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edição de 18 de janeiro de 2016

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ideias Campanha usa áudio das instruções de segurança da balsa, com capitão embriagado, para alertar sobre riscos de acidentes Divulgação detran PR simula capitão bêbado para conscientizar motoristas Ação sobre segurança, criada pela OpusMúltipla, é realizada na travessia de ferryboat e surpreende AnA PAulA Jung Para intensificar durante o verão o alerta do perigo de combinar álcool e direção, motivo de mais da metade das mortes nos acidentes de trânsito no Brasil, a OpusMúltipla criou uma ação inusitada para o Detran do Paraná, utilizando as travessias do ferryboat que transporta veículos das praias de Caiobá para Guaratuba, um dos principais pontos turísticos do estado. A campanha substitui o áudio das instruções de segurança da embarcação e simula o capitão embriagado. Surpreendidos, os passageiros da balsa têm atitude de estranhamento. Em seguida, é feita a revelação da campanha e é transmitido o recado que resta apenas a consciência do perigo de colocar a segurança de cada um nas mãos de quem bebe e dirige. O vídeo da ação chamada Travessia insegura alcançou mais de um milhão de visualizações no Facebook, 22 mil compartilhamentos e a marca de mais de 4 milhões de pessoas impactadas em apenas três dias. A ação é assinada por Governo e Detran do Paraná. De acordo com Tiago Stachon, diretor de planejamento da OpusMúltipla, o vídeo “viralizou” muito rápido e o resultado superou as expectativas pela velocidade. “A ação tinha intenção de gerar o vídeo. Sem investimento, somente no orgânico, em três dias já tinha um milhão de views e um alcance de 4 milhões de pessoas impactadas. É um resultado excelente. A campanha anterior demorou um mês para atingir o resultado que essa atingiu em três dias”, compara Stachon. Segundo ele, a ação foi somente digital por falta de verba. “A internet não é tão poderosa quanto a TV, mas desta vez a gente não tinha verba, então, decidimos apostar tudo na ideia”, avalia. Assinam a criação Luis Bacellar, César Noda e Guilherme Pinheiro, com direção de criação de Renato Cavalher. “O prOblema dOs jOvens é que a sensaçãO de perigO de andar cOm um mOtOrista alcOOlizadO está perdida. quandO a gente trOuxe para a balsa, essa sensaçãO da imprudência ficOu mais aguçada. cada carrO é um barcO e cada mOtOrista é um capitãO. caiu a ficha” 16 18 de janeiro de 2016 - jornal propmark

we mkt Daniel Matsumoto R.I.P., Coke? “Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino” Voltaire Calma, muita calma nesta hora: dias, anos, décadas. Vai morrer devagarinho, de morte morrida, jamais de morte matada. Seu reinado completará 150 anos, mas, em algum momento do futuro, virá definitivamente vintage e as legendárias garrafinhas contours valerão milhões nos antiquários e leilões. De qualquer forma, a contagem regressiva – ainda que a passos de tartaruga –, finalmente, começou. As razões não se restringem aos números. Consumo despencando em todo o mundo nos últimos cinco anos e nos próximos cinco. Nos Estados Unidos, seu berço, território e caixa de ressonância, o consumo cai em 33% nesse período. De 93 litros por pessoa/ano em 2009 para 64 em 2019. Hoje já na casa dos 72 litros. O mesmo acontece em quase todos os países e regiões do mundo, não ainda na mesma velocidade e proporção. Mas, o que sustenta a vibe é a caixa de ressonância, Estados Unidos, e aí a situação é quase dramática. Dentre as razões, a principal delas é o imenso desapreço que as novas gerações, muito especialmente as crianças, têm pela gororoba, originalmente, metiletilxantina – ótimo remédio para dor de cabeça. Ofereça naturalmente Coke para uma criança provar. De três, quatro, cinco anos. A primeira reação: “eca”. Nas gerações anteriores os pais não ofereciam, apenas colocavam as garrafinhas, depois latinhas, na mesa, e os copões no Mc. A galerinha entendia o recado, acreditava que era para tomar, inspirava-se no exemplo do papai e da mamãe, e o hábito mais que se institucionalizava, enraizava-se em tenra idade. Agora as crianças, pura e simplesmente, não querem. Portanto, amigo, não force a barra. E elas têm razão, é muito ruim, mesmo! Tudo isso começou com o farmacêutico John Pemberton no ano de 1886. Veterano da guerra, com feridas pelo corpo, anestesiado pela morfina, descobriu a cocaína – droga menos agressiva – e decidiu experimentar, Assim nasceu um xarope, metiletilxantina – que trazia nós de cola e extrato de coca na fórmula. Algumas pessoas decidiram experimentar, colocaram algum gelo, e gostaram da brincadeira – ou tornaram-se dependentes. Dentre esses, Asa Candler, que comprou a fórmula de Pemberton pela bagatela de US$ 55 mil a valores de hoje e o remédio pegou. Anos depois, 1898, o governo americano decide criar um imposto sobre remédios e Asa Candler refaz a fórmula, elimina a cocaína, e o remédio vira refrigerante. O resto é uma história de sucesso única, eu disse única, na história dos negócios e do marketing. Nunca mais, e em tempo algum, qualquer empresa e/ou marca terá a supremacia alcançada pela Coke, mais conhecida por aqui e em outros países como Coca-Cola. Assim, a Coca começa a sua tournê de despedidas, que levará muitas décadas. Mas, começa. Já a Coca-Cola Company sobreviverá e próspera. Não se descuidou em nenhum momento. Comprou a maior parte de eventuais concorrentes no negócio de líquidos de beber – águas, sucos, café e derivativos – e vai continuar por aqui, no mínimo, mais um século. Em seu portfólio de marcas e produtos, num total de 111, apenas 13 têm a ver com Coke. No Brasil ela é dona da Del Valle e do Chá Matte Leão, dentre outros. Na pré-história do marketing, e nos primeiros 60 anos do marketing completados em 2014, a estrela maior no céu foi, e ainda é, a Coke. Que, um dia, R.I.P.. Mas bem mais adiante. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br jornal propmark - 18 de janeiro de 2016 17

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