram-se e venderam-se cervejas, refrigerantes, leite e outros produtos em embalagens retornáveis. Mas aos poucos, com o progresso, prevaleceram os descartáveis e o mundo chega, agora, ao limite da poluição, da degradação. Volta e meia alguém tenta retornar com as retornáveis, mas em pouco tempo a tentativa é descartada e a poluição segue o curso em direção ao fim do mundo. Elon Musk, o maior dos “malucos” da atualidade, que dentre outros feitos hoje ocupa o trono que pertenceu a Steve Jobs como rei da criação (mais que Jobs mesmo, porque Jobs estava mais para inovação do que criação), tenta, de forma desesperada e lancinante, colocar em pé uma de suas muitas empresas, a SpaceX, e liderar o novo negócio de viagens espaciais. Para tanto, condição essencial de viabilidade econômica, precisa conquistar a retornabilidade de seus foguetes. Até este momento da história da conquista espacial, foguetes inserem-se no território dos descartáveis. Todos os investimentos são consumidos numa única viagem. Não são retornáveis. Musk, com pou- cos êxitos e muitos fracassos, vem tentando superar esse desafio. Até agora, o placar é francamente desfavorável. Em cada cinco tentativas de fazer o foguete retornar em perfeitas condições de reaproveitamento, apenas uma deu certo. Nas outras quatro, os foguetes espatifaram-se e o investimento foi para o saco. Se retornáveis, assim como os automóveis, a única despesa é a do reabastecimento. Não se precisa de um carro novo cada vez que saímos de casa... De qualquer maneira, a corrida pela conquista comercial do espaço — negócios e turismo — é das mais estimulantes e inspiradoras. Além do “maluco” Musk, outros dois “malucos” estão na raia. Jeff Bezos, senhor Amazon, com a sua Blue Origin, e Richard Branson, senhor Virgin, com a sua Virgin Galactic. A busca pela retornabilidade, claro, não é exclusiva de Musk. Seus dois “malucos” concorrentes correm freneticamente atrás dessa conquista. Há semanas, mais especificamente no dia 22 de janeiro, Bezos — e sua Blue Origin — conseguiu fazer com que um de seus foguetes decolasse e retornasse à base por duas vezes consecutivas. Comemorou! Já Branson acredita em outro formato. Também há semanas, no Fórum Econômico Mundial, defendeu sua alternativa — um ônibus espacial que pousa como um avião. Na conferência, disse: “A nossa nave nos dá a possibilidade de fazer viagens espaciais ponto a ponto; a deles, não!”. Assim caminhamos em direção ao Admirável Mundo Novo. Onde a componente retornável volta a ter singular importância. Não necessariamente para tudo, mas para algumas coisas e/ou determinadas empreitadas. Mesmo porque, nesse Mundo Novo, uma de suas principais características será o compartilhamento. Em que não seremos nem donos, nem proprietários. Em 90% das situações, seremos exclusivamente usuários. E assim não teremos de retornar o que não saberemos quando e se vamos precisar de novo. Chegar, pagar, pegar, usar, largar. E ir embora lindo, leve e solto. Quase como chegamos ao mundo. E como um dia vamos partir. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br jornal propmark - 22 de fevereiro de 2016 23

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