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edição de 13 de agosto de 2018

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MERCADO Humberto

MERCADO Humberto Mendes revela história de superação em Rua da Amargura S/N Em seu novo livro, publicitário conta como venceu um período difícil morando nas ruas para fazer carreira no mercado de comunicação Renato Rogenski Com uma longa trajetória no mercado e experiência em pequenas, médias e grandes agências, o publicitário Humberto Mendes apresenta seu mais novo livro, Rua da Amargura S/N, pela editora WI. A obra, como ele mesmo diz, conta a história de um morador de rua que virou publicitário. Em vez de um roteiro com personagem fictício, no entanto, o autor narra a jornada de sua vida, começando por uma fase extremamente delicada, quando, de fato, por quase 200 dias, ele viveu sem ter um abrigo para se alocar. Para o mercado, o livro traz a lição de um profissional que construiu sua carreira do zero, com resiliência, enorme vontade de aprender e muito amor pela profissão. “Nunca me faltou o propósito de encontrar um trabalho decente e vencer na vida. Lutei por isso até que comecei a trabalhar na indústria gráfica. Lá, passei a lidar com materiais que iam para as agências. Procurei saber mais sobre a atividade e iniciei a minha trajetória, atuando em diversas áreas do mercado publicitário e em agências como J. Walter Thompson, Rino, DPZ, Artplan e tantas outras”, conta Mendes, que atualmente é VP executivo da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), onde dá expediente todos os dias. Para ele, muito mais do que apenas histórias e lições sobre propaganda, em cada página do livro há um propósito pela evolução do ser humano. “Quando ultrapassamos a casa dos 80 anos assumimos o compromisso de compartilhar as nossas vivências, experiências e tudo que passamos para que os mais jovens possam, de alguma maneira, aproveitar e, principalmente, não cometer os mesmos erros”, afirma. Alê Oliveira Humberto Mendes: “É preciso ser profissional o tempo todo, pois é um negócio sério e não tem espaço para amadores” “Como disse Pablo Neruda, escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias” Legado da obra Como lição para os profissionais de propaganda em atividade, Mendes explica de que maneira o livro pode acrescentar. “O primeiro ponto é ser ético o tempo todo e ter respeito e amor permanente pelo oficio. Além disso, é preciso ser profissional o tempo todo, pois é um negócio sério e não tem espaço para amadores. Também é necessário ter respeito com o cliente e o seu dinheiro. Outra coisa essencial que a obra passa é a noção e o exemplo de que todo ser humano é recuperável”, explica Como a mesma intensidade com que exerce o seu ativismo pela propaganda, Obra retrata a jornada inusitada de Humberto Mendes Humberto Mendes é apaixonado pela atividade de escrever. Rua da Amargura S/N não é a sua primeira obra. Ele também já escreveu livros como Crônicas de Propaganda, Propaganda: O Caminho das Pedras e Universalidade do Ser. “Como disse Pablo Neruda, escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”, finaliza. Com lançamento pela Livraria Cultura, na semana passada, Rua da Amargura S/N está disponível no e-commerce das principais livrarias do país. 30 13 de agosto de 2018 - jornal propmark

Mudanças no mercado Realizada em São Paulo, na sede do Conar, a cerimônia de posse foi marcada por amplo debate sobre as mudanças na comunicação e como o papel da entidade tem acompanhado essas transformações. A começar pela disseminação das notícias falsas, levando a um cenário de desconfiança e ameaça à cremercado Conar quer continuar promovendo propaganda ética em nova gestão João Luiz Faria Netto tomou posse na semana passada; jurista substitui Gilberto Leifert, que ocupou a função na entidade nos últimos 20 anos Danúbia Paraizo Criado há 40 anos como forma de evitar a censura imposta pelo governo militar no Brasil, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) passa por nova fase e mudanças no comando. A entidade, que analisa as campanhas publicitárias sob o olhar da ética e responsabilidade social, empossou na semana passada o jurista João Luiz Faria Netto. O executivo é um dos fundadores da entidade e ocupa o cargo de Gilberto Leifert, que comandou o órgão nos últimos 20 anos. “O Conar conseguiu conquistar a confiança do mercado publicitário para estabelecer as normas éticas que passaram, a partir de 1978, a reger a propaganda. Com esse crédito e responsabilidade, nós a conduzimos até aqui de forma privada, com regras instituídas pelo mercado voluntariamente e por ele praticadas”, ressaltou Leifert ao fazer um balanço sobre o trabalho da entidade. Ainda sobre as contribuições do Conar para a sociedade, Netto destacou o papel social da entidade e como ela tem contribuído para desafogar o sistema judiciário. “Se isso fosse medido em termos de custo ao Estado, nós demos nesses 40 anos uma economia extraordinariamente grande para o Judiciário brasileiro, uma vez que resolvemos contendas que fatalmente seriam demandas graves a serem julgadas pelo tribunal”. João Luiz Faria Netto e Gilberto Leifert na transmissão de cargos semana passada na sede do Conar, em São Paulo D’Andrea e Strozenberg, que representaram a Abap Lara e Narchi, que compõem a nova diretoria da entidade Fotos: Alê Oliveira dibilidade dos veículos. Como reflexo, até mesmo a publicidade acaba sendo contaminada, como destaca Netto. “Eu chamo isso de propaganda fake. Aquela comunicação enganosa e de emboscada. A gente tem de descobrir e atacá-la. Porque a publicidade também deve assegurar ao jornalismo a liberdade de noticiar”. Além da posse de Netto, o evento marcou a chegada da nova diretoria da entidade, formada, entre outros, por Newman Debs, como 1º vice- -presidente; Luiz Lara, como 2º vice-presidente; e Antonio Carlos de Moura, como 3º vice- -presidente. Lideranças de associações parceiras também estiveram presentes. Entre eles, Mario D’Andrea (Dentsu), da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), e Armando Strozenberg (Havas), vice-presidente nacional da Abap. Edney Narchi, vice-presidente executivo do Conar, foi o mestre de cerimônias. jornal propmark - 13 de agosto de 2018 31

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