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edição de 13 de agosto de 2018

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opinião Reprodução

opinião Reprodução Design universal: uma grande oportunidade de negócios Rodolfo Sonnewend Em 2010, quase tive meu pé direito arrancado totalmente por um acidente doméstico com uma escada metálica. Senti na pele os grandes problemas que as pessoas com deficiência sofrem dentro do processo de inclusão na sociedade. Até então, nunca poderia imaginar que este fato me transformaria em uma pessoa com deficiência motora e me levaria a estudar, nos anos seguintes e com a ótica mercadológica, uma nova realidade. Até 2017, a Arquitetos da Criatividade era uma agência convencional. Naquele ano, motivados pela condição de pessoa com deficiência, pelo meu forte relacionamento no setor e por já termos realizado diversos trabalhos para esse mercado e pela forte expansão do mesmo, a Arquitetos iniciou algumas pesquisas com o objetivo de se reposicionar estrategicamente. Os resultados demonstraram que o mercado publicitário não estava focado na acessibilidade. Passamos então a registrar marcas e a criar termos, conceitos e metodologias como marketing da diversidade, marketing assistivo, publicidade assistiva, arquitetura assistiva, engenharia assistiva, coaching assistivo, soluções assistivas e, por último, design universal, que se tornaria o novo nome fantasia da Arquitetos. Nesse mesmo ano criamos o Instituto Humanus, bem como ampliamos o nosso foco para o atendimento prioritário ao público da diversidade assistiva, composto por pessoas com deficiência, obesos e idosos. Afinal, estávamos conscientes de que, se conseguíssemos atingir e satisfazer esses indivíduos com necessidades tão diferenciadas, teríamos excelência frente às demais. Cruzando informações dos três mercados-alvo, concluímos que os clientes da diversidade assistiva consomem mais de R$ 130 bilhões ao ano. Este universo é composto, atualmente, por aproximadamente 25% da população brasileira e está em franca expansão, principalmente devido ao crescimento do número de idosos. Os seus consumidores têm um perfil de fidelidade “clientes da diversidade assistiva consomem mais de R$ 130 bilhões ao ano” frente às empresas que buscam atender às suas necessidades diferenciadas e podem representar, para quem investe neste público, a garantia de maiores lucros financeiros, além de exponencial visibilidade social para as suas marcas. O termo design universal, também conhecido como design para todos, foi utilizado pela primeira vez nos anos 1970 pelo norte-americano Ronald Mace, um arquiteto com deficiência motora que estruturou os sete princípios básicos para que um produto passasse a ser inclusivo, ou seja, utilizado pela maioria quase absoluta das pessoas. Até então, o termo era adotado apenas por engenheiros e arquitetos, adaptando obras para todos os tipos de diversidade. Hoje, estamos trabalhando os princípios do design universal psicocomunicacional, que migrará os sete princípios para as áreas comportamentais e mercadológicas das empresas. O Instituto Humanos, que ajudamos a criar, é formado por um grupo de empresas e profissionais, muitos dos quais incluídos no perfil do público-alvo. Seu trabalho consiste no desenvolvimento de soluções em tecnologia assistiva, sejam elas analógicas, clínica ou digital, que facilitem ao público da diversidade assistiva realizarem suas tarefas diárias. A equipe diretiva da Humanus é composta por Rodolfo Sonnewend, especialista na diversidade assistiva e atual presidente; Cleusa M. Sonnewend, educadora com especialidade na pessoa com deficiência de aprendizagem; Marta A. Machado, educadora com especialização em equoterapia, além de larga vivência no universo das pessoas com deficiência; Daniel Moreira, administrador com especialidade em treinamento atitudinal das pessoas da diversidade assistiva; e Waldemar Ciglioni, professor acadêmico, publicitário, autor e profissional de marketing com especialidade na diversidade assistiva para idosos. Participar da Humanus é muito simples, basta registrar a sua empresa no site da entidade. Depois de inscrito, o interessado terá acesso a todos os procedimentos para enquadrar o seu negócio como fornecedor para o universo das pessoas da diversidade assistiva, bem como receber toda a orientação necessária para esse enquadramento. Rodolfo Sonnewend é presidente do Instituto Humanus e CEO da Design Universal contato@institutohumanus.com.br 36 13 de agosto de 2018 - jornal propmark

inspiração Vodka com cachaça? TomasSereda/iStock e Divulgação Com 25 Leões em Cannes e mais de 400 comerciais com o Garoto Bombril, diretor assume função como cônsul honorário da Polônia Nasci em Varsóvia, morei alguns anos na Inglaterra, me mudei para a Argentina, mas, do mundo inteiro, escolhi o Brasil para fixar morada. E agora, com mais de 70 anos de vida, vou trocar de profissão. Trocar de PRO-FIS-SÃO. No início não parecia uma boa ideia, mudanças sempre inspiram dúvidas e desconfiança. Mas, após uma curta hesitação pensei, por que não? Tenho mais de 50 anos como diretor de filmes publicitários e devo reconhecer: foi fascinante e nunca pensei em fazer outra coisa. E é claro que as coisas também podem ser realizadas paralelamente, e estarei sempre pronto para dirigir um novo projeto e uma nova campanha. Mas o mundo todo muda, a história muda e a profissão também pode mudar. E, em se tratando do nosso negócio, mudou mesmo. A turma mudou, os filmes mudaram, os clientes mudaram, alguns já se foram, outros se aposentaram. Foi aí, quando menos esperava, que uma proposta nova surgiu. “O senhor (sempre se inicia com pompa e circunstância), aceitaria ser cônsul honorário de seu país, em São Paulo?” Meu sentimento pela Polônia sempre foi muito profundo e, afinal, o resto a gente aprende. Mas qual função exercer? Representar e divulgar o país, em atividades culturais, artísticas e econômicas, sem a burocracia de emitir passaportes, vistos etc. O ofício de cônsul honorário é muito cônsul, mas nada honorário, só que um título bem usado abre muitas portas. E portas interessantes. Aceito e descubro que esse mundo é melhor do que eu imaginava. Descubro que aqui a coisa é muito séria e eficiente. Claro, não sou eu, é que eu represento a Polônia. Acontece que o nosso mundo atual, e não me refiro ao Brasil, deixou de ser eficiente. Os compromissos não se cumprem, você liga e não é atendido e as reuniões servem só para reunir. Agora, neste mundo consular, tudo parece muito correto e tudo funciona. Será que o meu entusiasmo vem da novidade? O tempo dirá, mas, por enquanto, gosto dessa fórmula. Tem uma parte cruel, assistir aos ex- -presos poloneses, que são então soltos, e entregar a eles os passaportes e passagem para que voltem à Polônia. As primeiras vezes foram um pouco traumáticas, mas logo me acostumei. Tome seu passaporte, sua passagem, assine aqui, táxi, aeroporto e boa viagem. É outro mundo tão diferente do mundo publicitário, mas um pouco de irreverência publicitária, misturada com o protocolo diplomático, pode render uma boa fórmula. Chega em São Paulo o diretor e compositor polonês Krzysztok Penderecki, famoso no mundo inteiro, começa a recepção, registros fotográficos e conversas em roda. Recebo o elenco de um teatro polonês, um dos mais importantes do mundo. O cinema polonês também ganha seu espaço na cidade. Uma atividade empolgante e prazerosa. Recepções consulares, encontros que podem gerar grandes negócios e quem sabe até conseguir o patrocínio para um baile folclórico polonês. Seria você, caro leitor? É muito gratificante a gente se sentir útil e eficiente para a relação dos dois países. Só não vamos misturar vodca com cachaça. Viva a publicidade! Viva o corpo consular! Andrés Bukowinski é diretor de filmes e cônsul honorário da Polônia no Brasil jornal propmark - 13 de agosto de 2018 37

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