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edição de 18 de janeiro de 2016

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AgênciAs A

AgênciAs A comunicação pode transformar o mundo Para Isabella Mulholland, da JWT, agências de publicidade têm poder de e influência na difusão de projetos mercadológicos para marcas, produtos e serviços Paulo Macedo Na opinião da publicitária Isabella Mulholland, diretora-executiva e head de planejamento da J.Walter Thompson, as agências de publicidade tem potencial de trabalho capaz de transformar o mundo.E como agente de marcas, produtos e serviços, elas devem, ou pelo menos deveriam, se colocar no papel dos clientes para não esquecerem que com isso em mente vão obter entendimento pragmático dos cenários futuros, inovação e novos comportamentos de consumo e de pessoas. Na sua avaliação, as agências precisam ser “plug and play” para se manterem desafiadas ininterruptamente. “Se não formos capazes de entender as mudanças ao nosso redor, respondendo rapidamente e de acordo, estamos fadados à obsolescência tanto quanto qualquer outro negócio”, diz ela, que está há quatro anos na agência. Apesar do cenário econômico inóspito, Isabella acredita que “há esperança” para o Brasil. Um dos elementos é a Rio 2016. “Acho que mostrando para o mundo a existência de um Brasil que dá certo, um Brasil que acredita no esporte como inclusão e confia nos ideais olímpicos, há chance. Um Brasil que luta mesmo em momentos de tanta descrença”. Veja os principais pontos da sua entrevista nas próximas páginas. Nito/Shutterstock 32 18 de janeiro de 2016 - jornal propmark

criAtividAde Não, não acredito que haja barreiras. O limite da criatividade sempre é de quem cria. Acreditar em limite ou barreiras para a criatividade é o mesmo que acreditar que existem limites ou barreiras para o pensamento. Você consegue imaginar qualquer tipo de trabalho criativo que comece com restrições? Apesar de muita gente achar, o briefing não é restrição. Pelo menos os briefings bons não são. Briefing bom expande o pensamento criativo e gera diversas possibilidades, não apenas uma, para a solução de um problema. PlAnejAmento O planejamento orienta os rumos da agência tanto quanto qualquer outra área estratégica, que deveriam ser todas. Agora, a forma como qualquer área estratégica pode orientar os rumos de uma agência é através de observação e audição ativas. É vendo e ouvindo o que está sendo feito no mercado, com nossos clientes e com o comportamento das pessoas. Apesar de ser muito fácil de esquecer, o principal cliente de uma agência deveria ser ela mesma. Se não formos capazes de entender as mudanças ao nosso redor e responder rapidamente e de acordo, estamos fadados à obsolescência tanto quanto qualquer outro negócio. ProPósito Não é do planejamento estratégico apenas a função de orientar processos. É da agência como um todo e do próprio cliente. Acreditar que um cliente chega a uma agência sem ter a menor noção do que fazer com seu negócio e ele delega ao planejamento estratégico as decisões que são suas é menosprezar a inteligência, a capacidade e a competência do mesmo. Prefiro pensar, e agir, como um “plug and play” com os clientes. Uma área que se acopla a ele para trabalhar de forma colaborativa nas soluções. As melhores ideias sempre vêm desse tipo de colaboração – não apenas com o cliente, mas também com todas as áreas da agência e parceiros. rio 2016 Acredito ser uma oportunidade que temos para mostrar ao mundo que existe um Brasil que dá certo. Um Brasil que acredita no esporte como inclusão e acredita nos ideais olímpicos. Um Brasil que luta mesmo em momentos de tanta descrença. BrAsil Sempre há esperança. Vamos ainda descer um pouco antes de começar a subir novamente, mas acho que todo o processo pelo qual o país está passando é benéfico. O véu foi tirado, as máscaras estão caindo. Quanto maior a transparência, mais fácil será retomar os rumos do país. mundo em temPo reAl O que se exige é respeito, transparência e atualizações constantes que fazem parte de um comportamento no qual as marcas e empresas deverão abraçar para conseguir se conectar com as novas gerações. Nada pode ser tão eternizado, estar em um estado constante de transformação é algo que essa geração entende. Ou seja, mudança faz bem porque mudança significa que inovação está acontecendo. Real time é isso. As marcas devem aprender a ser mais maleáveis e flexíveis para lidar com as novas gerações. jornal propmark - 18 de janeiro de 2016 33

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