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edição de 12 de março de 2018

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STORYTELLER BriabAJackson/iStock Na minha opinião... As redes sociais dão a cada pessoa o sentimento de que é um árbitro de tudo e de todos LuLa Vieira Relendo minhas últimas colunas descubro horrorizado que estou ficando sério. Nem lá em casa, onde julgo ser amado, estão muito preocupados com o que eu penso sobre o futuro do país e as soluções para a violência. Tento esquecer que eu sou eu mesmo e lendo algumas delas me pergunto se eu estaria disposto a ouvir minha sábia opinião a respeito de qualquer coisa. Acho, sinceramente, que, em minha opinião, o mundo anda cheio de opiniões. As redes sociais dão a cada pessoa o sentimento de que é um árbitro de tudo e de todos. Os jornais e revistas, cuja importância na divulgação de notícias sofreu duríssimo revés diante da instantaneidade do rádio, da televisão e da internet, hoje são painéis de opiniões. Veja-se a intervenção no Rio de Janeiro. Cada edição da Folha, do Globo, do Estadão ou das revistas semanais tem pelo menos 30 opiniões diferentes sobre a medida, boa parte delas escritas por especialistas em segurança pública, a profissão com maior número de profissionais no Brasil, atrás apenas de analistas políticos, ambas com mais gente a exercê-las do que técnicos de futebol. Correndo por fora temos os marqueteiros e bem depois as prostitutas. Aliás, parafraseando Tim Maia, este é o único país do mundo que puta goza, traficante se vicia, cafetão tem ciúme, pobre é de direita e porta-voz tem opinião própria. Talvez não exista na história política mundial um outro caso como uma autoridade desmentir seu porta-voz, como fez Temer com o seu. E eu não quero ser o primeiro colunista encarregado de contar histórias sobre a minha profissão a desistir de fazê-lo para virar... comentarista. Então, perdão leitoras, perdão leitores. Prometo que a partir da semana que vem voltarei a contar histórias. Mas, antes, só mais uma vez, me permitam comentar um caso ocorrido no Rio de Janeiro que, se for contado daqui a dez anos, muita gente vai achar que é anedota, como muitos episódios da nossa história que mais parecem piada. Esse que eu conto é o seguinte: a prefeitura exigiu que todos os ônibus que rodassem na cidade fossem refrigerados até o início dos Jogos Olímpicos. Ótimo. Para que houvesse viabilidade econômica, ajustou as tarifas de modo que a adequação da frota fosse possível. Segundo o presidente do sindicato das empresas de ônibus, essa medida foi tomada sem consulta aos empresários. Que também não reclamaram de nada. Nem atenderam à exigência de colocar ar- -condicionado em todos os ônibus. Hoje os frescões não chegam a 50% da frota. Que faz o atual prefeito? Propõe criar uma tarifa diferenciada para os ônibus com ar-condicionado. Ou seja: quem quiser ir no geladinho vai pagar mais caro. O que disse hoje o presidente do sindicato das empresas de ônibus? Que os empresários, mais uma vez, não foram consultados. Deu para entender? Não precisa, ultimamente as coisas por aqui escapam da lógica. Com dirigentes assim, fica difícil fazer humor. Lula Vieira é publicitário, diretor da Mesa Consultoria de Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira@grupomesa.com.br 46 12 de março de 2018 - jornal propmark

digitAl Sala de performance da Sky une as agências Blinks, Mirum e Ampfy Operadora de TV paga concentra acervo de dados em data lake único com plano de ampliar o volume de vendas, que em 2017 foi 31% maior Paulo Macedo Com uma presença online consistente, a operadora de televisão por assinatura Sky está conseguindo usar a tecnologia a seu favor. A geração de leads através das campanhas nos canais digitais está tendo impacto positivo no resultado das vendas da empresa. Em 2017, o volume saiu de 12% contabilizados em 2016 para 31% no ano passado. Para a temporada de 2018, o projeto é elevar para cerca de 50% a conversão de prospects em negócios de fato. O elemento-chave para a materialização do projeto foi a formalização de uma sala de performance para monitorar o volume de dados obtidos pela própria Sky e pelas agências envolvidas nas suas estratégias de marketing no ambiente digital. A sala une as agências Ampfy, Blinks e Mirum, esta última abriga o hub que também estabelece conexão com profissionais do Facebook, Google, Criteo e Instagram, por exemplo. O plano do anunciante, como explicam Alex Rocco e Alex Greif, respectivamente diretor e gerente de marketing, é trazer para o grupo o núcleo de BI (Business Intelligence) da FCB Brasil, que cuida das campanhas de mídia. “Temos muitas informações em forma de algoritmos e, com esse espaço de análise de desempenho, vamos ter um data lake único para a ativação das nossas vendas. A tecnologia é um fator decisivo, mas com criatividade e profissionais buscando as soluções mais adequadas. As nossas agências, como a Blinks, de mídia de performance, e a Ampfy, de engajamento e brand digital, além da Mirum, vão aumentar o escopo e a efetividade por meio de uma estratégia única”, destaca Rocco. Os executivos da Sky garantem que essa metodologia vai permitir que os conteúdos mercadológicos sejam integrados; Alex Rocco, diretor de marketing, e Alex Greif, gerente: dados centralizados para possibilitar maior assetividade estratégica a marca terá extorno de inteligência acumulada; e maior assertividade na compra de mídia digital. “Daí a importância de os canais estarem presentes na sala. Todos analisam as informações em tempo real. Mídia, na verdade, é uma ciência estatística que ganha mais força com a tecnologia para facilitar o cruzamento de dados”, disse Greif. Uma experiência que a Sky considerou positiva em 2017 foi a opção de não participar da Black Friday com o modelo tradicional de compra de mídia, principalmente para não gerar expectativa sobre a qualidade de leads. A opção foi monitorar “Mídia é uMa ciência estatística, que ganha Mais força coM a tecnologia para facilitar o cruzaMento de dados” Marçal Neto/Divulgação as informações disponibilizadas diariamente e montar um planejamento tático sob medida. Nesse caso, o blast das ações garantiu mais retorno. “O first-party data, ou dados proprietários, é cada vez mais importante para uma marca que tem controle do avião”, diz Rocco, enfatizando que a sala de performance proporciona custo/benefício e otimiza investimentos. Com a campanha Sky é mais, estrelada pela modelo Gisele Bündchen, e Você no controle, com o humorista Fabio Porchat, para o sistema pre-pago, ambas da FCB, a operadora ativa toda a escala de consumo dos seus produtos. jornal propmark - 12 de março de 2018 47

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