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edição de 16 de janeiro de 2017

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We mkt SGIlustrações

We mkt SGIlustrações Uri - Waze - Levine “Se não queres que ninguém saiba, não o faças”. Provérbio Chinês Francisco alberto Madia de souza Diferentemente da grande maioria dos jovens empreendedores de sucesso do digital, Uri Levine (Waze) fala. Fala, posiciona-se e abre o jogo. Frequentador relativamente assíduo do Brasil, já concedeu entrevistas para Folha, Época Negócios, IstoÉ, Pequenas Empresas e Grandes Negócios e outras plataformas de comunicação. Continua na estrada. Depois de criar, decolar e vender o Waze para o Google, com seus parceiros Ehud Shabtai e Amir Shinar, mais investidores, por US$ 1 bi, saiu pelo mundo escancarando suas experiências e aprendizados e investindo em novas startups (num total de dez, por enquanto). É bom de papo. É bom de traduzir suas práticas em aprendizados e lições. É generoso no compartilhamento do muito que aprendeu investindo energia, dinheiro e tempo. Separei alguns de seus ensinamentos. Vamos a eles: 1 – “Não sobrevivo em grandes organizações e não me adapto a essa cultura. Não me dou bem com pessoas que fazem drama e gostam de se vitimizar. Conformistas, então, quero distância. Ou seja, não me vejo em hipótese alguma numa grande organização, mesmo que essa grande organização seja o Google, uma das melhores empresas do mundo. Por isso que, diferentemente de meus sócios, não continuei após a venda”; 2 – “A ideia de dar informações sobre o trânsito em tempo real foi minha, mas isso é absolutamente irrelevante. Ideia boa todo mundo tem. Viabilizar é o que importa. A arte mais difícil da jornada continua sendo a execução”; 3 – “A mágica do Waze é que os mapas, informações do trânsito, alertas e todo o conteúdo exibido para os motoristas são gerados pelos próprios motoristas”; 4 – “Três fatores fazem de Israel um dos melhores lugares do planeta para se abrir uma startup. O primeiro é que lá todos são obrigados a servir o Exército. E isso cria uma cultura de pragmatismo diante de desafios e problemas. O segundo, a grande tolerância que temos pelo fracasso. Aprendemos que o segundo empreendimento tem cinco vezes mais chances de dar certo do que o primeiro. E o terceiro é um ecossistema que dá suporte ao empreendedor. Quem começa uma startup em Israel tem apoio do governo, do sistema tributário, das leis, dos investidores, da mídia”; 5 – “Os automóveis, tal como os conhecemos, estão com os dias contados. A próxima revolução é a dos carros autônomos. Poderemos dispor de um a qualquer momento, lugar situação. Quase como acionar uma varinha mágica. Perderá sentido ter um carro. Todos compraremos milhas ou horas de uso e não o veículo”; 6 – “Esqueça a solução. Concentre-se nos problemas. Problemas o suficientemente grandes para merecerem uma solução. Apaixone-se pelo problema, mergulhe no problema e, em algum momento, emergirá com uma grande solução”; 7 – “Não tenha medo de falhar, mas cometa os erros o mais rápido possível”; 8 – “Tem foco quem sabe e é capaz de dizer não”; 9 – “Disrupção não decorre da tecnologia, mas da cabeça de pessoas que ousam desafiar situações de equilíbrio. É saber quem você vai “disruptar” se sua ideia der certo. Se você não sabe responder a essa questão, muito provavelmente seu desafio não seja o suficientemente grande”. É isso amigos. Dentre os pensadores do Admirável Mundo Novo, Uri Levine é um dos que mais tem escancarado seus aprendizados e oferecidos relevantes contribuições para os que pretendem chegar lá. Se é esse o seu caso, incorpore essas sábias e iluminadas palavras ao seu comportamento. Agora. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 22 16 de janeiro de 2017 - jornal propmark

ideias Orquestra executa sinfonia com partituras impressas em tempo real Agência 360i e Canon desafiam maestro e músicos a apresentarem composição de Beethoven, em NY, usando equipamentos da marca Claudia Penteado Uma maneira inusitada de provar o “estado da arte” de equipamentos de escritório aparentemente comuns e de baixíssima diferenciação, em um segmento extremamente competitivo. Foi o que fizeram a agência 360i, de Nova York, e a Canon, que promoveram um concerto literalmente regido pelo ritmo preciso das impressoras, como uma maneira de demonstrar a eficiência e a confiabilidade da linha de impressoras ImageClass. A Canon desafiou uma orquestra a executar a sétima Sinfonia de Beethoven lendo as partituras impressas em tempo real no palco do icônico United Palace Theatre, em Nova York. Ao todo, foram usadas 19 impressoras, colocadas na frente de cada um dos músicos do grupo. A performance não foi ensaiada - na verdade, foi a primeira vez que os músicos reunidos e regidos pelo maestro Eric Hachikian tocaram juntos. As impressoras tiveram de imprimir um conjunto de 70 páginas em sincronia completa na frente do público, ao vivo, façanha que exigiu precisão e confiabilidade absolutas na nova linha de impressoras, pois um único erro poderia arruinar a apresentação. O desafio Printers in Concert da Canon foi a primeira execução da nova campanha A different class of printers, que eleva a marca no competitivo mercado de suprimentos de escritório e teve a criação do brasileiro Fabio Seidl, group creative director da 360i e produção da Tool. “Ninguém pensa muito sobre impressoras de escritório. Você só lembra delas quando elas te deixam na mão, justamente quando isso não poderia acontecer. E como colocar uma impressora de escritório nos Músicos da orquestra leem partitura impressa pela Canon, para mostrar eficiência e precisão do equipamento “Foi um risco para os artistas também, que acabaram se divertindo” holofotes? Colocando literalmente holofotes em cima dela. A inspiração estava aí. A impressora é rápida? Confiável? Vamos ver. Em que situação uma impressora não poderia falhar de jeito nenhum? Num palco, num teatro enorme em Nova York, ao vivo, com uma orquestra dependendo dela”, comenta Seidl. Segundo ele, para melhorar as coisas, o cliente adora tecnologia e, assim que a ideia foi apresentada, já começou a pensar na engenharia, em como fazer as páginas da partitura de uma sinfonia serem disparadas e chegarem no timing perfeito. “Eles tinham os programas e o know-how, isso deixou a responsabilidade toda com as impressoras. Se uma delas prendesse uma folha sequer, ia tudo por água abaixo”, conta Seidl. Divulgação Diante do desafio, faltava um maestro que topasse. Eric Hachikian é bem conhecido em Hollywood, trabalhou com a Filarmônica de Los Angeles e em séries da Netflix, HBO e em filmes como The Wrestler. Ele foi o primeiro a concordar com a ideia, de realizar o feito sem um ensaio prévio. “Precisava ter emoção”, afirma Seidl. O maestro recrutou então os músicos mais corajosos que conhecia e a orquestra só se encontrou na hora marcada para a apresentação. Eles sequer souberam que música seria tocada. “Foi um risco para os artistas também, que acabaram se divertindo. Deve ter sido a primeira vez que um material de escritório foi protagonista de alguma coisa num palco na Broadway, e a estreia foi ótima”, conclui Seidl. jornal propmark - 16 de janeiro de 2017 23

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