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edição de 21 de março de 2016

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wE mkt Marcelo Almeida

wE mkt Marcelo Almeida Execrável mundo velho “Por temer o futuro o velho abriga-se no passado”. Marquês de Maricá Francisco alberto Madia de souza Capa de Exame, edição 1108, Fernando (Unilever), Fabian (Dow), Duda (J&J) e Bernardo (Ambev). Todos chegaram lá. Entraram trainees e hoje são presidentes. Who cares? Quem os inveja? “Se para chegar lá for preciso tudo isso, tô fora”. Essas empresas e outras centenas dançam numa espécie de Baile da Ilha Fiscal. A última grande festa da monarquia antes da Proclamação da República Brasileira. Empresas de um mundo bolorento e carcomido; empresas despedindo-se, de um execrável mundo velho. Onde se flexionava sarcástica, burra e odiosamente expressões como “reter talentos”, “ofertar cenouras”, “estalar chicotes”. Onde erros e merdas eram festejados com tomatadas. Onde o bullying funcional era o padrão corporativo. Onde executivos ficavam de castigo e de costas para a parede. A suposição é que depois da crise estrutural, do lado de lá da crise, continuará existindo o execrável mundo velho. E a revista afirma isso com todas as letras, saudando algumas empresas que continuam apostando no lamentável “fazer carreira” e alimentando a ignorância de pais e familiares que vibram quando seus filhos ingressam como trainees nessas empresas. “Um levantamento exclusivo aponta as empresas brasileiras que mais formam os próprios executivos (coitadas!). Continuam a investir na formação de pessoas mesmo na turbulência – e dizem que isso será fundamental para sair à frente dos rivais”. Errado! Com nos ensinou Gertrude Stein, “Não existe lá mais ali”. O outro lado não tem mais nada a ver com o lado original. É absolutamente novo e diferente. E as empresas descobrirão no amanhecer de um novo dia que pegaram o caminho errado, que trafegaram na contramão e desembocarão no mesmo lugar de onde partiram, no passado. No execrável mundo velho. Fernando, Fabian, Duda e Bernardo, com certeza profissionais da melhor qualidade e seres humanos queridos e admirados pelos seus liderados – por isso sobreviveram –, fazem parte de uma geração ensanduichada. São os growing up digital, precedidos pelos babyboomers, sucedidos pelos grown up digital e milênios. São os 40 de meu artigo aqui publicado no início deste ano, 20, 40, 60. Recomendo a leitura para uma melhor compreensão e entendimento. Nesse artigo, num dos parágrafos, explico: “Os de 40 sofrem. Educados pelos que hoje têm 60, seguiram à risca a educação e os exemplos que receberam, sentem-se na obrigação de dar a seus filhos o mesmo ou mais que receberam dos pais, não se conformam com as facilidades, folgas e descontração dos de 20. Procuram enquadrar- -se, de forma constrangedora e desajeitada, na idade que têm em função do quando nasceram, assim como sonham em voltar para os 20 e, quando tentam fazer, o resultado é mais constrangedor e trágico...”. Fernando, Fabian, Duda e Bernardo são lideranças jovens envelhecidas. Pior ainda, lendo-se a matéria toda, descobrem que tudo o que a revista quis deles foi que pousassem para a foto, que ilustrassem a matéria. Vestidos de forma elegante e clássica. A reportagem toda é abastecida pelas empresas de seleção de executivos do execrável velho mundo. Repetem, 50 anos depois, os mesmos chavões, as mesmas insossas, insipidas e inodoras receitas. Quer envergonhar-se? “As empresas mais capazes de formar gente dentro de casa têm arraigados mecanismos de formação de profissionais, os quais continuam a existir com ou sem crise...” ou “precisamos de gente boa para continuar a crescer...” ou “alocação dinâmica de recursos...” ou “Os riscos de errar aumentam muito e é preciso que os profissionais tenham com quem dividir os problemas sem medo...”. Do lado de lá, o que existe é um Admirável Mundo Novo. Onde pessoas se engajam a causas e permanecem, enquanto a causa preservar-se viva, relevante, inspiradora. Treinamento e capacitação e atualização serão inerentes ao processo, inserem-se na rotina dos trabalhos que de rotina não têm nada. Preservam suas individualidades. Não são, estão. E, enquanto estiverem apaixonadas e acreditando, ficam, contribuem e excedem. Desencantadas, partem no fim da tarde. Quem sabe mesmo, antes do almoço. Para nunca mais voltar. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 18 21 de março de 2016 - jornal propmark

curtas Fotos: Divulgação O diretor de cena Cassiano Prado (foto) chega à equipe da Stink. Antes de se consolidar como diretor de cena na Europa, o profissional trabalhou como designer gráfico e animador. Desde 2014, ele atuava na O2 Filmes, onde chegou a dirigir em dupla com o fotógrafo André Faccioli. No portfólio de Prado estão filmes publicitários para marcas como Adidas, XBOX, Ambev e Google, além de videoclipes e visuais para shows de artistas como Elton John, Sade e Foo Fighters. A Stink São Paulo possui um vasto casting de diretores ao redor do mundo, dentre eles os sócios Jones+Tino, Squarehead e as duplas Butchers e Salsa. Claudio Vargas assume como diretor de marketing e novos negócios da Musickeria, empresa dos sócios Luiz Calainho, Flavio Pinheiro e Afonso de Carvalho. Vargas atuou por dez anos na Sony Music Brasil, em que foi VP de marketing e vendas. O profissional tem grande experiência em gestão empresarial. Além da Sony, ele atuou no setor de Marketing da NET e como COO da Endeavor Brasil. É engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP e MBA pela Columbia University em Nova York. O agitado cenário político brasileiro inspirou a 11:21 a desenvolver uma peça de oportunidade para seu cliente Cerveja Rio Carioca. A veiculação foi direcionada para as redes sociais e jornais do Rio de Janeiro, A peça tem fotografia de Al Hamdan, do Studio H, atendimento de Diego Crisóstomo e planejamento de mídia de Bianca Brandão. “Temos orgulho de estar sempre ligados nos acontecimentos e de colocar as marcas de nossos clientes para dialogar com o público usando esses fatos e muito humor, claro. Como diz o meu sócio José Guilherme, só o bom humor salva”, justifica o sócio e diretor de criação Gustavo Bastos, enfatizando que a marca tem ganhado reputação por explorar sacadas histriônicas na sua comunicação. Guga Valente, à esquerda, e Bob Wolhein, à direita, do Grupo ABC, receberam na semana passada o prefeito de São Francisco, Edwin Lee, para discutir oportunidades no Vale do Silício. Se a sua marca quer trocar, conversar, interagir e engajar os consumidores nas ruas, fale com a Otima. A Plataforma de Mídia Exterior que ajuda a construir relacionamento entre marcas e pessoas. /otimaooh /otimaooh /otimaooh /otimaooh jornal propmark - 21 de março de 2016 19

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