Views
3 weeks ago

edição de 21 de março de 2016

  • Text
  • Marca
  • Propmark
  • Jornal
  • Brasil
  • Ainda
  • Empresas
  • Marcas
  • Paulo
  • Mundo
  • Empresa

Consumo Código

Consumo Código de Defesa ainda é pouco usado no Brasil Data Popular e Idec realizam pesquisa e uma das conclusões é que a maioria (96%) dos brasileiros não conhece os seus direitos Claudia Penteado Na semana passada, em que se comemorou o Dia Mundial do Consumidor (15), o Instituto Data Popular e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgaram uma pesquisa realizada em comemoração aos 25 anos do Código de Defesa do Consumidor, que revelou como os brasileiros se comportam diante dos seus direitos, além de apontar os produtos e serviços que mais apresentam problemas e as maneiras mais usadas para reclamar. Uma das conclusões do estudo é que quanto mais o brasileiro conhece o código, mais motivado a reclamar ele fica e mais preciso é ao fazer a sua queixa. De acordo com o levantamento realizado entre 18 de fevereiro e 1º de março, com 800 brasileiros, a grande maioria da população não conhece a fundo seus direitos de consumidor: 96% afirmam conhecer os seus direitos, mas apenas 39% têm um bom nível de informação sobre o assunto. Quanto ao conteúdo do código propriamente dito, 92% afirmam conhecê- -lo, 35% já o consultaram. “Os níveis gerais de conhecimento dos direitos do consumidor, do próprio código e mesmo de consulta a ele são elevados e parecem ter apresentado um crescimento”, afirma Carlos Thadeu de Oliveira, gerente- -técnico do Idec. Em pesquisa semelhante publicada pelo Idec em novembro de 2012, o percentual de pessoas que conheciam seus direitos era um pouco menor: 92%. O estudo atual ainda reforça que os setores Renato Meirelles: “o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente e crítico” Divulgação que mais dor de cabeça causam ao consumidor são velhos conhecidos: telecomunicações, disparada na frente, com 97%; seguida de saúde pública (91%); transporte público (89%); bancos (87%); e os serviços de água, luz, educação pública e planos de saúde, com 85%. O levantamento também procurou mapear como os consumidores costumam reclamar, e a constatação é que o brasileiro recorre a formas variadas para resolver seus problemas, que há diferenças relevantes de setor para setor. Os resultados mostram que, quando se trata de serviços públicos, as queixas são mais frequentes, mas são também as menos “formais”. Serviços públicos, como transporte, saúde e educação, são aqueles em que é mais frequente, entre todos os setores pesquisados, a reclamação informal, que é dirigida apenas a “amigos e parentes”. As redes sociais também acolhem muitas reclamações desses serviços. Por outro lado, os serviços públicos são aqueles, comparando com os demais segmentos, em que é menos frequente a reclamação diretamente no prestador do serviço. O recurso a órgãos de defesa do consumidor também é raro quando se trata de serviços públicos. Para Renato Meirelles, presidente do Data Popular, é possível constatar que o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente e crítico com empresas e serviços que frustram suas expectativas. Isso se estende também para os serviços públicos, que deixam de ser vistos como favores e passam a ser encarados como direitos. “O Código de Defesa do Consumidor desempenha um papel importantíssimo nessa conscientização, mas é fundamental ampliar a sua divulgação e dos canais que a população tem à sua disposição”, argumentou Meirelles. Fica claro no estudo que quanto mais conhecida é a lei, mais dirigida é a reclamação e mais frequentemente ela ocorre, ainda que nem sempre seja reportada aos canais adequados. “Mesmo para os serviços públicos, em que as reclamações são mais difusas, os consumidores que reclamam sempre são os que dizem já ter consultado o CDC, o que mostra a importância de difundir uma lei que vale para serviços públicos e privados”, conclui. 38 21 de março de 2016 - jornal propmark

coNsumo Nielsen analisa comportamento de compra do shopper no e-commerce Painel online foi realizado em 24 países e 96% dos brasileiros já fizeram compras através da internet, dos quais 44% em lojas virtuais no exterior Paulo Macedo Instituto Nielsen foi a campo em O 24 países, inclusive o Brasil, para formalizar o estudo Comércio global conectado, que envolveu uma amostra de 13 mil pessoas. O resultado mostra que o comportamento dos shoppers avança nas compras via e-commerce. 96%, ou nove entre 10 dos entrevistados do painel online no mercado brasileiro, já realizaram compras pela internet, principalmente das classes AB. O acesso e o custo cobrado pelas operadoras inibe outras classes sociais. Segundo a executiva Bruna Fallani, líder de shopper do Nielsen no país, há dois movimentos: o webrooming é quando o cliente verifica o produto desejado na loja física, mas consolida a compra nas lojas virtuais, sobretudo quando são produtos eletrônicos, além de a navegação incluir busca por preços mais acessíveis; já no showrooming, a pesquisa é online, mas a compra somente é concretiza da no varejo tradicional. Os brasileiros usam mais cartão de crédito (53%), débito (41%) e sistemas digitais de pagamento, mas são desconfiados com o fornecimento de dados exigidos para cadastro. A entrega dos produtos é outro elemento de refratabilidade. Bruna explica, porém, que está em curso uma solução para evitar o medo do delivery não ser feito no prazo. “O mercado estuda o pagamento só após a entrega, como já é realizado no exterior”. Ela acrescenta: “44% dos brasileiros fazem as compras no exterior, através de canais online”. A pesquisa do Nielsen é proprietária e não é comercializada. “É um serviço para os nossos clientes. O tema muda anualmente”, destaca Bruna. “Embora 70% da população brasileira já possua smartphone e 47% um tablet, 86% ainda realizam as suas compras por meio de notebooks e desktops. É uma questão cultural, já que em outros países a forma de acesso à tecnologia e infraestrutura digital é exatamente oposta. Nos mercados em desenvolvimento, nos quais a penetração da internet ainda está se expandindo, os públicos podem ser mais jovens e mais ricos que a população geral do país”, finaliza. Bruna: “webrooming é quando o cliente verifica o produto na loja física e compra na virtual” Divulgação jornal propmark - 21 de março de 2016 39

PROPMARK

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.