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edição de 21 de março de 2016

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opinião Everything

opinião Everything Possible/Shutterstock A fita foi pro céu, ou melhor, pra nuvem Fabio brancatelli Desde que foi mencionado pela primeira vez em um artigo de 1995, Disruptive Technologies: Catching the Waves, o termo “inovação disruptiva” te persegue. Parece estar em todas as palestras e leituras. Sua agência, inclusive, foi uma das primeiras a se apropriar desse discurso. Não poderia ser diferente. No mundo digital de hoje, a palavra de ordem é reinventar padrões estabelecidos e trazer novas concepções e ideias. Pena que isso não é praticado com a mesma força em que atua no campo da teoria. Lembro- -me quando, ainda nos anos 1990, uma inovação disruptiva chacoalhou o mercado. O fotolito virou filmless, substituindo mídia física por digital, numa época em que a banda de internet nem era tão larga assim. Então por que será que, no Brasil, essa ideia revolucionária do meio impresso custou tanto a convencer também no meio eletrônico? Por que ainda são praticados métodos arcaicos que consomem tanto tempo e dinheiro, reduzem qualidade e segurança, agridem o meio ambiente e o valor do nosso mercado? Sim, estou falando da entrega do seu filme publicitário nos meios de comunicação. Para muitas agências, o que deveria ser uma etapa final em clima de comemoração, se torna o início de um tormento. Ninguém é capaz de dar um bom motivo econômico ou operacional que justifique o processo de fitas sendo checadas e trafegadas manualmente por profissionais com “job descriptions” mais relevantes. “No muNdo digital de hoje, a palavra de ordem é reiNveNtar padrões” Nem capaz de observar e absorver a tendência mundial do streaming, com plataformas de gestão que integram profissionais e processos. É a dificuldade de enxergar o simples, de romper barreiras. Para a sorte do mercado, uma importante emissora de televisão assumiu o controle e quebrou o paradigma, dando senso de urgência ao que nunca deveria ter esperado tanto tempo. Nessa emissora, a partir do dia 9 de maio, as portas se fecharão para o recebimento de qualquer tipo de material que não seja digital e enviado por uma empresa de streaming. Certamente vai puxar a fila não somente nas demais emissoras de TV aberta e pay TV, mas também onde mais houver uma tela transmitindo um filme, seja no cinema, no elevador, na rua ou na internet. É a boa e velha (mais velha do que boa) fita indo para o céu. Ou melhor, para a nuvem. Bom para os anunciantes, que reduzirão os custos exorbitantes de produção de cópias físicas e gerações por satélite. Bom para as agências, que terão verba de produção reinvestida em mídia e profissionais qualificados usando seu tempo de forma intelectual, em vez de grampeando envelopes e monitorando motoboys. Bom para a empresa de streaming que preza pela qualidade, uma vez que esta emissora estabeleceu regras que favorecem a escolha pelo melhor fluxo, atendimento e alcance. O assunto está na pauta de todas as agências, e a escolha pelo parceiro de streaming virou a prioridade número um dos gestores operacionais. É a inovação disruptiva dando poder de escolha ao consumidor, facilitando processos, revisando preços e tornando os serviços mais acessíveis. Bem-vindo ao século 21, em que só falar bonito não é mais suficiente, é preciso agir como um disruptor. Fabio Brancatelli é CEO da A+V Zarpa fabio.brancatelli@amasvzarpa.com 50 21 de março de 2016 - jornal propmark

design A10 é selecionada para grupo que realiza encontros internacionais Empresa fundada por Margot Doi Takeda faz parte da aliança global GLBA, que realiza encontros para divulgar o branding dos países KELLY DORES Antes, as empresas ficavam até cinco anos sem mudar as embalagens dos produtos, sendo que hoje são no máximo dois anos. Essa é uma das informações que ilustram o pensamento de Margot Doi Takeda, sócia e diretora de criação da A10, para defender a tese de que o design passou a ser fundamental no negócio. “Nesses últimos 20 anos (tempo de fundação da empresa), o design mudou muito. Quando a gente começou, o design era só visto para a criação de um logo ou uma embalagem e, aos poucos, foi mudando para um olhar mais estratégico”, exemplificou Margot, que foi aconselhada por ninguém menos do que Nizan Guanaes (chairman do Grupo ABC) a abrir o próprio negócio, quando ela ainda trabalhava na DM9DDB. “Trabalhar com propaganda foi fundamental para a minha carreira”, contou Margot, que também teve passagem pela DPZ (atual DPZ&T). A A10 é a única empresa brasileira de design selecionada pela Global Local Branding Alliance (GLBA). A GLBA é uma aliança global composta por sete empresas de branding e design de embalagens que realizam encontros e palestras ao redor do mundo para trocar experiências e divulgar o design de seus países. “Quando o Thomas Reiner (idealizador da GLBA) começou a selecionar as companhias para fazer parte da aliança, ele procurou empresas que não tinham sócios estrangeiros, com vontade de continuar sendo nacional e com um comprometimento de mudar o mundo”. Segundo Margot, as empresas estão investindo mais no design de embalagens, principalmente, “porque marcas têm de investir em alguma forma de comunicação em tempos de crise”. Ela afirma que uma das maiores tendências atuais são embalagens mais transparentes. “Os consumidores querem ver mais os produtos”, Trabalho realizado pela A10 para a Pullman, que aposta na tendência das embalagens transparentes contou ela. Um dos cases recentes da A10 são as embalagens da linha Padaria de Pullman, nas quais a empresa teve a sacada de “imitar” na embalagem o pape papel marrom geralmente usado para empacotar os pães nas padarias. Outra tendência verificada é o resgate dos valores regionais, com a criação de embalagens mais artesanais. “Na última palestra que dei na Rússia, falei sobre os hábitos de consumo dos brasileiros, nossos valores, design, porque muitas multinacionais querem saber o que acontece aqui, porque querem exportar para o Brasil”, destacou Margot, que será jurada de Design no Fiap 2016. De acordo com Margot, a meta da A10 este ano é crescer 15%. “O objetivo é crescer não só aqui, mas internacionalmente. Estamos investindo bastante para fazer mais trabalhos de exportação, para mercados como Estados Unidos, Alemanha, China”, ressaltou. No portfólio de clientes da A10, estão marcas como Ebba (da Maguary), Brasil Kirin, Bimbo, Albert Einstein, Itambé e Seara. Margot Doi Takeda: design passou a ser estratégico em todo negócio Fotos: Divulgação jornal propmark - 21 de março de 2016 51

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