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edição de 20 de fevereiro de 2017

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eyond the line Um outro

eyond the line Um outro nome FBIlutra para agência? Não é a primeira vez que vejo esse questionamento Alexis Thuller PAgliArini Na semana passada vi uma agência se vangloriando por ter mudado seu escopo de atuação e não querer mais ser chamada de “agência”. A alegação da “agência” é que estaria agora se posicionando mais como uma espécie de consultoria e estaria apta a desenvolver soluções de comunicação e marketing sem necessariamente “agenciar”. Não é a primeira vez que vejo esse questionamento. Durante a realização do programa Design Thinking Propaganda, organizado pela Fenapro, esse questionamento surgiu forte em algumas praças. “Estamos na época da desintermediação”, disse um dos participantes. “Essa coisa de ‘agenciar’ vai na contramão das tendências de negócios”, completou. Não nego que esse seja um ponto para uma boa reflexão. E é isso que pretendo trazer neste artigo. Antes de mais nada, acho que devemos nos aprofundar no significado de agência. Se formos aos dicionários encontraremos algo como “Empresa que presta serviços remunerados, geralmente servindo de intermediário, na gestão de negócios ou assuntos alheios (ex.: agência de investimento, agência de viagens, agência de publicidade...)”. Entendo que esse significado pode incomodar aqueles que veem a agência de propaganda com uma função muito mais nobre do que uma simples intermediação. Mas, mesmo nos atendo a essa primeira definição, será que é uma função menor a habilidade de se identificar as verdadeiras necessidades dos clientes, desenvolver um plano consistente de ação e aí atuar como um curador e, sim, intermediador das melhores soluções? É mais moderno e atual pensar em contar com recursos de terceiros do que querer ter todas as soluções embaixo do mesmo teto. A tendência é que se haja menos emprego, mas, isso sim, mais trabalho para profissionais especializados. Ou seja, em vez de pagar um salário mensal e arcar com todos os encargos trabalhistas, poderemos contratar sempre serviços que tenham começo, meio e fim, sem vínculos trabalhistas. Praticar isso, nos dias de hoje, no Brasil, é realmente muito complicado, em função das amarras legais trabalhistas. Mas pensemos em tendência. Não faz sentido? Os profissionais especializados estão espalhados pelo mundo e poderemos contratá- -los especificamente para um job. Mas quem identificará os melhores profissionais? Quem os alinhará e os fará convergir para um mesmo norte, que faça sentido para um plano integrado de ações? Essa intermediação é coisa pequena?! Isso é intermediação, sim! E é uma tarefa bastante sofisticada e complexa. Mas ainda não acabou a intermediação. Depois de escolhidos os profissionais que executarão os serviços de um determinado job, há de se pensar nos meios para impactar e engajar o público desejado, com a maior eficiência e a menor dispersão. E para colocar em prática a ação, a agência precisará intermediar toda a mídia planejada. Isso é pouco?! Não é o que me parece. Mas vamos para outra definição de agência ou agenciar: “Capacidade de agir – atividade, diligência, trabalho. Ocupação ou função de agente”. E aí está outra vertente que eu gostaria de trazer à luz nessa minha reflexão. Agência traz também o sentido de agente, de ação. Seria pouco imaginar uma agência com esse sentido de agente? Agente de mudanças, agente de crescimento, agente de resultados! É inegável que as agências estão enfrentando um desafio muito importante nesses dias. Aliás, não só as agências, mas os negócios em geral estão sendo desafiados. Um desafio que exige muita reflexão, muito estudo. E é natural que o nome da atividade seja questionado. Mas, na minha opinião, não é aí que está o problema. Talvez seja melhor colocar energia numa forma mais profunda de interagir com clientes e equacionar o mix de serviços e profissionais a ser colocado à disposição, estejam eles dentro ou fora da agência. Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional de Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 26 20 de fevereiro de 2017 - jornal propmark

digitAl AdStream se beneficia de expansão do serviço para interior do Brasil Empresa de distribuição de conteúdo publicitário para TV via streaming afirma que seu faturamento cresceu 123% no ano passado BÁRBARA BARBOSA Há cinco anos no mercado brasileiro, a AdStream, empresa de gestão, armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário via streaming, teve, em 2016, um crescimento de 123% em seu faturamento, segundo a empresa. O número expressivo pode ser atribuído, entre outros fatores, à redução de custos na produção de cópias para os anunciantes e ao fato de a Rede Globo ter passado a receber publicidade somente por streaming, inclusive em algumas de suas principais praças fora do eixo Rio/São Paulo. Para este ano, o crescimento da empresa deve continuar, já que existe um projeto de expansão de suas operações para diferentes regiões brasileiras, atendendo às demandas vindas do interior. “Em 2016, tivemos um crescimento expressivo no envio de conteúdo publicitário em relação a 2015, e isso foi decisivo para o aumento em nosso faturamento. Hoje, a entrega de publicidade por streaming é uma realidade não só nas grandes capitais, mas também no interior do Brasil, já que o processo proporciona maior segurança, qualidade e a oportunidade de monitorar o conteúdo, tudo em um único lugar, com uma ferramenta intuitiva e de fácil operação, que ainda traz uma redução considerável nos custos”, comenta Celso Vergeiro, CEO da AdStream. Quando iniciou as suas operações no país, em fevereiro de 2012, a empresa contava com 28 escritórios no mundo - hoje já são 42. No Brasil, devido ao crescimento acelerado, com a chegada de novos clientes e a mudança na política de recebimento de material Celso Vergeiro: “tivemos um excelente ano em 2016, com novos contratos e também renovações com clientes” “Hoje, a entrega de publicidade por streaming é uma realidade não só nas grandes capitais, mas também no interior do brasil, já que o processo proporciona maior segurança” publicitário por parte da Globo, por exemplo, a AdStream precisou rapidamente ampliar suas instalações. Atualmente a empresa funciona em novo escritório, com 360 metros quadrados de área e 30 funcionários. ClienteS Globalmente, a empresa atende a mais de 20 mil veículos de comunicação em todos os continentes. Já no Brasil, trabalha com clientes como Ambev, BR Foods, Grupo JBS, Mitsubishi, P&G, Reckitt Benkiser, Nestle, Unilever, Mondelez, Ricardo Eletro e Walmart, e Marabraz, entre outros. Entre as emissoras, a Globo alavancou o crescimento da AdStream no ano passado, mas as demais devem assumir este papel em 2017. “Acredito que teremos crescimento, sim, neste ano, já Divulgacão que a TV Globo deve adotar o sistema de streaming também para suas afiliadas e as demais redes nacionais. Band, Record TV, Rede TV! e SBT devem aderir ao mesmo modelo. Tivemos um excelente ano em 2016, com novos contratos e também renovações com clientes”, afirma Vergeiro. O executivo comenta, ainda, que, além da distribuição digital de conteúdos publicitários, a empresa tem, internacionalmente, expertise em outras áreas que contribuem para sua posição de liderança no mercado mundial. “O carro-chefe da AdStream no Brasil é a distribuição digital de conteúdos publicitários, mas em outros países já somos líderes em plataforma de Asset Management e também na gestão de campanha publicitária através da plataforma Adbank 5”, exemplifica o executivo. jornal propmark - 20 de fevereiro de 2017 27

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