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edição de 14 de março de 2016

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mercado riocontentmarket mostra segmento audiovisual mais amadurecido Na semana passada, cerca de 3.700 pessoas se reuniram no Rio de Janeiro para discutir o que vem sendo feito no setor aqui e no mundo Claudia Penteado sexta edição do maior evento do mercado audiovisual A brasileiro, o RioContentMarket, realizado no Rio de Janeiro na semana passada, que reuniu ao todo 3.700 pessoas, mostrou um cenário brasileiro de audiovisual mais próximo do amadurecimento. Manoel Rangel, presidente da Ancine (Agência Nacional de Cinema), comemorou os bons resultados apesar da crise e destacou a suspensão pelo STF da liminar conseguida pelo Sindi- Telebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de Celular e Pessoal), que isentava as teles do recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). “Vamos ganhar essa ação judicial”, garantiu Rangel, defendendo o imposto que ajuda no fomento do setor audiovisual. Segundo ele, as produções nacionais cresceram cerca de 40% em 2015 e o setor de audiovisual é um dos “polos de otimismo” no Brasil, apesar das dificuldades de captar recursos e da redução dos investimentos em produção publicitária. Segundo ele, mais do que nunca, é preciso estar atento à Lei do Audiovisual (12.485). “Temos de manter os olhos postos no desenvolvimento do setor audiovisual. Não podemos em momento algum simplesmente comemorar as nossas conquistas e vitórias e descansar. Precisamos tomar fôlego e enfrentar os novos desafios que se apresentam”, disse. Segundo ele, o debate volta- -se para o marco regulatório dos serviços de Video On Demand (VOD). Rangel afirma que todos são bem-vindos para explorar o mercado brasileiro de audiovisual. No entanto, todos devem deixar sua contribuição para o desenvolvimento da economia do país. Alfonso de Tomas/Shutterstock Setor de audiovisual esteve reunido na semana passada para discutir a situação do mercado brasileiro: produção nacional cresceu 40% em 2015 “O serviço dedeo por demanda é a fronteira da expansão dos serviços audiovisuais no mundo. O mundo já é banda larga. E esse cenário apenas se acentuará ao longo dos próximos anos. Isso tem um extraordinário impacto sobre o audiovisual. Os serviços tradicionais desenvolvidos em outro momento terão de dialogar com essa nova forma tecnológica de transmissão. E vão precisar dialogar com essa nova forma negocial, que é o serviço dedeo por demanda”, contou. De acordo com o presidente da Ancine, os “serviços tradicionais” vão coabitar com os novos, mas vão também dispor dessa forma tecnológica para prestar seus serviços. Emissoras e outros agentes da indústria audiovisual investem em banda larga e criam plataformas dedeo por demanda. “Os provedores dedeo por demanda vêm dos mais diversos territórios da economia. Livrarias, empresas de hardware, programadoras, empresas de TV paga, empresas de TV aberta. É diferente do cenário que vivemos até aqui. No mundo há uma experiência regulatória realizada, na Europa, que já está numa segunda onda. Há polêmicas e contradições. A postura do regulador deve ser, de uma forma geral, de permitir que o novo serviço se apresente, mostre sua face e suas características. O regulador não pode impedir o nascimento de uma nova economia, de um setor. Observamos nos últimos quatro anos, e agora vamos avançar no marco regulatório. Inclusive se quisermos que esse setor siga se desenvolvendo no Brasil”, concluiu Rangel. Rogério Gallo, vice-presidente de canais, filmes e séries da Turner Broadcasting System, afirma que percebe o amadurecimento da indústria audiovisual brasileira para além da lei que passou a exigir dos canais maior exibição de conteúdo nacional. “Tudo acelerou, há mais canais, mais conteúdo, e o fato é que hoje a produção vai muito além do cumprimento de cotas. Há mais qualidade e produtos competitivos. Muitos produtos foram colocados no ar para cumprir cotas e foram um verdadeiro desastre. Hoje a TV paga quer audiência. Essa é uma preocupação”, disse Gallo. Segundo ele, se as cotas fossem abolidas, o investimento em programação nacional de qualidade continuaria, porque é preciso crescer e trazer para a grade a Classe C. “Aprendemos com a TV Globo que não se consegue engajar essa audiência, especialmente nas plataformas digitais, sem um bom produto nacional”, observa Gallo. Paulo Barata, diretor-presidente da NBC Universal Network Brasil, disse que hoje nenhum 12 14 de março de 2016 - jornal propmark

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