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edição de 16 de janeiro de 2017

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eyOnd the line Olha quem

eyOnd the line Olha quem MFilustra está falando! Em breve, você estará falando com as paredes – e elas te responderão Alexis Thuller PAgliArini Devemos nos acostumar em ver cada vez mais gente falando sozinha. Não, não se trata da crise – se bem que tem muita gente literalmente falando sozinha por conta dessa crise. Refiro-me à interação com os assistentes virtuais que pouco a pouco invadem as nossas vidas. Não sei se você acompanhou a CES – Consumer Eletronic Show, que é realizada sempre no começo de ano, em Las Vegas. Eu fico muito ligado à cobertura desse evento, que apresenta as inovações no campo da eletrônica e, mais recentemente, do universo digital. E, pelo que pude perceber, as grandes estrelas deste ano foram as múltiplas aplicações no campo de realidade virtual e aumentada, os carros cada vez mais inteligentes (incluindo os autônomos) e, principalmente, a inteligência artificial. A AI (Artificial Intelligence) parece ser a grande bola da vez. The big thing de 2017! E a corrida para ver quem consegue tirar mais suco da AI envolve pesos pesados do universo digital cruzado com o universo das coisas. Newton, da IBM; Siri, da Apple; Cortana, da Microsoft; Assistant, do Google (que tem ainda o sistema Home); Viv, dos criadores da Siri. Mas quem parece que ganhou a cena na última CES foi o Alexa, da Amazon, além do seu muito bem-sucedido lançamento Echo, uma caixa de som inteligente que se propõe a ser um superassistente do lar. O Echo, assim como seu concorrente Home, do Google, está se preparando para interagir com os moradores da casa, ajudando-os nas tarefas corriqueiras, como apagar e acender luzes, ligar e desligar aparelhos domésticos, esclarecer dúvidas, prevenir quanto ao tempo e outras atividades do dia a dia. Apesar de ainda não haver muitos aparelhos capazes de se vincular ao sistema, o Echo já é um sucesso de vendas da Amazon. Já foram vendidos mais de 5 milhões de caixas inteligentes Echo, o que atiça ainda mais o apetite de concorrentes, que se sentem um tanto quanto atrasados nessa corrida. A atratividade desses sistemas aumentará à medida que aumente o número de produtos capazes de ser ativados por voz. Segundo a CTA (Consumer Technology Association), que organiza a CES, espera-se um crescimento de 52% na venda de produtos ativados por voz nos EUA, alcançando um número expressivo de quase 5 milhões de unidades. Mas, se acompanharmos as projeções do universo IoT (Internet das Coisas), veremos um crescimento exponencial de produtos e sistemas inteligentes, acionados por voz. Junto com um incremento ao acesso e manuseio de dados (Big Data), o fenômeno da IA, triangulado com o IoT, nos levará a um mundo de enorme interação entre coisas e pessoas. A visão jetsoniana de robôs quase humanos, interagindo com seres humanos, está deixando rapidamente o campo ficcional para ocupar espaço no mundo real. E não é uma visão futurista. As aplicações já estão em prática em diversos segmentos e espera-se um aumento de oferta de produtos e serviços já em 2017. Já há robôs recepcionando hóspedes em hotéis, os produtos AmazonEcho e Google Home nas residências, sem falar na capacidade crescente de interação inteligente dos assistentes virtuais dos celulares. Experimente acionar a Siri dizendo algo como: “Siri, estou com fome”. Em menos de um segundo ela te apresenta uma relação de restaurantes no seu entorno. E, se você quiser, pode encomendar comida por ali mesmo, só na base de comandos de voz. Agora, imagine quantas vagas de trabalho serão extintas nos call centers. Assistentes virtuais serão muito mais precisos e assertivos para atender clientes (sem contar que você não precisará ficar ouvindo um festival de gerúndios, rs rs rs). Por outro lado, pessoas solitárias terão a companhia de “amigos” dispostos a ajudar em tudo, sem pedir nada em troca. Serão ouvintes pacientes e prestativos. Não há dúvida de que muito em breve, caro leitor, você estará falando com as paredes – e elas te responderão. Assustador, mas excitante, não? Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional de Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 26 16 de janeiro de 2017 - jornal propmark

design identidade visual das marcas deve ser descomplicada, diz especialista Executivos franceses do Team Créatif Groupe visitam o Brasil e falam da importância da disciplina; eles revelam que o segredo é ser simples Fotos: Marçal Neto Philippe de Mareilhac, da Market Value, agência focada em retail design Sylvia Vitalle Rotta, do Team Créatif Groupe, que se concentra no design de marcas BÁRBARA BARBOSA No início do ano, o que não faltam são listas de tendências. Em alguns casos, entretanto, se ater ao que está “na moda” pode não ser uma grande ideia. Com a identidade visual das marcas é assim: precisam ser ao mesmo tempo contemporâneas e duradouras. Para a especialista em design de marcas Sylvia Vitalle Rotta, CEO do Team Créatif Groupe – grupo francês independente que atua na área através de cinco empresas: Team Créatif, Live Team, Shortlinks, Market Value e Diadem –, o segredo, hoje, é ser simples. “Design, no nosso mundo da comunicação, é tentar ser simples e diferente, na medida do possível. Durante muito tempo o design foi bastante complicado, com muitas informações nas embalagens e nas marcas. Agora, o design está se tornando mais puro. E por quê? Porque a necessidade do consumidor, quando olha para um produto, é sentir”, define Sylvia. Já Philippe de Mareilhac, CEO global da Market Value, empresa do grupo focada em retail design (design de varejo), reforça que o design foge às tendências. “Design não precisa ser algo da moda. Design precisa ser moderno. Se você está na moda, significa que em três anos você já será velho”, diz. O executivo comenta, ainda, a importância da disciplina para a construção de pontos de vendas mais atrativos, com espaços exclusivos para experimentações – fator que ganha importância maior na competição com o e-commerce, por exemplo. “O digital está mudando o que fazemos em termos de design para as lojas, porque, primeiro, você tem de levar mais experiência. E, segundo, porque é importante considerar as lojas como um ponto de serviço. Elas precisam ser cada vez melhores em termos de atendimento”, explica Mareilhac. Sylvia comenta que o Brasil é um dos mais importantes mercados para a empresa, e há novos planos de investimentos por aqui, onde mais de um milhão de euros já foram investidos em mais de dez anos de atuação. No país, uma das primeiras demandas foi de Sadia, que teve sua identidade visual – com o S maior em destaque nas embalagens – refeita pela Team Créatif, especializada em design de marcas. Outro trabalho com assinatura da agência são as embalagens de 330 ml da linha VIP da água Bonafont, da Danone. Com design mais clean, elas foram pensadas inicialmente para restaurantes servi- rem o produto diretamente na mesa, com visual mais atrativo. Em pouco tempo, as garrafinhas conquistaram o público e passaram a ser distribuídas em diversos pontos de vendas. No Brasil, as embalagens premium de água ainda são pouco comum, algo já estabelecido nos Estados Unidos, por exemplo, que tem marcas como Fuji com bastante apelo visual. Segundo Sylvia, nesse sentido, o design ajuda na experiência do consumidor. No ano passado, o Team Créatif Groupe completou 30 anos no mercado europeu, com faturamento total de 32 milhões de euros. No Brasil, o grupo é representado também pela Live Team, focada em live marketing, além da Team Créatif e da Market Value. Atende clientes como Sadia, Danone, Yoki e Carrefour, entre outros, com expertise no mercado de alimentos. jornal propmark - 16 de janeiro de 2017 27

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