Views
1 week ago

edição de 14 de maio de 2018

  • Text
  • Brasil
  • Mundo
  • Jornal
  • Copa
  • Propmark
  • Maio
  • Campanha
  • Mercado
  • Sempre
  • Anos

mErCAdo São Paulo

mErCAdo São Paulo concentra 75% das verbas de publicidade do país Balanço do investimento bruto do Kantar Ibope mostra que a cidade é responsável por mais de R$ 100 bilhões das autorizações de mídia Paulo Macedo Mercado que concentra as principais agências de publicidade do país, como a líder Y&R, que tem faturamento anual de R$ 3,962 bilhões, os principais anunciantes e também as bases comerciais dos canais de mídia com maior volume de autorizações de publicidade do país, a cidade São Paulo liderou mais uma vez em 2017 os investimentos brutos de comunicação de marketing, com um total de R$ 32,9 bilhões, de acordo com o ranking de praças do Kantar Ibope Media, que usa a métrica GAV (Gross Advertising Value). O share exato é de 24,6%, mas houve uma evolução de 1,3% em relação a 2016. Porém, quando se considera a origem da autorização de mídia, São Paulo concentra 75% do dinheiro aplicado em propaganda no país, equivalente a mais de R$ 100 bilhões. O Rio de Janeiro, com participação de 9,7%, contabilizou um volume de R$ 13 bilhões. Historicamente, mesmo com as perdas de negócios, o Rio se mantém na segunda posição. A Artplan, com faturamento de R$ 2,122 bilhões no ano passado e em 11º lugar no ranking, é a principal agência da capital fluminense. A NBS, que aparece em 28º, com um faturamento de R$ 1,173 bilhão em 2017, é outro player de destaque na região. As operações da WMc- Cann, com Coca-Cola e TIM, e DPZ&T, com Petrobras, mantêm escritórios robustos na cidade. Também, pela característica local, agências como Fullpack, Onzevinteum e Agência3 se sobressaem no Rio. Belo Horizonte aparece na lista do Kantar Ibope Media em 3º lugar, com 3,8% de share e faturamento, sem os descontos de praxe, de R$ 5,109 bilhões. Na 4ª posição está Porto Alegre, com R$ 4,234 bilhões; e em 5º Curitiba, com R$ 3,184 A executiva Melissa Vogel promete elevar a base da pesquisa de mídia digital em 2018 bilhões. Fortaleza, em 6º, lidera o mercado do Nordeste, com R$ 2,802 bilhões e participação no mercado nacional de 2,1%. Salvador aparece em 7°, com R$ 2,7 bilhões. Brasília, que concentra as autorizações do Governo Federal, ocupa o 8º posto da relação, com R$ 2,620 bilhões. Recife está em 9º, com um 1,9% da fatia nacional do bolo publicitário e faturamento de R$ 2,552 bilhões. Campinas, no interior de São Paulo, aparece em 10º, com R$ 2,397 bilhões e 1,8% de share. Em seguida está Florianópolis, com Divulgação “Teremos um incremenTo em mais de 100% na quanTidade de siTes moniTorados, salTando de 124 para cerca de 250 veículos online” R$ 2,199 bilhões; Belém, com R$ 2,143 bilhões; Goiânia, com R$ 1,748 bilhão; Santos, com R$ 1,588 bilhão; e Vitória, com R$ 1,517 bilhão. ANUNCIANTES Cliente da house My Agência, a Hypemarcas lidera o ranking dos maiores anunciantes do país, com uma verba bruta de mídia de R$ 3,737 bilhões. O laboratório mexicano Genoma está em segundo no ranking de 2017 do Kantar Ibope Media, com 3,124 bilhões. Outro anunciante do segmento farmacêntico, a Divcom Pharma Nordeste está em 6º, com R$ 1,494 bilhão; e a Ultrafarma em 10º, com R$ 1,256 bilhão. O mercado de fármacos realmente ganhou consistência no ranking devido à métrica, que utiliza os valores plenos das tabelas de preços dos veículos de comunicação e sem os descontos negociados, que podem chegar, em alguns casos, a 90%. Há mais veracidade sobre o real valor investido a partir da 3ª posição, ocupada pela Unilever, com R$ 1,825 bilhão. A Ambev, em 4º, tem faturamento mais próximo da realidade, com seus R$ 1,560 bilhão; assim como a P&G, em 5º, com R$ 1,559 bilhão; a Claro, em 7º, com R$ 1,476 bilhão; e a Caixa Econômica Federal, em 8º, com R$ 1,443 bilhão. “No ano de 2017, as marcas intensificaram os seus investimentos em comunicação, que, somados à recuperação da economia, impulsionaram o consumo. Este ano, em nossa cobertura do digital, teremos um incremento em mais de 100% na quantidade de sites monitorados, saltando de 124 para cerca de 250 veículos online. Também estamos trabalhando para incluir campanhas programáticas e novas plataformas e formatos em nossa oferta para a análise de mídia digital, como mobile, vídeos e aplicativos”, destaca Melissa Vogel, CEO do Kantar Ibope Media no Brasil. 10 14 de maio de 2018 - jornal propmark

MERCADO “Todos têm de entender os deveres com a privacidade” Michael Biltz, diretor-executivo da Accenture Technology & Innovation Office, fala que as empresas estão aprendendo com o Facebook após escândalo que revelou o vazamento de dados de milhões de pessoas pela consultoria Cambridge Analytica. Para ele, ao construir tecnologias é fácil esquecer que não é só um produto ou serviço, mas mudar como as pessoas vivem. “Algoritmos mostram e não mostram coisas, criam um ponto de vista.” Veja a seguir os principais pontos da entrevista. Gustavo Rampini/Divulgação Michael Biltz esteve no Brasil para o 17º Fórum Empresarial Lide em Recife (PE) jéssica Oliveira EFEITO FACEBOOK A maioria das empresas está percebendo que estavam usando dados para criar produtos e serviços. Mas já que estamos mudando como as coisas funcionam, todos têm de dar um passo atrás e entender os novos deveres com a privacidade, parceiros e informações. É um novo mundo, as empresas não estão construindo produtos ou serviços, mas sistemas. É mais trabalho e responsabilidade. APRENDIZADO Todos estão aprendendo com o Facebook. Mas ainda não sabemos como devemos lidar. Se um carro automático se envolve em um acidente, de quem é a culpa? Da pessoa, da estrada, dos engenheiros? Não sabemos. E são esses tipos de perguntas que precisamos começar a fazer agora, repensar o que será normal e o que não. ACCENTURE A Accenture está em quase todos os países e indústrias, e tem conexão com as pessoas que já estão fazendo essas coisas. Serviços financeiros e saúde lidam com questões de privacidade e informações sensíveis há muito tempo. Mas agora outras áreas que provavelmente nunca tiveram de se preocupar estão percebendo que pode ser problema delas também. Ter conexão e entendimento nos coloca em posição única de ver holisticamente. “é UM NOVO MUNDO, AS EMPRESAS NÃO ESTÃO CONSTRUINDO PRODUTOS OU SERVIÇOS, MAS SISTEMAS” DADOS REAIS Precisamos não apenas ter dados, mas ter certeza que estamos verificando eles. É mau jornalismo não checar as fontes e estamos nessa posição de checar nossas fontes para tudo. O que você vai usar de dados determina o que fazer com eles. Se sou a Netflix ou o Spotify determinando a recomendação de filme ou a próxima música, não importa. Mas se estou tomando grandes decisões, por exemplo, sobre investimento, expansão etc., essas coisas são muito importantes. Não basta ter dados, mas saber que estão certos. E há tantas maneiras de dados serem falsos, as pessoas mentem, omitem, se influenciam... CONTEXTO Se quer saber quão feliz é uma população e perguntar no Natal, a resposta deve ser ‘feliz’, mas se perguntar um dia após uma tragédia, provavelmente não será. Não são só os dados, mas o que está em torno deles. É preciso entender isso antes de tomar grandes decisões sobre você, a companhia e o que vai fazer em seguida. jornal propmark - 14 de maio de 2018 11

edições anteriores

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.