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edição de 16 de janeiro de 2017

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MerCado Círculo

MerCado Círculo Millenium retoma agenda Em 2017, serão oito encontros, a partir de março, para tratar de assuntos diversos Divulgação BÁRBARA BARBOSA Lançado em meio à crise, no ano passado, o Círculo Millenium, conjunto de iniciativas que fomenta a discussão acerca de temas de relevância para o mercado, comemora bons resultados com uma agenda confirmada para 2017. Idealizado pela empresa Alfa Nova, dos empresários Cristina Falcão e Aluizio Falcão Filho, também jornalista, o projeto pretende promover, até o fim do ano, oito eventos com especialistas. “O nosso grande diferencial é ter um conteúdo de fato relevante para quem lidera as grandes empresas”, diz Cristina. Em 2016, os encontros priorizaram temas voltados para macroeconomia. Já neste ano, Cristina conta que, à medida que a economia for mudando, os temas serão definidos. “A gente não engessou os temas para 2017, justamente para poder ter essa flexibilidade de sentir o que o momento pede. Vamos ser bem alinhados”, fala. O primeiro encontro, no início de março, abordará o tema O futuro das empresas brasileiras após a Lava-Jato, sem viés político, mas apenas econômico e de imagem, segundo Cristina, que trabalha na definição dos palestrantes. A agenda prevê, ainda, um encontro com os prefeitos eleitos de algumas das principais capitais do país para uma avalição dos 100 primeiros dias de mandato. A ideia é realizar, no primeiro semestre, um Círculo Millenium com o tema Os 100 primeiros dias das prefeituras. Além disso, está confirmado um evento sobre Perspectivas, em novembro, e a homenagem Galeria de Notáveis. Aluizio Falcão Filho e Cristina Falcão, idealizadores do projeto 14 16 de janeiro de 2017 - jornal propmark

mErcado Esperança orienta a escolha de Greenery como cor do ano Pantone aposta no verde-folha como tendência para 2017. Especialistas debatem consumo e a influência da comunicação não-verbal das cores Danúbia Paraizo ano de 2017 mal começou e já O chega com esperança de dias melhores frente ao cenário conturbado de 2016. Acompanhando o desejo coletivo de renovação, a Pantone, famosa por fornecer padrões de cor que orientam o trabalho da indústria da moda e design, entre outros, apresentou a principal tendência de tonalidade para este ano. Greenery reúne elementos da natureza que remetem à vitalidade das novas folhagens e, ao mesmo tempo, traduz a necessidade de reconexão da vida urbana com o meio ambiente. Essa comunicação não-verbal das cores refletida em sentimentos tem sido cada vez mais estudada por grandes marcas, interessadas em mais proximidade e identificação com o consumidor. De acordo com Paula Csillag, integrante do grupo de estudos cromáticos da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e professora do curso de design da ESPM, as cores têm grande poder no mercado porque despertam aspectos emocionais e fisiológicos. A acadêmica cita estudos científicos que descobriram, por exemplo, a relação entre o vermelho e a aceleração dos batimentos cardíacos, e o azul com a retomada da condição normal do coração. “Não à toa, o vermelho é bem utilizada para mensagens de alerta, como o semáforo ou na comunicação de produtos ligados à paixão”, explica. Não é a primeira vez que o verde é evidenciado. Em 2013, a Pantone elegeu o verde-esmeralda e o vermelho-samba como cores do ano. Em 2014 foi a vez do Orquídea Radiante; em 2015, o Marsala; e em 2016, o Rosa Quartzo e Azul Serenidade. A indústria da moda é um dos principais mercados para os padrões de cor e costuma adiantar tendências. Em setembro passa- Desejo de reconexão com natureza, renovação e esperança orientaram escolha do verde Greenery como cor do ano pela Pantone “praticamente não há elementos comestíveis azuis na natureza. isso explica por que raramente vemos produtos alimentícios nessa cor” do, por exemplo, a grife italiana Emilio Pucci já desfilava peças verde-folha dando um preview do que chegaria ao mercado. Segundo a arquiteta Érica Giacomelli, os estudos para a eleição da cor do ano consideram diversos fatores, como análises de revistas de moda, lançamentos de produtos e design, essências e perfumes, além de observações culturais e socioeconômicas. “Quando todas essas referências são postas lado a lado, o resultado é visto quase que automatica- mente, a cor salta aos olhos”. Paula explica que cores que têm origem na natureza detêm simbolismo muito forte. Isso porque o consumidor facilmente associa o produto a algo próximo. “Já reparou que praticamente não há elementos comestíveis azuis na natureza? Isso explica por que raramente vemos produtos alimentícios nessa cor. Não há identificação para o consumo”. Essa associação entre o simbolismo das cores e a comunicação visual tem sido bastante explorada no design. A aplicação deve levar em conta a essência da empresa e a estratégia de negócio, para que não perca a identidade. Segundo Luciano Montelatto, diretor-executivo da agência Boxx e consultor e estrategista de marca, dentro de um projeto de branding leva-se em consideração características mais peculiares e individuais, mas tendências de cores e imagens podem influenciar nessa construção, desde que estejam alinhadas à sua essência. Divulgação Paula concorda com o colega, ressaltando que o padrão de cor é uma questão mercadológica, sendo ferramenta de marketing relevante, mas nem sempre será aplicável. “Tudo vai depender da articulação desse padrão de cor nos nichos de mercado. A atriz principal de uma novela usar o esmalte da cor do ano, por exemplo, funciona muito bem. Essa protagonista vai influenciar um monte de gente a procurar o produto. É uma cadeia industrial complexa”. Eliana Sanches, diretora de redação da revista Casa Claudia, ressalta que a temática também está no radar atento do design, arquitetura e decoração. “Não focamos apenas na cor, mas em todo seu entorno. Há um desejo enorme de conexão com a natureza, com a volta ao campo, aos valores básicos simples, e isso inclui desde a decoração e a arquitetura como outros itens, como a alimentação e até mesmo a relação com o trabalho”. jornal propmark - 16 de janeiro de 2017 15

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