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edição de 12 de fevereiro de 2018

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agências Execution

agências Execution completa um ano com foco em big data e inovação digital Otimista com 2018, Geraldo Rocha Azevedo celebra crescimento e saúde da empresa, que tem nove clientes e cerca de 40 colaboradores JÉSSICA OLIVEIRA De zero a cerca de 40 pessoas em um ano. O crescimento da Execution nesse período dá um pouco da dimensão do que foram os primeiros meses de vida da agência, que busca entregar experiências tangíveis para marcas através de projetos de ativação, engajamento, conteúdo, propaganda, social media, design e inovação digital – item que ao lado de big data é prioridade da casa. Comemorando aniversário no mercado publicitário brasileiro, a agência é um projeto antigo do empresário Geraldo Rocha Azevedo, que deixou a Time For Fun (T4F) para colocar o sonho de pé. “A Execution foi pensada para os próximos 30 anos. É uma agência de comunicação integrada: fazemos propaganda on, off e ativação. E temos obsessão por big data e inovação digital. Tanto que lançamos um aplicativo, em que os clientes podem acompanhar em tempo real métricas e KPIs, por exemplo”, conta. Hoje são nove clientes, entre eles T4F, Grupo Mantiqueira, Bradesco Seguros, 99Taxis e Movida. Só para a TF4 a agência administra um volume de 14 mil peças por ano, 60% digital. Para tornar isso possível, tem na nuvem uma pasta em que o cliente também pode acessar tudo o tempo todo. “O atendimento é feito praticamente online. Quando falo de inovação é isso: entregar com qualidade sem agregar custos. Isso permite que tenha gente focada onde agregamos valor”. A agência está em algumas concorrências e a carteira pode aumentar em breve. Já a equipe continua em crescimento. Este mês a Execution anunciou Guga Carvalho como Head of Data & Digital Innovation. Ele também será responsável por gerenciar e monetizar novas parcerias. “E investimos muito na nossa Geraldo Rocha Azevedo: uma agência nada mais é do que a junção de pessoas num determinado momento no tempo parte de mídia, performance online e offline, criação e atendimento. Tomei cuidado com a equipe. Tive a oportunidade de partir do zero. Foi um ano bastante ativo.” Segundo ele, o bom ritmo é reflexo de pontos como o compromisso com data, métrica e inovação digital, tornando possível implementar o que é apresentado. Outra coisa é ter “a sofisticação” que uma agência pequena não tem, mas sem as “estruturas pesadas” das muito grandes. No mercado desde o início dos anos 1980, quando abriu sua empresa de eventos, Azevedo já trabalhou na Ogilvy & Mather; foi sócio e copresidente da Neogama/BBH (vendida em 2012 para o Grupo Publicis); fundador da Insula, premiada duas vezes como agência digital do ano; e diretor estatutário da T4F, na qual realizou turnês e festivais como Rolling Stones, Coldplay, Pearl Jam e “A ExEcution foi pEnsAdA pArA os próximos 30 Anos. É umA AgênciA dE comunicAção intEgrAdA: fAzEmos propAgAndA on, off E AtivAção” Divulgação Lollapalloza. Ele também já presidiu um júri em Cannes e foi fundador e primeiro presidente da Ampro (Associação de Marketing Promocional). Agora dono da Execution, busca participar ao máximo do dia a dia da empresa e dos clientes. “Cuido muito do produto final junto com a criação e com o planejamento, e também da inovação digital. E faço questão de estar próximo dos clientes. Não tem nada que eu não esteja vendo.” Animado com a Execution caminhando saudável financeiramente e em crescimento, ele está otimista para 2018. As iniciativas para o ano incluem um projeto proprietário na área de saúde, cujo detalhes serão conhecidos em alguns meses. “Estamos dentro do business plan. Uma agência é a junção de pessoas num determinado momento no tempo. Temos boas pessoas e um bom tempo. É um momento gostoso para nós.” 8 12 de fevereiro de 2018 - jornal propmark

eyond the Line Cannes Lions Nikada/iStock mostra seu new look Teremos de continuar a gastar sola de sapato pelos corredores do Palais e adjacências Alexis Thuller PAgliArini Depois de fazer mexidas significativas, principalmente na duração do festival – que passa agora a ser realizado somente em cinco dias úteis (18 a 22 de junho) –, a organização do Cannes Lions começa a mostrar uma nova cara (new look, como eles dizem no site do festival) para este ano. esse primeiro grupo de atrações com muita atenção. Notei um equilíbrio de gênero entre os participantes. Nesse primeiro grupo, os homens ainda são maioria, mas por uma diferença muito pequena. Por outro lado, nota-se uma participação bem maior de “clientes” e de empresas de fora do universo das agências de propaganda. Não se percebe uma transformação radical, até porque, apesar das reações adversas de alguns líderes do setor, o festival continua a ser o mais importante da indústria criativa no mundo. Além do período mais curto, o Cannes Lions deste ano se apresenta sob nove tracks de interesse: Communication, Craft, Entertainment, Experience, Good, Health, Impact, Reach e Innovation. A sensação de FOMO (Fear of Missing Out – Medo de Perder Algo) deve permanecer. Afinal, teremos menos tempo para acompanhar praticamente o mesmo conteúdo. Por mais que estabeleçamos um foco principal, não dá para deixar de vivenciar movimentos em áreas inspiradoras para as transformações constantes que atropelam nosso setor. Não dá, por exemplo, para ignorar os tracks de Entertainment e Innovation, mesmo que a sua praia não seja especificamente ligada a esses setores. Não dá também para deixar de dar uma passeada pelo track Good. Sabemos que o mundo caminha para uma maior consciência social, de praticar o bem, sem, porém, perder lucratividade. Quem se descolar dessa tendência pode ficar defasado. Enfim, tirando setores bem específicos, como o de Health, teremos de continuar a gastar sola de sapato pelos corredores do Palais e adjacências para acompanhar minimamente o festival e suas premiações. Essa é a característica de um grande festival: muito conteúdo, ideias criativas por todos os lados, networking, benchmark e abertura de poros para o efeito osmótico que o megaevento proporciona. Na semana passada, os organizadores apresentaram os primeiros 50 palestrantes/ debatedores. Tive a paciência de analisar Representantes de P&G, Heineken, Unilever, Apple, HP, J&J, Uber e Mondelez, entre muitas outras grandes empresas, são mais numerosos do que aqueles representantes de agências. Será que o festival está se voltando mais para o “cliente”? Sabemos que a presença de anunciantes vem crescendo sistematicamente nos últimos anos. De qualquer maneira, as agências ainda são maioria, até por conta da premiação, que atrai inscrições oriundas (na sua maioria) delas. De qualquer maneira, ouvir os anseios e as preocupações de quem paga a conta é sempre importante também para as agências. Além do bom network, que pode gerar contatos produtivos para prospecção. Acompanhando a diversidade que marca nossos dias, o festival continua levando também gente do meio artístico e de entretenimento para dar um colorido diferente às palestras e aos debates. Estarão lá o divertido Conan O’Brien (ex Late Night e Tonight Show), Lilly Singh e Samira Wiley, além de outros, que deverão ser anunciados mais à frente. O que se nota agora é que, depois da sacolejada que levou no ano passado, o festival se preocupa em se apresentar de uma forma mais renovada, mas sem perder a essência que o consagrou ao longo de mais de 6 décadas de sucesso crescente. E continua sendo um must para quem se preocupa em estar a par do que rola no mundo da criatividade e se reciclar continuamente. Aquela máxima, apresentada em campanha do Estadão (representante do festival no Brasil) permanece: Ninguém volta igual de Cannes. Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional de Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br jornal propmark - 12 de fevereiro de 2018 9

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