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edição de 21 de março de 2016

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Produtoras Ponto

Produtoras Ponto de Equilíbrio e Canal Brasil mostram manifestações de 2013 Abaixando a Máquina 2 – No limite da linha também tem coprodução da Approach. Documentário é um retrato dos protestos feitos no Rio PAulo MAcedo Protestar é preciso. E no Brasil essa prática costuma dar voz a movimentos que se opõem à liberdade de expressão, organização de pensamento e reivindicações relacionadas à cor política. O diretor uruguaio Guillermo Planel, que vive no Brasil desde 1971, armou sets nas manifestações do Rio de Janeiro em 2013 e deu vida ao documentário Abaixando a Máquina 2 – No limite da linha, cuja primeira película ganhou circuito de cinema há dez anos. O novo filme estreou na semana passada no Cine Odeon, que fica próximo da Cinelândia, na região central da capital fluminense, epicentro dos confrontos que exibiram um Brasil dividido e violento na mídia internacional. Essas manifestações também provocaram discussão acalorada sobre o jornalismo tradicional e a mídia alternativa, base do projeto do cineasta. Não podia faltar a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, que foi atingido por um rojão em frente à Central do Brasil. O roteiro contemplou entrevistas com jornalistas, fotógrafos, políticos e ativistas, como Ricardo Boechat, Ascânio Seleme, Evandro Teixeira, Domingos Peixoto, Severino Silva, Wilton Junior, Elisa Quadros (Sininho), José Mariano Beltrame e Marcelo Freixo. A produção é uma parceria entre a Approach Comunicação, o Canal Brasil e a Ponto dedeterminados meios de comunicação tomam posições políticas, que são muito perigosas para a credibilidade do jornalismo e da informação” 46 21 de março de 2016 - jornal propmark

Fotos: Dario de Domici, Fabio Teixeira e Daniel Planel/ Divulgação Um dos momentos mais delicados aconteceu nas cercanias da Cinelândia com ataques de black blocs à Câmara Municipal Desocupação do Museu do Índio, nas imediações do Maracanã, motivou clima tenso entre ativistas, que lutavam pela não demolição do prédio, e policiais Equilíbrio Imagens. Planel acredita que os canais de mídia compreendem bem as manifestações, “Porém a forma como essas manifestações são apresentadas é que mudam de meio para meio. Neste momento, vemos determinados meios de comunicação tomando posicionamentos políticos que, no meu entender, são muito perigosos para a credibilidade do jornalismo e para a informação como um todo”, afirma. “Em meio ao turbilhão político, à crise dos jornais e ao fortalecimento do midiativismo, o cinegrafista Santiago Andrade é atingido por um rojão em frente à Central do Brasil, e essa tragédia pessoal se torna um divisor de águas nas manifestações. Nesse momento, a opinião pública reage como se O diretor Guillermo Planel captou depoimentos de jornalistas, fotógrafos e midiativistas também fosse atingida por um rojão, e outros limites são colocados em discussão, propondo ao expectador uma nova reflexão sobre os fatos”, acrescenta o diretor. O mais importante nesta continuação, como enfatiza Planel, “é voltar a debater a importância do jornalismo para a sociedade, que, apesar de atravessar uma profunda crise editorial, consegue se manter ativo e relevante, além de mostrar uma nova forma de comunicação, longe das redações tradicionais como conhecemos, que é o fenômeno do midiativismo, para os movimentos sociais, para o jornalismo e as manifestações”. A sensação na cobertura de manifestações é bem complicada. “A princípio, é de perplexidade diante do que ocorre à sua frente. Tentamos transformar aquelas imagens, atos, sons e palavras em uma linguagem que fizesse sentido para mostrar que não existe apenas um lado da notícia; existem diversas realidades que cada lado acha válidas e verdadeiras. Existiu naquele momento uma indignação da juventude que deixou o país em estado de alerta, assustando os governantes e a sociedade em geral. As manifestações populares que vemos nas ruas têm lados políticos, sociais e culturais bem definidos, muito polarizados pelo rumo que a política nacional tem tomado”. Um ponto une a mídia tradicional e a alternativa: os manifestantes e as ameaças de radicais. “A cobertura das manifestações foi bastante difícil para qualquer tipo de meio de comunicação. Eu mesmo, como documentarista, sofri umas seis ou sete ameaças sérias, tanto por parte dos black blocs quanto da força policial. O perigo era enorme, como em qualquer conflito urbano. A radicalização dos eventos era algo muito sério, que levou diversos jornalistas a momentos de perigo real”, finaliza Planel, que tem no seu portfólio os documentários Mais náufragos que navegantes, Mautner em Cuba, Vivendo um outro olhar e Insurgência pela paz. jornal propmark - 21 de março de 2016 47

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