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edição de 18 de dezembro de 2017

etrospeCtiva

etrospeCtiva 2017 Cenp comemora reconhecimento e abap abre diálogo com a aBa Fotos: Alê Oliveira D’Andrea: “Conseguimos reintroduzir a voz do mercado nas discussões de negócios” Caio Barsotti, presidente do res da indústria assumiu, há Cenp (Conselho Executivo cinco meses, a Abap (Associação das Normas-Padrão), afirma que o ano - de desencontros e encontros - ficará marcado pelo arquivamento definitivo do procedimento do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que questionava alguns pontos relacionados às Normas-Padrão, que regem as relações comerciais do mercado publicitário. Isso representa, segundo ele, o “reconhecimento de que o modelo adotado no Brasil possibilita a concorrência leal e está rigorosamente dentro da lei”. A defesa do modelo segue como prioridade, embora Barsotti Brasileira de Agências de Publicidade), afirma que entre as grandes conquistas da entidade este ano está a retomada da representatividade da entidade e da atividade perante a imprensa em geral, e na editoria de economia dos veículos. “Conseguimos reintroduzir a voz do mercado publicitário nas discussões de negócios e em várias pautas importantes da sociedade brasileira: o ambiente digital, a relação credibilidade x imprensa x redes sociais, e outros grandes assuntos”, afirma D’Andrea. A aproximação com a ABA reconheça que a discus- também merece destaque, são sobre o tema se tornou mais clara, aberta e leal entre as partes envolvidas na atividade. Mario D’Andrea, que junto a um grupo de jovens gesto- “procurando os inúmeros pontos em comum entre agências e clientes – que são em número muito maior do que os pontos divergentes – para a construção de um relacionamento Barsotti: “Reconhecimento de que o modelo possibilita a concorrência leal” “a publicidade brasileira precisa se redescobrir, recuperar a autoestiMa e o respeito” profícuo”. Para ele, é essencial que tenham retornado às mesas de debate os grandes anunciantes, ao lado das grandes agências, para reiniciar conversas sobre a valorização do marketing brasileiro e, como consequência, a revalorização das agências na construção de marcas e negócios. Mas D’Andrea gosta mesmo é de falar de mudança. “A leitura do ano de 2017 revela que a única tendência que podemos afirmar com certeza é a de um mercado de mudanças constantes. Uma mudança diária na relação com os consumidores; mudança na relação com os clientes; e, especialmente, mudança de postura perante o próprio espelho. A publicidade brasileira precisa se redescobrir, recuperar a autoestima e o respeito dentro do cenário econômico nacional”, conclui. CP 18 18 de dezembro de 2017 - jornal propmark

etrospectiVa 2017 BV e concorrência geram debates que marcam atuação de produtoras Apro levanta discussão sobre o assunto e empresas apontam conquistas e aprendizados do setor este ano em meio à grave crise econômica Mariana Zirondi mercado de produção publicitária ficou marcado em O 2017 pelas discussões em torno do pagamento do BV (bonificação sobre volume) de produção. A Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais) movimentou, inclusive, uma campanha abordando a ética nas relações comerciais entre as produtoras e os clientes. A questão, segundo a associação, vai contra os valores defendidos pelo Código de Conduta, atualizado em 2016. Paulo Roberto Schmidt, presidente do Conselho da Apro, afirma que durante o ano houve um fortalecimento no combate à prática. “Nos mobilizamos contra os prazos de pagamento por parte dos contratantes, realizando e divulgando um estudo que retratou o tamanho dessa prática tão prejudicial à saúde financeira das empresas produtoras”, explica. No entanto, outros desafios impactaram esse mercado em 2017. Schmidt destaca que a parceria com clientes e agências tem tentado encontrar a melhor solução para a comunicação das marcas dentro dos investimentos alocados. “Não se pode abrir mão em toda relação de colaboração da segurança para profissionais nas filmagens e a colocação de prazos razoáveis para recebimento de pagamento”, diz. Para as produtoras, o ano foi de adaptação. Egisto Betti, sócio e produtor-executivo da Paranoid, afirma que há um constante amadurecimento e uma profissionalização na publicidade e no entretenimento. “Ganhamos premiações importantes e realizamos comerciais interessantes. No entretenimento, lançamos nosso primeiro documentário (Oh Yoga: Arquitetura da Paz, de Heitor Dahlia), dois longas, além de série de TV”, comenta Betti. Com um ano de existência, a Conspiração, Cine, Trio, O2 Filmes, Corazon e Paranoid apontam os desafios e conquistas das produtoras em busca de formalização “nos mobilizamos contra os prazos de pagamento por parte dos contratantes, realizando e divulgando um estudo que retratou o tamanho dessa prática tão prejudicial” audioundwerbung/iStock Corazon Filmes celebra a conquista do Glass Lion com Meninas Fortes, da Ogilvy Brasil para Nescau. “Esse foi o primeiro Leão brasileiro da categoria em Cannes. Outra conquista foi colocar em prática nosso plano de atuar como uma incubadora de novos talentos”, comemora Igor Ferreira, sócio-diretor executivo da Corazon Filmes. A concorrência no mercado foi apontada por algumas empresas. A O2 Filmes fala de instabilidade, mas também da realização de trabalhos icônicos para marcas como Antarctica, Volks e Fiat. Rejane Bicca, diretora de atendimento da O2 Filmes, diz: “como nós somos uma produtora reconhecida em storytelling, essa tendência é estender e fazer mais projetos inovadores, incluindo os de branded content”. A expansão internacional é um ponto destacado pela Trio. A CCO Luciana Mathias afirma que fecharam o ano com escritórios na Argentina, México e Estados Unidos. “Iniciamos também muitos projetos artísticos/autorais e isso fez a diferença para nosso branding”. A reinvenção é apontada pela Cine como um dos pontos de 2017. “Foi um bom ano. Nos reinventamos desde o pico da crise e renovamos nossas equipes, contratando novos diretores”, analisa Raul Doria, sócio- -diretor da Cine. A produção independente de entretenimento é a conquista apontada pela Conspiração Filmes nesse ano. A produção de longas, séries e projetos com marcas, além da plataforma de conteúdo feito por mulheres, o Hysteria, estão entre os destaques. “A unidade de entretenimento produz mais de 100 horas de programação por ano e está por trás do sucesso de séries responsáveis por picos de audiência nos canais em que são exibidas”, diz Renata Brandão, CEO da produtora. jornal propmark - 18 de dezembro de 2017 19

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