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edição de 18 de janeiro de 2016

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Consumo Estudo revela

Consumo Estudo revela comportamento contraditório da Geração Z Warc Toolkit mostra que 86% desse público vive no celular e, ao mesmo tempo, 79% acha que as pessoas estão muito conectadas Os profissionais de marketing não podem fazer suposições simplistas sobre a Geração Z, uma vez que esta é uma faixa etária que apresenta atitudes e hábitos, muitas vezes, contraditórios. Pelo menos é isso que indica o Warc Toolkit 2016, estudo desenvolvido e divulgado pelo Warc. Tais características, segundo a pesquisa, tornam o planejamento em longo prazo uma problemática neste caso e cinco anos passa a ser considerado muito tempo na hora de planejar ações para este target. As contradições inerentes à Geração Z são, em alguns casos, apontadas pela pesquisa, que constatou que 86% dos jovens pertencentes a esse público – aqueles que têm até 19 anos – usam seus smartphones várias vezes por dia, enquanto 79% concordam que as pessoas da sua idade passam muito tempo em dispositivos digitais. Outro dado contraditório: 69% dos pesquisados assistem TV por mais de duas horas por dia, enquanto 70% dizem assistir mais de duas horas diárias de conteúdo no YouTube. Apesar disso, existem algumas características da Geração Z que podem ser afirmadas de forma categórica, incluindo a afinidade com a tecnologia digital. Os adolescentes, e cada vez mais as crianças pequenas, estão sempre conectados à internet, principalmente através de tablets e smartphones que utilizam para compartilhamento dedeos no YouTube com amigos e familiares, mensagens instantâneas, compartilhamento de fotos e jogos. Ao mesmo tempo em que as crianças ainda amam os ícones populares, incluindo desenhos animados, filmes e jogos com personagens, youtubers também fazem sucesso e estão assumindo o lugar de cantores, heróis esportivos e estrelas de TV como as celebridades mais influentes entre essa geração. Algumas pesquisas na Ásia também sugerem que o acesso à tecnologia está moldando não apenas o consumo de mídia, mas as amizades e a vida das pessoas. No Vietnã, metade de um grupo desta faixa etária disse que se sente mais confortável se comunicando através de aplicativos ou textos de bate-papo. Ainda de acordo com o Warc, esses jovens não querem transmitir suas vidas através das mídias sociais, como as gerações mais velhas têm feito. Na verdade, eles querem mais privacidade, lugares de “encontro”, longe dos pais, potenciais empregadores e o público em geral. Francesca Atkins, estrategista digital da Deloitte Digital, também observou que os profissionais de marketing precisam estar cientes de uma rápida mudança na mídia. “As organizações não podem se dar ao luxo de sentar e simplesmente aderir ao que é regular”, aconselha. “Eles devem olhar e adicionar diretrizes complementares, a fim de incorporar as práticas corretas e evitar perda de tempo”, afirma. Por fim, dado o uso pesado das mídias sociais pela Geração Z, profissionais de marketing precisam trabalhar duro para garantir que eles não vão encorajar os menores de idade a aderirem e praticarem atividades de marketing nestas plataformas. Adobe Stock Edição 2016 do estudo idealizado pelo Warc mostra que os adolescentes e crianças pequenas estão conectados à internet principalmente através de smartphones e tablets, em que assistem e compartilham vídeos, fotos e mensagens instantâneas 42 18 de janeiro de 2016 - jornal propmark

consumo Estudo revela queda na intenção de compra para o primeiro trimestre Trabalho feito pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) mostra que o índice é 8,4 pontos percentuais menor em relação a 2015 Vinícius noVaes índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens durá- O veis no período de janeiro a março de 2016 é 41,2%. A informação é fruto de um estudo realizado pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) em parceria com o Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração). Este indicador é o mais baixo registrado nos últimos 12 anos. Se comparado ao mesmo período de 2015, ocorreu queda de 8,4 pontos percentuais. Além disso, houve ainda uma retração na intenção de compra dos e-consumidores: ficou 83,2% agora, sendo que no primeiro trimestre estava em 94,7%, redução de 11,5 pontos percentuais. A previsão, no entanto, é de redução estimada das vendas do varejo para os esses três primeiros meses de 2016 de pelo menos 1,5%. “Os números eram previstos por causa do cenário econômico atual com altas taxas de juros, inflação alta e aumento do desemprego. Reflete um momento de insegurança”, afirma Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar. A redução também foi comprovada em relação ao valor médio das expectativas de gastos com bens duráveis, sendo o valor atual 33% mais baixo que o do ano passado e o menor valor computado desde 2010. Passou de R$ 2.751 no último trimestre de 2015 para R$ 1.840. Entre os principais itens de intenção de compra estão, respectivamente: linha branca (8,6%), móveis (7%) e viagens e turismo (7%). No mesmo período em 2015, a categoria móveis liderava esse ranking, com 8,8%; a linha branca ficava em segundo lugar, com 8,6%. Como previsto diante da instabilidade da economia brasileira, houve redução de 8,3% no poder aquisitivo dos consumidores no último trimestre do ano passado em relação a 2014, isto é, a renda média passou de R$ 2.399,03 para R$ 2.200,78. Foi constatado também um maior número de pessoas que estão poupando: do último trimestre de 2015 para o primeiro de 2016, passou de 17,2% para 26,2%. Por outro lado, o valor economizado é 17% menor que o do ano passado. De acordo com Felisoni, esses dados confirmam o receio do consumidor diante das taxas de desemprego, que estão em ascensão. “Com medo, as pessoas estão procurando se precaver em razão da perda de poder aquisitivo e as ameaças de desemprego”, diz. O estudo também revelou que houve ainda uma redução do percentual comprometido com crediário, que foi de 21,4% no mesmo período de 2015 para 18,8% em 2016. Para o diretor-vogal do Ibevar, e um dos responsáveis pelo estudo, Nuno Fouto, “a redução no comprometimento de renda e a diminuição do percentual da renda comprometida com operações de crédito também refletem a preocupação das famílias com a situação geral da economia”. R$ 2.200,78 é o valor da renda média mensal 7% responderam que gostariam de comprar móveis 8,6% dos entrevistados vão comprar algum produto da linha branca 7% garantiram que vão gastar com viagens e turismo 26,2% das pessoas afirmaram que estão poupando mais do que no ano passado 41,2% dos consumidores pretendem comprar bens duráveis entre janeiro e março jornal propmark - 18 de janeiro de 2016 43

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