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edição de 14 de março de 2016

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canal da rede opera no mínimo das cotas de conteúdo nacional. “O orçamento que temos é superior ao necessário para cumprir cota. Antigamente se ouvia muito a expressão ‘esconde o programa na grade’ para atrações de menor qualidade. Não ouço mais isso faz tempo. Hoje temos estruturas em vários países trabalhando para entregar o melhor e honrar o espaço na grade”, declarou. A rede está disposta a investir na formação do mercado, para que haja cada vez melhores roteiristas para séries no mercado local. O lançamento de um festival de curtas, por exemplo, via canal TNT, é uma das ações nesse sentido. O vencedor terá o seu trabalho reconhecido e exibido na grade. De uma forma ou de outra, não é fácil acertar e emplacar projetos junto aos canais. E essa é uma característica dessa indústria no mundo todo, não apenas no Brasil. Segundo Barata, a era dos grandes hits em ficção acabou globalmente. Séries de grande audiência, com distâncias astronômicas para o segundo lugar, são coisa do passado. “São tantas séries bem produzidas, vivemos em um ambiente de diluição. Criar um grande hit é um desafio enorme. Hoje não esperamos mais que uma série cumpra o seu papel, mas que o conjunto de projetos cumpra e faça sentido para a rede, com a esperança de ter, quem sabe, um hit entre eles”, observou o executivo da NBC. Gallo, da Turner, afirmou que não há mistério: nos Estados Unidos, de milhões de pilotos produzidos anualmente, poucos são produzidos de fato. “Fui ao LA Screens e assisti em seis dias a cerca de 90 produtos diferentes. Quantos emplacaram? Provavelmente poucos. Podemos errar porque é comum errar e o sucesso é fruto da insistência de muitos anos. Vivemos um mundo ainda novo”, concluiu. pelo mundo O imenso mercado interno e a histórica falta de incentivos à produção nacional, principalmente a independente, atrasaram um bocado o bonde brasileiro no cenário de audiovisual global. Há pelo menos 15 anos o Reino Unido lidera com folga na produção e exportação de programas de TV pelo mundo. Pelo menos 122 shows criados na Inglaterra já foram exportados, segundo dados apresentados na RioContentMarket por Rob Clark, diretor global de entretenimento da Freemantle Gallo: “hoje a produção nacional vai muito além do cumprimento de cotas” Rangel: “Os serviços tradicionais terão de dialogar com essa nova forma tecnológica” Fotos: Divulgação Media, gigante da exportação de formatos de entretenimento audiovisual pelo mundo. Na sequência do ranking de exportações vêm Estados Unidos, Holanda e Israel - este último, um país emergente que encontrou a fórmula de sucesso e ultrapassou diversos países, como Espanha, Suécia e Dinamarca. A Freemantle nunca exportou um projeto brasileiro. Paula Cavalcanti, diretora da empresa por aqui, afirma que no Brasil o mercado se acostumou a pensar em programas e não em formatos. “É preciso dar um passo atrás e criar projetos que possam ser vendidos em qualquer lugar. Estrutura é fundamental”, disse a executiva. Ela conta que a Freemantle Brasil criou um formato exportável, O Menino de Ouro, exibido entre março de 2013 e junho de 2014, em duas temporadas, pelo SBT, que agora está sendo negociado para o Oriente Médio. Apresentado por Karina Bacchi, Paulo Sérgio, Armelino Donizet- ti e José Edmílson, o programa narra a emocionante trajetória de pequenos boleiros brasileiros com uma poderosa vertente social, se propondo a dar uma real oportunidade para minicraques mostrarem o seu talento e terem a chance de assinar um contrato profissional. O programa, além de apresentar os desafios técnicos do futebol, retrata as expectativas, alegrias e frustrações dos garotos e suas famílias. Clark disse que, para fazer sucesso internacional, não basta uma boa história, um bom programa. É preciso seguir uma fórmula, pensar em um formato adaptável a diferentes budgets - maiores ou menores. É preciso ter potencial para ser promovido em diversas plataformas - seja via uma celebridade envolvida, alguma característica inusitada, um formato inovador. É preciso também ser “transferível” para qualquer cultura. Outra dica importante: ter um elemento competitivo. Clark é grandede shows de talento e jogos, formatos populares no mercado para exportação, a grande especialidade da Freemantle. “O bom formato transcende países, regiões. Seu tema precisa ser global. Tudo bem que o Brasil tenha um mercado interno repleto de formatos locais, com abordagens que são bem brasileiras. Mas, para sair daqui, é preciso que o programa pareça local em qualquer país do mundo”, afirma o executivo. Branded content O RioContentMarket destinou espaço grande ao branded content, tema que há tempo deixou de ser novidade, mas que a cada dia apresenta novos desafios para o mundo da propaganda. Eco Moliterno, VP de criação da Africa, participou de um painel em que explicou para a plateia as diferentes nuances dos formatos publicitários hoje, desde os anúncios de varejo, focados 100% em vendas, passando por comerciais com enredo, o advertainment, exemplificado por trabalhos como da Volvo, o Live Test Series, passando pelo product placement, que fez brilhar marcas como Chevrolet no filme Transformers, até o branded content propriamente dito, em que o conteúdo está a serviço da propaganda e vice-versa, em projetos como Intel Inside. “Costumo dizer que a publicidade corre 100 metros rasos, e o conteúdo corre maratonas. Sabemos hoje que o conteúdo longevo gera maior engajamento”, disse. 14 14 de março de 2016 - jornal propmark

mercado Supermax mistura gêneros e terá versão em espanhol Série de ficção em 12 capítulos estreia no segundo semestre e se passa em um presídio abandonado Claudia Penteado Supermax, que estreia no segundo semestre deste ano, é a nova aposta da TV Globo na área de ficção. A série de 12 capítulos, que se configura como uma mistura de gêneros: thriller, terror, reality, policial, tudo ao mesmo tempo, foi apresentada ao mercado audiovisual durante a RioContentMarket. Dirigida no Brasil por José Alvarenga, a série terá, pela primeira vez na história da emissora, uma versão hispânica, nas mãos do diretor argentino Daniel Burman, conhecido principalmente por longas, como Ninho Vazio e A Sorte em Suas Mãos. Doze pessoas (na versão hispânica são oito) participam de um reality show num presí- Renato Rocha Miranda/Divulgação A série Supermax, que tem o ator Eron Cordeiro no elenco, retrata um reality show fictício na Amazônia dio abandonado na Amazônia e, ao chegar lá, toda sorte de episódios assustadores começa a acontecer, a começar pelo desaparecimento do host do reality show, vivido por Pedro Bial. A partir daí, trava-se uma luta contra forças nem sempre possíveis de explicar. Entre os atores, Cléo Pires, Bruno Gagliasso e Mariana Ximenes. As gravações foram todas realizadas no Rio de Janeiro. A versão hispânica se passará no deserto e ainda está em fase de pré-produção e escolha de elenco, mas deve contar com algumas estrelas da dramaturgia argentina, segundo adianta Burman. Alvarenga conta que a produção de Supermax levou um ano e meio. A emissora criou um white room, como se chamam os grupos de trabalho de roteiristas, reunindo profissionais como Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Denison Ramalho. E foi justamente lá que surgiram grandes ideias, como a mistura de gêneros, para esse programa, que, segundo Alvarenga, vai ajudar a emissora a “conversar com o mundo”. Os dez roteiristas - oito brasileiros e dois argentinos - trabalharam, segundo Alvarenga, de forma horizontal e verdadeiramente colaborativa, sem chefia. Ricardo Scalamandré, responsável pela área internacional da emissora, afirma que o projeto é uma consequência da presença de longa data da emissora nas mercados hispânicos. Criar conteúdo com potencial internacional está nos planos para o futuro. roteirista de séries de sucesso odeia escrever roteirista e produtor americano Howard Gordon, O criador de séries de sucesso como Homeland, 24 Horas e Tyrant, não gosta de ser chamado de “hit maker”, pois parece uma maldição com foco no vem a seguir. Ele costuma dizer que “odeia escrever”, mas “ama ter escrito”, depois que tudo acaba, referindo-se à angústia do papel em branco vivida por tantos que trabalham com as palavras. Durante a RioContentMarket, na semana passada, no Rio, Gordon declarou que seus projetos são “filhos” e ele jamais arriscaria escolher apenas um pelo qual gostaria de ser mais lembrado. Gordon disse que a TV está, sim, na “era de ouro”, uma vez que os storytellers deixaram de ter as restrições do passado para contar suas histórias. Podem contá-las em cinco, dez ou 100 episódios, se for o caso. Não precisam escrever sobre advogados, médicos, seguir regras específicas de roteiros e breaks publicitários. No entanto, ele não gosta do jeito que se consome TV hoje em dia. “Sou antigo no consumo, gostava do tempo em que se esperava semanalmente por um episódio. Aquilo rendia assunto para uma semana inteira e até estimulava as pessoas a verem juntas. Hoje as pessoas perdem fins de semana inteiros diante da tela, cada um vê sozinho”, comenta. Para Gordon, é essencial saber o momento de descontinuar uma série. “É preciso saber quando uma história foi contada. Quando acaba a energia da conversa”, conclui. CP O DCI TRAZ DUAS ÓTIMAS NOTÍCIAS: A CONQUISTA DO “SELO VERDE” E A FILIAÇÃO AO IVC DCI, agora filiado ao Instituto Verificador de Comunicação (IVC Brasil), conquistou também a certificação do “Selo Verde” FSC ® (Forest Stewardship Council ® ). O resultado não poderia ser melhor: a confirmação de uma história de seriedade, credibilidade e tradição. SK&C SK&C facebook.com/jornaldci twitter.com/jornaldci Linkedin: Jornal DCI www.dci.com.br jornal propmark - 14 de março de 2016 15

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